É hoje que apresento os candidatos, espero que isto corra bem, estão cá os chefes e os escribas, a mensagem tem que passar bem. Alô teste... teste alô. Bom já não é nova esta situação por isso vai correr bem, ups espero eu
junho 29, 2005
Hoje é Feriado com "F" grande
Hoje vamos homenagear os Bombeiros Voluntários do Bombarral, mais vale tarde do que nunca, eles bem merecem receber esta medalha do Concelho. Agora o "outro" é que já não sei ainda não consegui ver em lado nenhum o dedo dele. Secalhar o dedo é o mininho por isso é tão pequenino que não se consegue ver. Ou será que ando cego. Querem ver que tive uma branca e vejo tudo branco. Vamos lá deixar-nos de brincadeiras hoje é um dia importante faz 91 anos que este Concelho de Bombarral se tornou "independente".
junho 21, 2005
Outravez ?
Pois é o nosso "ex." lá foi outravez apresentado hoje como candidato. Então os "chuxialistas" não têm nada de novo?
Este já todos sabiamos que era candidato desde Novembro! Bom vá lá, têm desculpa se não fossem as eleições antecipadas todos tinham indicado candidatos mais cedo.Bom esperemos que como dizia Sancho Pança em Don Quixote de La Mancha, "Tal suele venir por la lana que vuelve tresquilado".
Este já todos sabiamos que era candidato desde Novembro! Bom vá lá, têm desculpa se não fossem as eleições antecipadas todos tinham indicado candidatos mais cedo.Bom esperemos que como dizia Sancho Pança em Don Quixote de La Mancha, "Tal suele venir por la lana que vuelve tresquilado".
junho 02, 2005
Novo ciclo
Será que o Bombarral vai finalmente iniciar um novo ciclo de crescimento económico e desta vez realmente sustentado?
Este pergunta interessa a todos os bombarralense. Aqueles com mais de 50 anos, que viveram nos primeiros 13 anos de democracia um período de crescimento económico acelerado, possuem uma referência do que isto pode representar tanto para sua realização profissional quanto pessoal.
No período JMG, de 1976 a 1989, a implantação acelerada de projectos e de obras de infra-estrutura resultou num crescimento económico num ambiente de optimismo e autoconfiança no Bombarral, que impulsionou também o desenvolvimento em todas as áreas empresariais.
Entretanto, problemas de desequilíbrio nas contas públicas e no balanço dos pagamentos, além da insuficiência de poupança interna na autarquia para investimento, não permitiram neste últimos 15 anos a concretização do sonho de construção de um Concelho desenvolvido.
O Bombarral mergulhou no pesadelo quando vivemos então no pior e mais pobre dos concelhos do oeste.
Nesta última década em pleno século 21 a gestão do município nada tem feito para reiniciar novamente o crescimento económico para transformar o Bombarral num concelho desenvolvido e solidário.
Não foram feitos ajustes nas contas públicas, pela gestão dos últimos 15 anos, o Bombarral não teve sucesso em obter financiamentos para alavancar um ambicioso programa de investimento em infra-estrutura e em indústria, comércio e serviços de base.
Como resultado da falta de programas de desenvolvimento, conseguiu-se assim cada vez mais o abandono das terras o encerramento do comércio e dos serviços, aumentando-se cada vez mais a taxa de desemprego em vez de se proceder á criação de novos empregos, e de mais riqueza.
O desafio que agora se coloca á nova gestão autárquica, a ser eleita em outubro, é que crescimento o económico já não pode ser obtido simplesmente através do investimento em novas obras de infra-estrutura e em projectos industriais, agro-pecuários e ou de serviços- como acontecia em décadas passadas.
A economia fechada, que garantia mercado para os bens e serviços oferecidos pelas empresas locais, foi aberta à competição das empresas nacionais e estrangeiras.
Agora, o crescimento económico tem de ser obtido através da conquista do mercado consumidor.
Ou seja, a Autarquia para além de investir no apoio aos empresários locais para aumentarem a sua capacidade de produção têm que apoiar, promover e disputar e conquistar a preferência dos investidores e consumidores do resto do País e lá fora.
Para aumentar a competitividade das empresas locais, a Autarquia tem um papel muito importante: tem que criar infra-estrutura, tem que divulgar e apoiar o comércio e o turismo local, tem que criar condições de visita e permanência, tem que estabilizar o orçamento, reduzir as despesas e aumentar o investimento, oferecer condições de educação básica a toda população, incentivar o desenvolvimento tecnológico e criar condições para a fixação dos jovens e dos investidores.
Mas tudo isso, embora necessário, não é suficiente.
A competitividade e o desenvolvimento sustentado do Bombarral só será alcançada a partir de uma gestão baseada em duas agendas: 1ª a eficácia e 2ª a estratégia.
A eficácia tem como objectivo a melhoria contínua dos processos operacionais para aumentar a produtividade, e utiliza ferramentas e técnicas gerênciais como: gestão de qualidade, parcerias e reengenharia, para além de utilizar as novas tecnologias e as maneiras superiores de atender as necessidades da população e dos investidores.
A eficácia operacional é um componente imprescindível, mas não é uma estratégia para a Autarquia competir com outros concelhos.
A estratégia da Autarquia terá que consistir na escolha dos grupos alvo, das variedades de produtos, equipamentos e serviços a serem oferecidos e das necessidades da população dos visitantes e dos investidores a serem atendidas. Estratégia é também escolher o que não fazer. Estratégia são as opções excludentes que vão diferenciar o Bombarral dos demais, em função da escolha da sua posição no mercado económico e turístico nacional.
Este é o grande desafio para quem vai ser eleito, em outubro, para o Bombarral e para os bombarralenses.
Não basta ser tecnicamente competente e operacionalmente eficaz.
É preciso traçar e seguir estratégias competitivas
Este pergunta interessa a todos os bombarralense. Aqueles com mais de 50 anos, que viveram nos primeiros 13 anos de democracia um período de crescimento económico acelerado, possuem uma referência do que isto pode representar tanto para sua realização profissional quanto pessoal.
No período JMG, de 1976 a 1989, a implantação acelerada de projectos e de obras de infra-estrutura resultou num crescimento económico num ambiente de optimismo e autoconfiança no Bombarral, que impulsionou também o desenvolvimento em todas as áreas empresariais.
Entretanto, problemas de desequilíbrio nas contas públicas e no balanço dos pagamentos, além da insuficiência de poupança interna na autarquia para investimento, não permitiram neste últimos 15 anos a concretização do sonho de construção de um Concelho desenvolvido.
O Bombarral mergulhou no pesadelo quando vivemos então no pior e mais pobre dos concelhos do oeste.
Nesta última década em pleno século 21 a gestão do município nada tem feito para reiniciar novamente o crescimento económico para transformar o Bombarral num concelho desenvolvido e solidário.
Não foram feitos ajustes nas contas públicas, pela gestão dos últimos 15 anos, o Bombarral não teve sucesso em obter financiamentos para alavancar um ambicioso programa de investimento em infra-estrutura e em indústria, comércio e serviços de base.
Como resultado da falta de programas de desenvolvimento, conseguiu-se assim cada vez mais o abandono das terras o encerramento do comércio e dos serviços, aumentando-se cada vez mais a taxa de desemprego em vez de se proceder á criação de novos empregos, e de mais riqueza.
O desafio que agora se coloca á nova gestão autárquica, a ser eleita em outubro, é que crescimento o económico já não pode ser obtido simplesmente através do investimento em novas obras de infra-estrutura e em projectos industriais, agro-pecuários e ou de serviços- como acontecia em décadas passadas.
A economia fechada, que garantia mercado para os bens e serviços oferecidos pelas empresas locais, foi aberta à competição das empresas nacionais e estrangeiras.
Agora, o crescimento económico tem de ser obtido através da conquista do mercado consumidor.
Ou seja, a Autarquia para além de investir no apoio aos empresários locais para aumentarem a sua capacidade de produção têm que apoiar, promover e disputar e conquistar a preferência dos investidores e consumidores do resto do País e lá fora.
Para aumentar a competitividade das empresas locais, a Autarquia tem um papel muito importante: tem que criar infra-estrutura, tem que divulgar e apoiar o comércio e o turismo local, tem que criar condições de visita e permanência, tem que estabilizar o orçamento, reduzir as despesas e aumentar o investimento, oferecer condições de educação básica a toda população, incentivar o desenvolvimento tecnológico e criar condições para a fixação dos jovens e dos investidores.
Mas tudo isso, embora necessário, não é suficiente.
A competitividade e o desenvolvimento sustentado do Bombarral só será alcançada a partir de uma gestão baseada em duas agendas: 1ª a eficácia e 2ª a estratégia.
A eficácia tem como objectivo a melhoria contínua dos processos operacionais para aumentar a produtividade, e utiliza ferramentas e técnicas gerênciais como: gestão de qualidade, parcerias e reengenharia, para além de utilizar as novas tecnologias e as maneiras superiores de atender as necessidades da população e dos investidores.
A eficácia operacional é um componente imprescindível, mas não é uma estratégia para a Autarquia competir com outros concelhos.
A estratégia da Autarquia terá que consistir na escolha dos grupos alvo, das variedades de produtos, equipamentos e serviços a serem oferecidos e das necessidades da população dos visitantes e dos investidores a serem atendidas. Estratégia é também escolher o que não fazer. Estratégia são as opções excludentes que vão diferenciar o Bombarral dos demais, em função da escolha da sua posição no mercado económico e turístico nacional.
Este é o grande desafio para quem vai ser eleito, em outubro, para o Bombarral e para os bombarralenses.
Não basta ser tecnicamente competente e operacionalmente eficaz.
É preciso traçar e seguir estratégias competitivas
junho 01, 2005
Tou chateado, claro que estou

Andámos a trabalhar todos estes anos e para quê? Agora vai-se embora dizendo que a culpa é das manchetes dos jornais. Isto é que vai uma açorda. Quando nós queriamos ele não queria agora que ninguém quria ele "foiçe". Bem não há nada a fazer, contrariamente ao que seria de esperar demo-nos bem e nunca entramos em litigio. Gostei da postura dele foi, apesar desta saída, um bom elemento não fez "inimigos" criticou quando devia. Mas no melhor pano cai a nódua e acabou por sair mal.
Então era necessário saír a apoiar o candidato "chuxialista". Ó professor desta não estava á espera, será que era mesmo necessário saír assim. Melhor era não ter dito nada do que dizer que sai de bem com todos e que foi sempre apoiado por todos mas, ... votem no outro ...
Estou chateado, claro que estou chateado professor. Mas mesmo assim muitas felicidades professor!
abril 24, 2005
Não valem nada
Acreditem o homem é o melhor deles todos, todos lhe batem e ele aguenta tudo. O homem está sózinho mas, mas também eles todos juntos não valem um c.... . Porra que assim também é demais .....
março 07, 2005
Vamos votar outra vez
Desta vez vamos acertar ? Ou nós não aprendemos…
A esperança é que nesse dia nós ainda estejamos por aqui…
Eu disse "esperança"?…
Disse mal.
A coitada já morreu a golpes de falsas promessas e está enterrada naquele canteiro de laranjeiras, com formato de estrela, nos jardins do Bombarral.
Por causa de alguns gestores autárquicos, o voto é só quase obrigação e, muito pouca devoção.
È verdade que votando vamos melhorar as coisas. Mas na maioria dos casos só para quem ganha, porque no dia seguinte vai esquecer as promessas e os nossos problemas!
E não se enganem ! Votar não é grátis: Nós pagamos, e quando nos enganamos no voto, pode ser muito, muito caro !
Pois é vamos novamente partir para a nova via sacra de eleições autárquicas.
Mais uma vez, o exercício óbvio da imprensa provocantemente tendenciosa, propaga, divulga, propala questões e soluções plenamente alienadas e absurdas enquanto que cautelosamente poupa as feridas expostas da desgraça imposta pela gestão do PSD no concelho.
Vamos, como em eleições anteriores assistir a uma arte subtil de deturpar e não discutir os programas e os factos .
Este concelho indiscutivelmente é meu, é seu, é apenas nosso.
O meu Bombarral, o seu Bombarral, assistiu ao longo dos últimos anos à destruição do património, à pulverização do comércio e do debilitado poder de compra drasticamente reduzido, a um crescimento económico que nem a medíocre consegue chegar, com a prioridade da gestão voltada para o pagamento de juros e o encolhimento visível e inquestionável da economia local.
Mas para a gestão autárquica legalmente eleita e constituído e, para os seus apoiantes "o concelho está melhor".
Como se tudo isto não bastasse, a democrática e pia gestão amarrou o concelho em obras inconcluídas e projectos megalómanos e bastardos que nos dificultam sobejamente toda e qualquer recuperação.
E para completar a miséria, não apresenta nem faz aprovar orçamento para este ano, aleijando quase que definitivamente o nosso equilíbrio nas despesas.
Será que este concelho tem saída?
Difícil mas tem que ter, apesar de ainda não estar à vista nós sabemos o que fazer !
Esta gestão, anda tão distraída, que raramente sabe o que se passa na sua própria "cozinha", é que nesta máquina impiedosa de endividamento vai tornar-se realidade a previsão de que "todos ralham e ninguém tem razão".
E esta máquina já está emperrada, e o "bom" desta gestão é que já não dá conta de como segura-la e toca-la para a frente, mesmo neste momento em que há já todo um quadro absurdamente hostil em andamento e que não pode ser considerado "mera coincidência".
É sabido que, claramente teremos retaliações, e que nós vamos ser agredidos de qualquer jeito, até porque já o estamos à muito tempo sendo e não podemos evitar isto.
Uma candidatura altiva e coesa com um programa de governo autárquico inovador e criativo como o nosso terá muito mais chance de se apresentar para ganhar e estruturar o futuro deste concelho do que candidatos submissos e humilhados por gestões autárquicas anteriores e compromissos anteriormente assumidos .
Que ninguém se preocupe seremos uma candidatura de compromisso, compromisso com o Bombarral que tem voz, tem brio, tem consciência e tem dignidade.
Estes são valores de que o CDS não abdica para a gestão do Bombarral .
A esperança é que nesse dia nós ainda estejamos por aqui…
Eu disse "esperança"?…
Disse mal.
A coitada já morreu a golpes de falsas promessas e está enterrada naquele canteiro de laranjeiras, com formato de estrela, nos jardins do Bombarral.
Por causa de alguns gestores autárquicos, o voto é só quase obrigação e, muito pouca devoção.
È verdade que votando vamos melhorar as coisas. Mas na maioria dos casos só para quem ganha, porque no dia seguinte vai esquecer as promessas e os nossos problemas!
E não se enganem ! Votar não é grátis: Nós pagamos, e quando nos enganamos no voto, pode ser muito, muito caro !
Pois é vamos novamente partir para a nova via sacra de eleições autárquicas.
Mais uma vez, o exercício óbvio da imprensa provocantemente tendenciosa, propaga, divulga, propala questões e soluções plenamente alienadas e absurdas enquanto que cautelosamente poupa as feridas expostas da desgraça imposta pela gestão do PSD no concelho.
Vamos, como em eleições anteriores assistir a uma arte subtil de deturpar e não discutir os programas e os factos .
Este concelho indiscutivelmente é meu, é seu, é apenas nosso.
O meu Bombarral, o seu Bombarral, assistiu ao longo dos últimos anos à destruição do património, à pulverização do comércio e do debilitado poder de compra drasticamente reduzido, a um crescimento económico que nem a medíocre consegue chegar, com a prioridade da gestão voltada para o pagamento de juros e o encolhimento visível e inquestionável da economia local.
Mas para a gestão autárquica legalmente eleita e constituído e, para os seus apoiantes "o concelho está melhor".
Como se tudo isto não bastasse, a democrática e pia gestão amarrou o concelho em obras inconcluídas e projectos megalómanos e bastardos que nos dificultam sobejamente toda e qualquer recuperação.
E para completar a miséria, não apresenta nem faz aprovar orçamento para este ano, aleijando quase que definitivamente o nosso equilíbrio nas despesas.
Será que este concelho tem saída?
Difícil mas tem que ter, apesar de ainda não estar à vista nós sabemos o que fazer !
Esta gestão, anda tão distraída, que raramente sabe o que se passa na sua própria "cozinha", é que nesta máquina impiedosa de endividamento vai tornar-se realidade a previsão de que "todos ralham e ninguém tem razão".
E esta máquina já está emperrada, e o "bom" desta gestão é que já não dá conta de como segura-la e toca-la para a frente, mesmo neste momento em que há já todo um quadro absurdamente hostil em andamento e que não pode ser considerado "mera coincidência".
É sabido que, claramente teremos retaliações, e que nós vamos ser agredidos de qualquer jeito, até porque já o estamos à muito tempo sendo e não podemos evitar isto.
Uma candidatura altiva e coesa com um programa de governo autárquico inovador e criativo como o nosso terá muito mais chance de se apresentar para ganhar e estruturar o futuro deste concelho do que candidatos submissos e humilhados por gestões autárquicas anteriores e compromissos anteriormente assumidos .
Que ninguém se preocupe seremos uma candidatura de compromisso, compromisso com o Bombarral que tem voz, tem brio, tem consciência e tem dignidade.
Estes são valores de que o CDS não abdica para a gestão do Bombarral .
fevereiro 22, 2005
Os portugueses fizeram história
Os portugueses voltaram a dizer que, nos momentos difíceis, são eles que fazem questão de decidir.
E estes são momentos difíceis...
E os portugueses decidiram votar. Assim decidiram dizer aos partidos que se enganavam, aos jornalistas que se enganavam, e às sondagens que se enganavam, quando, todos, esperavam que a abstenção subisse.
A abstenção baixou... os portugueses fizeram história nestas eleições
Os portugueses decidiram dar a maioria absoluta que os socialistas nunca haviam tido.
Os portugueses decidiram, portanto, simplificar: O PS não depende de ninguém; pelo que assim, também não tem desculpas.
Desta forma, os portugueses estão a dizer aos socialistas que não podem falhar .
Os portugueses decidiram remeter o PSD para uma posição secundaria. Os sociais-democratas perdem votos, perdem deputados e principalmente perdem influência.
E tudo indica, vão perder o líder – facto que a maioria dos portugueses e a maioria do próprio partido, encara como uma grande vitória.
Os portugueses decidiram provocar uma revolução nos sistemas partidários.
Os portugueses decidiram penalizar o PP pelos três anos de governação em que participou com o PSD e, decidiram retirar o Bloco de Esquerda do confortável estatuto de anti-sistema. O doutor Louçã, que já era parte do sistema, não pode agora continuar agora a dizer que não faz parte do sistema .
Nestas legislativas nasceu um país novo. Nasceu um país de esquerda. Nasceu um país que, depois de Cavaco Silva, volta a ser governado pela maioria de uma única força partidária.
Por mim este castigo não é justo. A coligação e o PSD não merecem o tamanho desta derrota mas, o PSD só se pode queixar de si próprio, pois ninguém fez mais pela maioria do PS do que o próprio PSD .
Os portugueses sabiam que Durão Barroso apontou um rumo, mesmo sem fazer reformas mas, Santana Lopes prometeu reformas, perdendo o rumo por completo.
Agora, depois destas eleições os portugueses já ganharam. Já ganharam uma grande dúvida que é saber se este novo país vai ser um país melhor.
A crise não se vence com as facilidades que o PS prometeu na campanha eleitoral. Não se vence com os de braços caídos e com os portugueses cabisbaixos. O país tem que se mobilizar e tem que em vez de perguntar o que pode um Governo fazer por nós, devemos interrogar-nos sobre o que poremos fazer por nós próprios.
E estes são momentos difíceis...
E os portugueses decidiram votar. Assim decidiram dizer aos partidos que se enganavam, aos jornalistas que se enganavam, e às sondagens que se enganavam, quando, todos, esperavam que a abstenção subisse.
A abstenção baixou... os portugueses fizeram história nestas eleições
Os portugueses decidiram dar a maioria absoluta que os socialistas nunca haviam tido.
Os portugueses decidiram, portanto, simplificar: O PS não depende de ninguém; pelo que assim, também não tem desculpas.
Desta forma, os portugueses estão a dizer aos socialistas que não podem falhar .
Os portugueses decidiram remeter o PSD para uma posição secundaria. Os sociais-democratas perdem votos, perdem deputados e principalmente perdem influência.
E tudo indica, vão perder o líder – facto que a maioria dos portugueses e a maioria do próprio partido, encara como uma grande vitória.
Os portugueses decidiram provocar uma revolução nos sistemas partidários.
Os portugueses decidiram penalizar o PP pelos três anos de governação em que participou com o PSD e, decidiram retirar o Bloco de Esquerda do confortável estatuto de anti-sistema. O doutor Louçã, que já era parte do sistema, não pode agora continuar agora a dizer que não faz parte do sistema .
Nestas legislativas nasceu um país novo. Nasceu um país de esquerda. Nasceu um país que, depois de Cavaco Silva, volta a ser governado pela maioria de uma única força partidária.
Por mim este castigo não é justo. A coligação e o PSD não merecem o tamanho desta derrota mas, o PSD só se pode queixar de si próprio, pois ninguém fez mais pela maioria do PS do que o próprio PSD .
Os portugueses sabiam que Durão Barroso apontou um rumo, mesmo sem fazer reformas mas, Santana Lopes prometeu reformas, perdendo o rumo por completo.
Agora, depois destas eleições os portugueses já ganharam. Já ganharam uma grande dúvida que é saber se este novo país vai ser um país melhor.
A crise não se vence com as facilidades que o PS prometeu na campanha eleitoral. Não se vence com os de braços caídos e com os portugueses cabisbaixos. O país tem que se mobilizar e tem que em vez de perguntar o que pode um Governo fazer por nós, devemos interrogar-nos sobre o que poremos fazer por nós próprios.
fevereiro 14, 2005
Região Demarcada do Oeste

Confesso que até escrever este artigo, sobre os produtos tradicionais do Bombarral e da Região Oeste, nunca tinha pensado o assunto muito a fundo .
Hoje promover os produtos da Região Oeste o planeamento e o ordenamento urbanístico; o ambiente; a preservação e valorização do património histórico e cultural; a aposta na qualidade de vida; a criação de emprego e o fomento económico são um objectivo e devem ser as principais preocupações dos autarcas do Oeste .
È importante que as pessoas ao visitarem a região saibam o que podem encontrar, è importante a realização e a institucionalizado de um certame que promova a partir da sua primeira edição todos os produtos de fabrico artesanal e de produção e comercialização na Região Oeste, aqui fica a ideia "Região Oeste - Feira de Turismo e de Produtos Regionais do Oeste".
A iniciativa, que podem alguns julgar descabida, pode, na nossa opinião, até ser a forma necessária para que de uma vez por todas alguns autarcas da região entendam que o necessário è criar e institucionalizar a Região Dem@rcada do Oeste e não a região demarcada deste ou daquele concelho .
Senão vejamos, a Pêra Rocha e a Ginja por exemplo são frutos produzidos numa vasta área e em vários concelhos da Região Oeste, e parece que a intenção de alguns autarcas, nomeadamente para a ginja é criar a "região demarcada da ginja de Óbidos", o que, julgamos, não ser a forma mais correcta tendo em conta que a maior produção de ginja fresca ao que sabemos não è no concelho de Óbidos nem de Alcobaça mas sim no concelho de Bombarral e um dos maiores produtores deste saboroso licor è a "Ginja do Sanguinhal" em Bombarral .
Por outro lado e de uma forma geral os produtos artesanais derivados da Pêra Rocha, como o licor de pêra rocha; o doce de pêra rocha; as delicias de pêra rocha; o bolo de chocolate de pêra rocha; a tarte de pêra rocha, são de fabrico e comercialização no concelho de Bombarral mas, por exemplo no Cadaval também são produzidos e comercializados alguns produtos derivados deste fruto, assim como nas Caldas da Rainha são produzidas e comercializadas para todo o País as famosas "Cavacas das caldas e as trouxas de ovos" e não foi criada nenhuma região demarcada das Caldas da Rainha, também sobre para os produtos derivados da Pêra Rocha não defendemos nenhuma região demarcada do Bombarral .
Defendemos isso sim e, è nossa opinião que devem os autarcas da Região as empresas agrícolas as empresas de comercialização defender a criação da Região Demarcada do Oeste .
Assim ninguém dirá que as "Rendas de Bilros" são de Alenquer ou do Sobral de Monte Agraço em vez de Peniche, e também deixaremos de ouvir na televisão que as trouxas de ovos e as cavacas são produtos tradicionais de Óbidos .
E Região Demarcada do Oeste, como um produto de qualidade e abrangente com a diversidade que esta região apresenta quer em produtos regionais de fabrico artesanal, quer no turismo natureza quer na oferta de qualidade de uma Região que antes da criação da Comunidade Urbana do Oeste, já era só por si e pela sua localização uma comunidade antes de o ser .
Somos de opinião que ao criar-se um evento como este não nos devemos preocupar nem lamentar se o volume de negócios conseguido durante o evento for fraco devem isso sim a maioria dos comerciantes e das autarquias participarem no evento pela positiva de forma a permitir fazer publicidade aos produtos oriundos desta Região.
Bordados, doçaria, gastronomia e charcutaria, licores, vinhos e certames e feiras da região devem ser alguns dos artigos em exposição.
E devem estar também representadas unidades de hotelaria e as Escolas Superiores da Região para mostrarem as potencialidades dos Museus ligados à história das cidades e vilas da região.
A Feira de Turismo e de Produtos Regionais deve ter ainda a música tradicional desta região como atractivo. Os Ranchos Folclóricos e as bandinhas .
Exista uma autarquia que se disponibilize e que para além de muros passe a pensar um pouco que a promoção das potencialidades da Região, também è a promoção das suas potencialidades e teremos já no próximo verão a primeira Feira de Turismo e Produtos Regionais do Oeste com a mais valia na variedade dos produtos expostos.
Hoje promover os produtos da Região Oeste o planeamento e o ordenamento urbanístico; o ambiente; a preservação e valorização do património histórico e cultural; a aposta na qualidade de vida; a criação de emprego e o fomento económico são um objectivo e devem ser as principais preocupações dos autarcas do Oeste .
È importante que as pessoas ao visitarem a região saibam o que podem encontrar, è importante a realização e a institucionalizado de um certame que promova a partir da sua primeira edição todos os produtos de fabrico artesanal e de produção e comercialização na Região Oeste, aqui fica a ideia "Região Oeste - Feira de Turismo e de Produtos Regionais do Oeste".
A iniciativa, que podem alguns julgar descabida, pode, na nossa opinião, até ser a forma necessária para que de uma vez por todas alguns autarcas da região entendam que o necessário è criar e institucionalizar a Região Dem@rcada do Oeste e não a região demarcada deste ou daquele concelho .
Senão vejamos, a Pêra Rocha e a Ginja por exemplo são frutos produzidos numa vasta área e em vários concelhos da Região Oeste, e parece que a intenção de alguns autarcas, nomeadamente para a ginja é criar a "região demarcada da ginja de Óbidos", o que, julgamos, não ser a forma mais correcta tendo em conta que a maior produção de ginja fresca ao que sabemos não è no concelho de Óbidos nem de Alcobaça mas sim no concelho de Bombarral e um dos maiores produtores deste saboroso licor è a "Ginja do Sanguinhal" em Bombarral .
Por outro lado e de uma forma geral os produtos artesanais derivados da Pêra Rocha, como o licor de pêra rocha; o doce de pêra rocha; as delicias de pêra rocha; o bolo de chocolate de pêra rocha; a tarte de pêra rocha, são de fabrico e comercialização no concelho de Bombarral mas, por exemplo no Cadaval também são produzidos e comercializados alguns produtos derivados deste fruto, assim como nas Caldas da Rainha são produzidas e comercializadas para todo o País as famosas "Cavacas das caldas e as trouxas de ovos" e não foi criada nenhuma região demarcada das Caldas da Rainha, também sobre para os produtos derivados da Pêra Rocha não defendemos nenhuma região demarcada do Bombarral .
Defendemos isso sim e, è nossa opinião que devem os autarcas da Região as empresas agrícolas as empresas de comercialização defender a criação da Região Demarcada do Oeste .
Assim ninguém dirá que as "Rendas de Bilros" são de Alenquer ou do Sobral de Monte Agraço em vez de Peniche, e também deixaremos de ouvir na televisão que as trouxas de ovos e as cavacas são produtos tradicionais de Óbidos .
E Região Demarcada do Oeste, como um produto de qualidade e abrangente com a diversidade que esta região apresenta quer em produtos regionais de fabrico artesanal, quer no turismo natureza quer na oferta de qualidade de uma Região que antes da criação da Comunidade Urbana do Oeste, já era só por si e pela sua localização uma comunidade antes de o ser .
Somos de opinião que ao criar-se um evento como este não nos devemos preocupar nem lamentar se o volume de negócios conseguido durante o evento for fraco devem isso sim a maioria dos comerciantes e das autarquias participarem no evento pela positiva de forma a permitir fazer publicidade aos produtos oriundos desta Região.
Bordados, doçaria, gastronomia e charcutaria, licores, vinhos e certames e feiras da região devem ser alguns dos artigos em exposição.
E devem estar também representadas unidades de hotelaria e as Escolas Superiores da Região para mostrarem as potencialidades dos Museus ligados à história das cidades e vilas da região.
A Feira de Turismo e de Produtos Regionais deve ter ainda a música tradicional desta região como atractivo. Os Ranchos Folclóricos e as bandinhas .
Exista uma autarquia que se disponibilize e que para além de muros passe a pensar um pouco que a promoção das potencialidades da Região, também è a promoção das suas potencialidades e teremos já no próximo verão a primeira Feira de Turismo e Produtos Regionais do Oeste com a mais valia na variedade dos produtos expostos.
fevereiro 10, 2005
A politica não é para mediocres !
A política não é, nem poder ser, o palco privilegiado para os incapazes ou medíocres se pavonearem impunemente.
Ao invés, terá de ser encarada e interpretada por gente capaz e preparada. Na política, como em muitas outras coisas na vida, os fins não podem justificar os meios.
O que os cidadãos querem dos políticos, é que estes saibam responder às necessidades do País e dos Municípios que representam, que encontrem os caminhos e os meios que os possam servir e, que contribuam para o seu desenvolvimento e qualidade de vida.
O que temos vindo a assistir nesta campanha eleitoral por parte de alguns dos principais dirigentes é o contrário de tudo o que tem sido hábito em eleições nos últimos anos, com excepção para as últimas campanhas autárquicas do Bombarral .
Nunca se tinha descido tão baixo. A campanha de calúnias e mentiras que se está a espalhar pelas ruas vem no seguimento daquilo que todos ouvimos diariamente: alguns, sem qualquer linha de rumo e numa desorientação total e outros numa ausência também total de propostas eleitorais.
Tudo o que ouvimos se resume a ataques pessoais aos vários dirigentes, sendo que as calunias e as mentiras assumem o principal papel no discurso político.
Mentiras, (?), são espalhadas como se de assuntos sérios se tratassem, não se inibindo na divulgação das mais infames calúnias quer em relação a alguns dos candidatos, quer em relação às propostas políticas de cada um.
Este domingo, dia 20 de Fevereiro, os eleitores terão na mão, através do voto a oportunidade soberana de dar o Voto Útil a quem merece a confiança de Portugal, por nós esperamos que esse voto seja o inicio da mudança que também todos desejamos que em Outubro venha a acontecer no Bombarral, de forma a renascer a esperança neste concelho para o futuro de todos nós.
Ao invés, terá de ser encarada e interpretada por gente capaz e preparada. Na política, como em muitas outras coisas na vida, os fins não podem justificar os meios.
O que os cidadãos querem dos políticos, é que estes saibam responder às necessidades do País e dos Municípios que representam, que encontrem os caminhos e os meios que os possam servir e, que contribuam para o seu desenvolvimento e qualidade de vida.
O que temos vindo a assistir nesta campanha eleitoral por parte de alguns dos principais dirigentes é o contrário de tudo o que tem sido hábito em eleições nos últimos anos, com excepção para as últimas campanhas autárquicas do Bombarral .
Nunca se tinha descido tão baixo. A campanha de calúnias e mentiras que se está a espalhar pelas ruas vem no seguimento daquilo que todos ouvimos diariamente: alguns, sem qualquer linha de rumo e numa desorientação total e outros numa ausência também total de propostas eleitorais.
Tudo o que ouvimos se resume a ataques pessoais aos vários dirigentes, sendo que as calunias e as mentiras assumem o principal papel no discurso político.
Mentiras, (?), são espalhadas como se de assuntos sérios se tratassem, não se inibindo na divulgação das mais infames calúnias quer em relação a alguns dos candidatos, quer em relação às propostas políticas de cada um.
Este domingo, dia 20 de Fevereiro, os eleitores terão na mão, através do voto a oportunidade soberana de dar o Voto Útil a quem merece a confiança de Portugal, por nós esperamos que esse voto seja o inicio da mudança que também todos desejamos que em Outubro venha a acontecer no Bombarral, de forma a renascer a esperança neste concelho para o futuro de todos nós.
dezembro 25, 2004
É Natal !
O facto de todos os centros comerciais estarem cheios devido a um consumo desefreado!
Não é porque toda a gente faça anos nesta altura do ano.
Aquele senhor vestido de vermelho e com os Meninos ao Colo NÃO é um dos arguidos do Processo Casa Pia.
Amigos, tudo isto é porque É NATAL, e deixe-me dizer que se ainda preciso de lhe estar a explicar isto, meu Mui estimado amigo, você é muito estúpido para estar a ler este blog, mas não faz mal, porque se enquadrará perfeitamente, nesta quadra natalicia.
outubro 18, 2004
Talvez rasgue algumas fotografias que tirei ...
Talvez rasgue algumas das fotografias que tirei – na minha terra –nos últimos anos.
De cada vez que regresso ao Bombarral, vindo de algum lado, temo que ele tenha desaparecido.
Enquanto conduzo através do concelho, por estradas cada vez mais estreitas e esburacadas, passando por aldeias desertas de actividade e quintas e casas abandonadas, receio que o Bombarral esteja a seguir o caminho de tantos outros lugares deste País que outorga cheios de vida, foram perdendo as pessoas, os negócios e a esperança.
Todos temos um lugar que sentimos ser a nossa terra.
O Bombarral, na Comunidade Urbana do Oeste – a 70km de distância da grande cidade de Lisboa, no centro do Oeste – é a minha terra -.
Fundado em 1914 o concelho foi crescendo a história foi sendo escrita e a obra foi sendo elaborada por tantos homens que não esquecendo os seus interesses, puseram sempre os do concelho á frente dos seus.
Uns assistiram á construção do caminho de ferro, á instalação da primeira câmara municipal, ao crescimento dos grandes armazéns vinícolas, há primeira estrada alcatroada, há chegada da luz eléctrica até ao sitio mais remoto do concelho, há construção do Teatro, do cinema, da sede do clube, , há inauguração do pavilhão municipal e da piscina, há água canalizada nas torneiras das nossas casas, há construção da Biblioteca Municipal, há construção do Centro Coordenador de Transportes, há recuperação do Palácio Gorjão e instalação do Museu Municipal, há construção do Mercado Municipal, há construção das Escolas Preparatória e Secundária, há inauguração do pavilhão municipal e da piscina, ao saneamento básico etc... tudo isto deve ter produzido uma impressão solidária nos habitantes do concelho, entre eles os políticos que para aqui vieram na década de 1990.
Quem visitou o Bombarral pela primeira vez em finais da década de 1980 com a ambição de documentar fotograficamente os pequenos detalhes de um povoado agrícola antes que ele desaparecesse, por certo fotografou que para a época o Bombarral era um concelho em plena via de desenvolvimento e que sabia agarrar todas as oportunidades que lhe apareciam.
Assisti ao desaparecimento de escolas e quintas da minha infância e vi as grandes casas agrícolas e vinícolas definharem até morrer à medida em que nada de novo foi aparecendo para as substituir, muitos dos nossos naturais habitantes partiam em busca de trabalho.
Por isso, de cada vez que regresso ao Bombarral, sinto medo de perdê-lo porém, sempre que dobro a esquina, o Bombarral lá esta, com o seu depósito de água e as suas ruas com buracos.
No meio de tudo, a Câmara Municipal. E é com tristeza que encontro sempre o local repleto de pessoas sem ideias, sem estratégia, somente aperfeiçoando as promessas para um concelho que tem passado ao lado de tudo nos últimos anos, para um concelho que só tem crescido em altura e que para além de perder a sua qualidade de vida se tem deixado ultrapassar por outros concelhos outrora "aldeias grandes" quando comparados com – a minha terra -.
Foi aqui e ao longo dos anos que aprendi o segredo do que constitui uma comunidade, tudo tem a ver com as pessoas porque elas são a única coisa que realmente mantém a esperança.
Todas as mortes, nascimentos, partidas e chegadas assinalam uma ocasião importante - na minha terra -.
Noutro dia à noite, ouvi um Ministro dizer que queria construir uma Escola de Hotelaria e Turismo no Oeste e pensei, as pessoas que estão na Câmara - da minha terra -, concerteza que já falaram com o Ministro e estão a preparar o local para instalar esta Escola – na minha terra -.
Depois descobri que afinal eram as pessoas de outras terras que já tinham falado com o Ministro para que esta Escola fosse para outra terra que não - a minha terra -.
Então, farto de tantas promessas não cumpridas, de pessoas da minha terra e convencido de que o Bombarral está farto de crises e aventuras, decidi dar uma oportunidade a essas pessoas e por isso empenhei-me através do CDS-PP/Bombarral em propor mais uma solução construtiva e real que permita criar riqueza para – a minha terra- e propus á Câmara Municipal que se una em torno dos interesses – da minha terra - de modo a criar uma corrente de influência que faça com que o Ministro decida que a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste deve ficar instalada – na nossa terra – o Bombarral
Não tinha planos de tirar fotografias, mas não consigo resistir e, espero que no presente como no passado as pessoas – da nossa terra - não esquecendo os seus interesses, ponham os interesses do Bombarral á frente dos seus, assim talvez rasgue algumas das fotografias que tirei – na minha terra -, nos últimos 15 anos.
De cada vez que regresso ao Bombarral, vindo de algum lado, temo que ele tenha desaparecido.
Enquanto conduzo através do concelho, por estradas cada vez mais estreitas e esburacadas, passando por aldeias desertas de actividade e quintas e casas abandonadas, receio que o Bombarral esteja a seguir o caminho de tantos outros lugares deste País que outorga cheios de vida, foram perdendo as pessoas, os negócios e a esperança.
Todos temos um lugar que sentimos ser a nossa terra.
O Bombarral, na Comunidade Urbana do Oeste – a 70km de distância da grande cidade de Lisboa, no centro do Oeste – é a minha terra -.
Fundado em 1914 o concelho foi crescendo a história foi sendo escrita e a obra foi sendo elaborada por tantos homens que não esquecendo os seus interesses, puseram sempre os do concelho á frente dos seus.
Uns assistiram á construção do caminho de ferro, á instalação da primeira câmara municipal, ao crescimento dos grandes armazéns vinícolas, há primeira estrada alcatroada, há chegada da luz eléctrica até ao sitio mais remoto do concelho, há construção do Teatro, do cinema, da sede do clube, , há inauguração do pavilhão municipal e da piscina, há água canalizada nas torneiras das nossas casas, há construção da Biblioteca Municipal, há construção do Centro Coordenador de Transportes, há recuperação do Palácio Gorjão e instalação do Museu Municipal, há construção do Mercado Municipal, há construção das Escolas Preparatória e Secundária, há inauguração do pavilhão municipal e da piscina, ao saneamento básico etc... tudo isto deve ter produzido uma impressão solidária nos habitantes do concelho, entre eles os políticos que para aqui vieram na década de 1990.
Quem visitou o Bombarral pela primeira vez em finais da década de 1980 com a ambição de documentar fotograficamente os pequenos detalhes de um povoado agrícola antes que ele desaparecesse, por certo fotografou que para a época o Bombarral era um concelho em plena via de desenvolvimento e que sabia agarrar todas as oportunidades que lhe apareciam.
Assisti ao desaparecimento de escolas e quintas da minha infância e vi as grandes casas agrícolas e vinícolas definharem até morrer à medida em que nada de novo foi aparecendo para as substituir, muitos dos nossos naturais habitantes partiam em busca de trabalho.
Por isso, de cada vez que regresso ao Bombarral, sinto medo de perdê-lo porém, sempre que dobro a esquina, o Bombarral lá esta, com o seu depósito de água e as suas ruas com buracos.
No meio de tudo, a Câmara Municipal. E é com tristeza que encontro sempre o local repleto de pessoas sem ideias, sem estratégia, somente aperfeiçoando as promessas para um concelho que tem passado ao lado de tudo nos últimos anos, para um concelho que só tem crescido em altura e que para além de perder a sua qualidade de vida se tem deixado ultrapassar por outros concelhos outrora "aldeias grandes" quando comparados com – a minha terra -.
Foi aqui e ao longo dos anos que aprendi o segredo do que constitui uma comunidade, tudo tem a ver com as pessoas porque elas são a única coisa que realmente mantém a esperança.
Todas as mortes, nascimentos, partidas e chegadas assinalam uma ocasião importante - na minha terra -.
Noutro dia à noite, ouvi um Ministro dizer que queria construir uma Escola de Hotelaria e Turismo no Oeste e pensei, as pessoas que estão na Câmara - da minha terra -, concerteza que já falaram com o Ministro e estão a preparar o local para instalar esta Escola – na minha terra -.
Depois descobri que afinal eram as pessoas de outras terras que já tinham falado com o Ministro para que esta Escola fosse para outra terra que não - a minha terra -.
Então, farto de tantas promessas não cumpridas, de pessoas da minha terra e convencido de que o Bombarral está farto de crises e aventuras, decidi dar uma oportunidade a essas pessoas e por isso empenhei-me através do CDS-PP/Bombarral em propor mais uma solução construtiva e real que permita criar riqueza para – a minha terra- e propus á Câmara Municipal que se una em torno dos interesses – da minha terra - de modo a criar uma corrente de influência que faça com que o Ministro decida que a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste deve ficar instalada – na nossa terra – o Bombarral
Não tinha planos de tirar fotografias, mas não consigo resistir e, espero que no presente como no passado as pessoas – da nossa terra - não esquecendo os seus interesses, ponham os interesses do Bombarral á frente dos seus, assim talvez rasgue algumas das fotografias que tirei – na minha terra -, nos últimos 15 anos.
julho 29, 2004
Agenda 21 Local
Estou certo de que a maioria dos autarcas do Bombarral não faz a mínima ideia do que seja a Agenda 21 Local.
Um grupo de investigação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tentou traçar o perfil dos primeiros presidentes de Câmara do século XXI, no âmbito do programa Observa, e conclui-o que apenas 9,8% deram uma resposta que se aproxima do que é esta ferramenta participada de desenvolvimento sustentável a longo prazo.
No universo de respostas, verificou-se que o Plano Director Municipal (PDM) é o único dos instrumentos de ordenamento considerado pelos presidentes da Câmara.
Documentos como a Rede Natura 2000 são tendencialmente negativos. E 62% dos inquiridos tem opinião desfavorável sobre a Reserva Ecológica Nacional baixando para os 57% o número dos que têm igual posição em relação à Reserva Agrícola Nacional.
Ainda de acordo com os investigadores, 40% dos presidentes da Câmara consideram que as decisões estão unicamente reservadas aos eleitos.
O que só por si é bem demonstrativo da ignorância de alguns autarcas .
A Agenda 21-Local é uma composição de voluntários da sociedade do município, voluntários esses que trabalham absolutamente de graça, e que, ladeados por representantes do executivo e legislativo municipal, em minoria, como apoio, visa buscar, através de discussões, o que é importante para o município, a fim de que os cidadãos e principalmente as gerações que lhes seguirão, possam desfrutar de uma melhor qualidade de vida, no que tange ao social, ao económico e ao ambiental.
Os voluntários são representantes autênticos da sociedade, visto que são os segmentos organizados da sociedade que os indicam para a composição dos fóruns de debates sobre as questões do Município. Logo, são a voz e a vontade daqueles que representam, isto é, da população local.
Cidadania - Sem sombra de dúvidas, cada vez mais se ouve falar em cidadania, que significa a organização política das sociedades, dotando-as do poder de tomar decisões e de administrar a vida pública, tendo como princípio o facto de que a população, como um todo, é compreendida pelos seus mais diferentes segmentos, e tem o direito de participar nas tomadas de decisões e da administração da vida pública.
E esse direito pode ser exercido indirectamente através dos representantes escolhidos, que é o modo consagrado, ou directamente, através de formas organizadas de participação colectiva, que é o caso da Agenda 21-Local.
Acções colectivas organizadas, visando o estabelecimento de metas desejadas, reúnem forças sociais e canalizam-nas nas direcções pretendidas, explicitando aos nossos representantes os interesses que cumprem representar e que não necessariamente coincidem com os seus pessoais, tornando transparente a natureza dos interesses públicos. Em fim, a Agenda 21-Local é um modelo de democracia participativa que tende a ocupar o espaço da democracia representativa.
Dessa forma, a Agenda 21-Local está ai para que, exactamente, se consiga, através de consensos da população, definir o que é prioritário fazer dentro de um rol de necessidades do município e de que forma aquilo que é prioritário deve ser resolvido. É uma concepção muito mais democrática de administração, invertendo o sentido das decisões, que sempre têm sido de cima para baixo.
É evidente que as decisões passam a demorar um pouco mais, visto que o trabalho para consensar as opiniões é muito mais árduo, pela grande quantidade de actores e ideias que surgem para resolver num mesmo assunto.
É certo que há problemas urgentíssimos a serem resolvidos, como por exemplo, a questão do lixo e a poluição do ar. Nestes casos, a busca de soluções é acelerada ao máximo dentro dos Grupos Temáticos da Agenda 21-Local, mas não se pode correr o risco de que essas soluções sejam precipitadas, porque, se erradas ou incompletas, poderão trazer grandes prejuízos ou difíceis de serem contornadas, depois de postas em prática, acarretando dificuldades exactamente para aqueles que, no futuro, deveriam delas beneficiar sem atropelos.
Como avaliar se o município está a caminhar em direcção a sustentabilidade?
A comunidade pode eleger uma série de indicadores apropriados para as suas respectivas realidades. Sugere-se perguntar se alguns destes pontos básicos:
Redução de desperdício de recursos (naturais, financeiros, humanos);
Controle e prevenção da degradação ambiental;
Redução do volume de lixo e tratamento do mesmo;
Melhoria nas condições de moradia, saneamento e provisão de água;
Melhoria no nível de saúde (higiene e prevenção) e educação básica;
Oportunidades para cultura, lazer e recreação;
Promoção de oportunidades para trabalho;
Acesso à informação e aos processos de tomada de decisão.
Será que algum foi cumprido, não, ninguém tem duvidas que nada foi feito para que a Agenda 21-Local fosse ou venha a ser aplicada no Bombarral, nada foi feito nem nada será feito com esta equipe que nos desgoverna
Um grupo de investigação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tentou traçar o perfil dos primeiros presidentes de Câmara do século XXI, no âmbito do programa Observa, e conclui-o que apenas 9,8% deram uma resposta que se aproxima do que é esta ferramenta participada de desenvolvimento sustentável a longo prazo.
No universo de respostas, verificou-se que o Plano Director Municipal (PDM) é o único dos instrumentos de ordenamento considerado pelos presidentes da Câmara.
Documentos como a Rede Natura 2000 são tendencialmente negativos. E 62% dos inquiridos tem opinião desfavorável sobre a Reserva Ecológica Nacional baixando para os 57% o número dos que têm igual posição em relação à Reserva Agrícola Nacional.
Ainda de acordo com os investigadores, 40% dos presidentes da Câmara consideram que as decisões estão unicamente reservadas aos eleitos.
O que só por si é bem demonstrativo da ignorância de alguns autarcas .
A Agenda 21-Local é uma composição de voluntários da sociedade do município, voluntários esses que trabalham absolutamente de graça, e que, ladeados por representantes do executivo e legislativo municipal, em minoria, como apoio, visa buscar, através de discussões, o que é importante para o município, a fim de que os cidadãos e principalmente as gerações que lhes seguirão, possam desfrutar de uma melhor qualidade de vida, no que tange ao social, ao económico e ao ambiental.
Os voluntários são representantes autênticos da sociedade, visto que são os segmentos organizados da sociedade que os indicam para a composição dos fóruns de debates sobre as questões do Município. Logo, são a voz e a vontade daqueles que representam, isto é, da população local.
Cidadania - Sem sombra de dúvidas, cada vez mais se ouve falar em cidadania, que significa a organização política das sociedades, dotando-as do poder de tomar decisões e de administrar a vida pública, tendo como princípio o facto de que a população, como um todo, é compreendida pelos seus mais diferentes segmentos, e tem o direito de participar nas tomadas de decisões e da administração da vida pública.
E esse direito pode ser exercido indirectamente através dos representantes escolhidos, que é o modo consagrado, ou directamente, através de formas organizadas de participação colectiva, que é o caso da Agenda 21-Local.
Acções colectivas organizadas, visando o estabelecimento de metas desejadas, reúnem forças sociais e canalizam-nas nas direcções pretendidas, explicitando aos nossos representantes os interesses que cumprem representar e que não necessariamente coincidem com os seus pessoais, tornando transparente a natureza dos interesses públicos. Em fim, a Agenda 21-Local é um modelo de democracia participativa que tende a ocupar o espaço da democracia representativa.
Dessa forma, a Agenda 21-Local está ai para que, exactamente, se consiga, através de consensos da população, definir o que é prioritário fazer dentro de um rol de necessidades do município e de que forma aquilo que é prioritário deve ser resolvido. É uma concepção muito mais democrática de administração, invertendo o sentido das decisões, que sempre têm sido de cima para baixo.
É evidente que as decisões passam a demorar um pouco mais, visto que o trabalho para consensar as opiniões é muito mais árduo, pela grande quantidade de actores e ideias que surgem para resolver num mesmo assunto.
É certo que há problemas urgentíssimos a serem resolvidos, como por exemplo, a questão do lixo e a poluição do ar. Nestes casos, a busca de soluções é acelerada ao máximo dentro dos Grupos Temáticos da Agenda 21-Local, mas não se pode correr o risco de que essas soluções sejam precipitadas, porque, se erradas ou incompletas, poderão trazer grandes prejuízos ou difíceis de serem contornadas, depois de postas em prática, acarretando dificuldades exactamente para aqueles que, no futuro, deveriam delas beneficiar sem atropelos.
Como avaliar se o município está a caminhar em direcção a sustentabilidade?
A comunidade pode eleger uma série de indicadores apropriados para as suas respectivas realidades. Sugere-se perguntar se alguns destes pontos básicos:
Redução de desperdício de recursos (naturais, financeiros, humanos);
Controle e prevenção da degradação ambiental;
Redução do volume de lixo e tratamento do mesmo;
Melhoria nas condições de moradia, saneamento e provisão de água;
Melhoria no nível de saúde (higiene e prevenção) e educação básica;
Oportunidades para cultura, lazer e recreação;
Promoção de oportunidades para trabalho;
Acesso à informação e aos processos de tomada de decisão.
Será que algum foi cumprido, não, ninguém tem duvidas que nada foi feito para que a Agenda 21-Local fosse ou venha a ser aplicada no Bombarral, nada foi feito nem nada será feito com esta equipe que nos desgoverna
junho 08, 2004
Mudar de opinião
Como é difícil!
Quantas vezes nos encontramos no dilema em que se exige de nós uma opinião.
Quantas vezes nos encontramos no dilema, em que aquela opinião que tínhamos de um determinado assunto, cada vez mais se torna anacrónica e nos angustia, porque o que era talvez uma verdade que achávamos irrefutável se tornou obsoleta; agravando-se ainda mais, quando essa opinião de que éramos possuidores e que achávamos "imutável", algumas vezes é do conhecimento de outros.
Que fazer então ?
Estamos permanentemente em mudança. As células de nosso corpo são mortas e renovadas; uma insignificante semente, transforma-se numa frondosa árvore; o nosso crescimento anatómico muda da infância à velhice; a nossa mente também muda da infância inocente passando pela emotividade explosiva da adolescência, para depois nos tornarmos racionais na idade adulta e sermos ponderados na velhice.
Quem desconhece isto, desconhece as mudanças em que estamos em constante mutação, de pensamento e actos.
Isso é lógico pois nada é estático nem um corpo rígido cadavérico, porque este, está a decompor-se dando á terra o que dela tirou para sua composição e dos resíduos deste outros corpos vivos formar-se-ão.
Uma das maiores estupidez que existe nas nossas vidas é usar o chavão, "não mudo de opinião", ou se preferirem "não abro mão de...", isso reflecte o homem não evoluído de pensamento, homens mesquinhos que não tem capacidade ou quem sabe que têm medo de pensar em outras coisas para as suas mudanças intelectuais. Este é o homem que vai contradizer a sua consciência, o homem arcaico e negligente com a sua sabedoria, o homem que fica preso á arquitectura paleolítica do relacionamento interpessoal.
Dizer não mudo de opinião, mesmo sabendo que se está errado, é ir contra os ditos de um mundo em constante mudança, é não saber corrigir um erro que está dentro dele, é ser covarde e não enfrentar os outros, por ter medo que lhe digam: "mas você pensava de maneira diferente há algum tempo", e não poder responder: "felizmente mudei de opinião, felizmente estou a evoluir, não me tornei num ser estático e inconsequente".
Mudar de opinião, é dar um atestado de sabedoria, pois essa mudança traz consigo maior bagagem de conhecimento, pois leva-nos a uma reflexão, usando o discernimento intelectual para operar mudanças que são do nosso agrado.
Mudar de opinião, é corrigir erros que fazem parte de nós de maneira permanente.
Mudar de opinião, é ser nós mesmos, é agrupar dentro dos pensamentos novas formas de ver a sociedade.
Mudar de opinião, é sair da estagnação da idade da pedra para entrar na realidade da era da informação, alias que avança de maneira vertiginosa.
Em séculos passados fomos testemunhas do significado de verdadeiras mudanças, pois evoluímos de uma sociedade que caminhava a passo para a nossa sociedade actual, que avança rápidamente rumo a outros planetas.
Por outro lado, existem os chamados "formadores de opinião", cuidado com essas pessoas, porque podem ter duas caras: a emotiva, inspirada pela eloquência irresponsável e a racional, inspirada pelo pensamento lógico e inconsequente.
Quando nos deparamos com as palavras emotivas, que são aquelas carregadas de apelo e que nos tocam mais internamente, aqui, a análise crítica torna-se um elemento desprezível, porque o nosso lado emocional está apenas a sentir o tal apelo sem levar em consideração o raciocínio lógico, frustrando dessa maneira a nossa autocrítica. Estamos assim incapazes de análise e tornamo-nos em objectos de manipuladores intelectuais. Muito cuidado, porque o fanatismo começa aqui, e, o fanático não pensa, age .
Por outro lado quando nos deparamos com opiniões de uma lógica indestrutível pondo em evidência a nossa análise racional, não podemos jamais esquecer que a ética e a moral de cada um de nós, são os juizes de nosso emocional e poderá dizer-nos, o certo e o errado perante situações extremas; isto é, o nosso raciocínio deve partir do pressuposto, de que embora seja muito lógico e racional o exposto, devemos sempre perguntar: será que para mim, é moral e eticamente aceitável?
Na análise de uma opinião, as perguntas a serem respondidas são:
Qual será a opinião contrária?
Sou suficientemente humilde para poder julgar?
Tenho que aceitar esta opinião como um todo?
Quantos beneficiar-se-ão da minha aceitação? E quantos perderão?
Em primeiro lugar, devemos aprender a ser juizes de nós mesmos, para poderemos ser juizes de outros; não esquecendo nunca que o exercício de julgar é preponderantemente a imparcialidade.
Não temos nenhum direito de atirar pedras ao telhado do vizinho, pois sempre estamos expostos ao julgamentos de outros.
Por essas razões devemos ser ponderados no nosso julgamento, nunca deixando que a emoção pura ou a lógica irrefutável, faça de nós meros títeres presos como marionetes a dançar conforme slogans de músicas, onde a racionalidade e a emoção não estejam presentes em uníssono para tirarmos as nossas conclusões.
Por essa razão também quando necessário devemos mudar a nossa opinião, pois só assim estamos evoluindo.
Se actuarmos assim, estamos a levar como estandarte a Justiça, por sermos imparciais.
Para isso temos que ter a devida coragem e, mudar de opinião...!
Quantas vezes nos encontramos no dilema em que se exige de nós uma opinião.
Quantas vezes nos encontramos no dilema, em que aquela opinião que tínhamos de um determinado assunto, cada vez mais se torna anacrónica e nos angustia, porque o que era talvez uma verdade que achávamos irrefutável se tornou obsoleta; agravando-se ainda mais, quando essa opinião de que éramos possuidores e que achávamos "imutável", algumas vezes é do conhecimento de outros.
Que fazer então ?
Estamos permanentemente em mudança. As células de nosso corpo são mortas e renovadas; uma insignificante semente, transforma-se numa frondosa árvore; o nosso crescimento anatómico muda da infância à velhice; a nossa mente também muda da infância inocente passando pela emotividade explosiva da adolescência, para depois nos tornarmos racionais na idade adulta e sermos ponderados na velhice.
Quem desconhece isto, desconhece as mudanças em que estamos em constante mutação, de pensamento e actos.
Isso é lógico pois nada é estático nem um corpo rígido cadavérico, porque este, está a decompor-se dando á terra o que dela tirou para sua composição e dos resíduos deste outros corpos vivos formar-se-ão.
Uma das maiores estupidez que existe nas nossas vidas é usar o chavão, "não mudo de opinião", ou se preferirem "não abro mão de...", isso reflecte o homem não evoluído de pensamento, homens mesquinhos que não tem capacidade ou quem sabe que têm medo de pensar em outras coisas para as suas mudanças intelectuais. Este é o homem que vai contradizer a sua consciência, o homem arcaico e negligente com a sua sabedoria, o homem que fica preso á arquitectura paleolítica do relacionamento interpessoal.
Dizer não mudo de opinião, mesmo sabendo que se está errado, é ir contra os ditos de um mundo em constante mudança, é não saber corrigir um erro que está dentro dele, é ser covarde e não enfrentar os outros, por ter medo que lhe digam: "mas você pensava de maneira diferente há algum tempo", e não poder responder: "felizmente mudei de opinião, felizmente estou a evoluir, não me tornei num ser estático e inconsequente".
Mudar de opinião, é dar um atestado de sabedoria, pois essa mudança traz consigo maior bagagem de conhecimento, pois leva-nos a uma reflexão, usando o discernimento intelectual para operar mudanças que são do nosso agrado.
Mudar de opinião, é corrigir erros que fazem parte de nós de maneira permanente.
Mudar de opinião, é ser nós mesmos, é agrupar dentro dos pensamentos novas formas de ver a sociedade.
Mudar de opinião, é sair da estagnação da idade da pedra para entrar na realidade da era da informação, alias que avança de maneira vertiginosa.
Em séculos passados fomos testemunhas do significado de verdadeiras mudanças, pois evoluímos de uma sociedade que caminhava a passo para a nossa sociedade actual, que avança rápidamente rumo a outros planetas.
Por outro lado, existem os chamados "formadores de opinião", cuidado com essas pessoas, porque podem ter duas caras: a emotiva, inspirada pela eloquência irresponsável e a racional, inspirada pelo pensamento lógico e inconsequente.
Quando nos deparamos com as palavras emotivas, que são aquelas carregadas de apelo e que nos tocam mais internamente, aqui, a análise crítica torna-se um elemento desprezível, porque o nosso lado emocional está apenas a sentir o tal apelo sem levar em consideração o raciocínio lógico, frustrando dessa maneira a nossa autocrítica. Estamos assim incapazes de análise e tornamo-nos em objectos de manipuladores intelectuais. Muito cuidado, porque o fanatismo começa aqui, e, o fanático não pensa, age .
Por outro lado quando nos deparamos com opiniões de uma lógica indestrutível pondo em evidência a nossa análise racional, não podemos jamais esquecer que a ética e a moral de cada um de nós, são os juizes de nosso emocional e poderá dizer-nos, o certo e o errado perante situações extremas; isto é, o nosso raciocínio deve partir do pressuposto, de que embora seja muito lógico e racional o exposto, devemos sempre perguntar: será que para mim, é moral e eticamente aceitável?
Na análise de uma opinião, as perguntas a serem respondidas são:
Qual será a opinião contrária?
Sou suficientemente humilde para poder julgar?
Tenho que aceitar esta opinião como um todo?
Quantos beneficiar-se-ão da minha aceitação? E quantos perderão?
Em primeiro lugar, devemos aprender a ser juizes de nós mesmos, para poderemos ser juizes de outros; não esquecendo nunca que o exercício de julgar é preponderantemente a imparcialidade.
Não temos nenhum direito de atirar pedras ao telhado do vizinho, pois sempre estamos expostos ao julgamentos de outros.
Por essas razões devemos ser ponderados no nosso julgamento, nunca deixando que a emoção pura ou a lógica irrefutável, faça de nós meros títeres presos como marionetes a dançar conforme slogans de músicas, onde a racionalidade e a emoção não estejam presentes em uníssono para tirarmos as nossas conclusões.
Por essa razão também quando necessário devemos mudar a nossa opinião, pois só assim estamos evoluindo.
Se actuarmos assim, estamos a levar como estandarte a Justiça, por sermos imparciais.
Para isso temos que ter a devida coragem e, mudar de opinião...!
maio 21, 2004
A história irreal de um autarca

O autarca saiu de casa muito apressado.
Foi essa a máscara que afivelou nesse dia. Estava-lhe bem.
Guardou o telemóvel no bolso largo do fato, aquele que tinha mandado fazer para que nele coubesse bem visível. Tinha que mostrar a toda a gente a sua importância e a pressa que esta lhe causava. Tinha que mostrar o muito que tinha que fazer. Era para poder espantar as vozes que diziam do seu demasiado paleio - e as poucas obras.
Passava logo de manhã rapidamente pelo gabinete e nada dizia com a pressa que logo ficcionava.
Nada podia ser feito porque ele não sabia o que fazer.
Tudo lhe era indiferente, menos o ordenado chorudo que lhe nascia em cada dia 25 de cada mês.
As suas habilidades eram poucas mas a biblioteca que não lia, os livros e artigos que não escrevia, por uma excessiva actividade que proclamava, atestavam a sua alta qualidade de autarca chefe.
Foi assim que chegou ao gabinete. Olhou para a secretária que esperava ordens e disse que lhas daria mais tarde. Tinha que observar uns documentos mas eram uma seca, como eram as aulas de uns professores que o ensinavam a lê-los. Eles nunca os ouviu. Mas era autarca. Da mula russa, mas autarca.
É tão chato pensar. Que aborrecido.
Mas logo pôs um ar pensativo, a sua máscara dos dias solenes. Sabe que lhe fica bem. Treinou tudo ao espelho com afinco. Fê-lo durante dias. Valeu a pena. Viu logo que sim. Toda a gente espera as suas decisões.
Mas isto nada resolve já que ele nunca aprendeu nada que desse para pensar.Mas ele nada. Pensou: Raios parta esta vida.
Mas logo viu que tudo ia correr bem e só porque tinha um padrinho poderoso.Os outros teriam que o aturar. Sorriu e desatou a rir. Gritou com arrogância: Aturem-me.
Afivelou a máscara de menino traquina, aquele que não ouvia os professores nas aulas, mas só porque já sabia tudo. Dizia a mamã, toda bem. Contudo não era verdade.
Logo pensou como é bom gozar com quem sabe e logo agora que não sei o que fazer.
Disse então à secretária que lesse os documentos e que fizesse o seu resumo exaustivo. Só então reparou que ela só estava ali, mas só, porque ele a tinha achado jeitosa no dia da entrevista. Ela tinha posto a máscara de mulher fatal - recordou com prazer.Foi o que ele preferiu à máscara das outras que se apresentaram parvamente com a de secretárias eficientes. Mas agora precisava delas.
Não precisava desta parva insonsa, que se sentava com o seu olhar deveras engraçado à sua frente, agora muito a despropósito, esperando que ele resolvesse os problemas dos fornecedores e dos clientes.
Não se atrapalhou, enfiou a máscara de desenrascado.
Fale com o advogado. É para isso que lhe pagamos. E a parva logo disse: Ele telefonou a pedir que assinasse o cheque. Ora diga-lhe que eu não tenho tempo. Disse, retomando a máscara de apressado.
Já agora preencha o cheque. Disse, tentando ser simpático. Eu assino já - acrescentou. Ela disse logo:
Tenho que ir ao cabeleireiro, não tenho tempo - disse ela com o seu apressado. Era o que em boa hora tinha aprendido com o autarca. De resto, ele só ensinava isto.Era a sua máscara preferida. Era preferível à do autarca que nem ata nem desata. Sabia . Ele derreteu-se logo a pensar como ela ficaria bonita. Pensou em levá-la à discoteca.
Ao menos serviria para alguma coisa. Afinal era Carnaval e a vida são dois dias. Convidou também o advogado para ir à discoteca, entregar-lhe-ia lá o cheque. Ele precisa dele. Tem uns problemas por aí com uns clientes, os que reclamaram acerca dos produtos. O telemóvel não pára de tocar quando almoça ou janta. Que chatos. Tem que os acalmar com o advogado.
Tristezas. Estes gajos não percebem que ele tem pressa. Nada de aflições. Afivelou a máscara da calma. Afinal tinha recebido um novo subsídio. Afinal, tudo, o que de mal se tinha passado, está assim resolvido. O seu padrinho tinha resolvido tudo. É para isso que serve o poder.
Para mascarar as incompetências. Não é?
Foi essa a máscara que afivelou nesse dia. Estava-lhe bem.
Guardou o telemóvel no bolso largo do fato, aquele que tinha mandado fazer para que nele coubesse bem visível. Tinha que mostrar a toda a gente a sua importância e a pressa que esta lhe causava. Tinha que mostrar o muito que tinha que fazer. Era para poder espantar as vozes que diziam do seu demasiado paleio - e as poucas obras.
Passava logo de manhã rapidamente pelo gabinete e nada dizia com a pressa que logo ficcionava.
Nada podia ser feito porque ele não sabia o que fazer.
Tudo lhe era indiferente, menos o ordenado chorudo que lhe nascia em cada dia 25 de cada mês.
As suas habilidades eram poucas mas a biblioteca que não lia, os livros e artigos que não escrevia, por uma excessiva actividade que proclamava, atestavam a sua alta qualidade de autarca chefe.
Foi assim que chegou ao gabinete. Olhou para a secretária que esperava ordens e disse que lhas daria mais tarde. Tinha que observar uns documentos mas eram uma seca, como eram as aulas de uns professores que o ensinavam a lê-los. Eles nunca os ouviu. Mas era autarca. Da mula russa, mas autarca.
É tão chato pensar. Que aborrecido.
Mas logo pôs um ar pensativo, a sua máscara dos dias solenes. Sabe que lhe fica bem. Treinou tudo ao espelho com afinco. Fê-lo durante dias. Valeu a pena. Viu logo que sim. Toda a gente espera as suas decisões.
Mas isto nada resolve já que ele nunca aprendeu nada que desse para pensar.Mas ele nada. Pensou: Raios parta esta vida.
Mas logo viu que tudo ia correr bem e só porque tinha um padrinho poderoso.Os outros teriam que o aturar. Sorriu e desatou a rir. Gritou com arrogância: Aturem-me.
Afivelou a máscara de menino traquina, aquele que não ouvia os professores nas aulas, mas só porque já sabia tudo. Dizia a mamã, toda bem. Contudo não era verdade.
Logo pensou como é bom gozar com quem sabe e logo agora que não sei o que fazer.
Disse então à secretária que lesse os documentos e que fizesse o seu resumo exaustivo. Só então reparou que ela só estava ali, mas só, porque ele a tinha achado jeitosa no dia da entrevista. Ela tinha posto a máscara de mulher fatal - recordou com prazer.Foi o que ele preferiu à máscara das outras que se apresentaram parvamente com a de secretárias eficientes. Mas agora precisava delas.
Não precisava desta parva insonsa, que se sentava com o seu olhar deveras engraçado à sua frente, agora muito a despropósito, esperando que ele resolvesse os problemas dos fornecedores e dos clientes.
Não se atrapalhou, enfiou a máscara de desenrascado.
Fale com o advogado. É para isso que lhe pagamos. E a parva logo disse: Ele telefonou a pedir que assinasse o cheque. Ora diga-lhe que eu não tenho tempo. Disse, retomando a máscara de apressado.
Já agora preencha o cheque. Disse, tentando ser simpático. Eu assino já - acrescentou. Ela disse logo:
Tenho que ir ao cabeleireiro, não tenho tempo - disse ela com o seu apressado. Era o que em boa hora tinha aprendido com o autarca. De resto, ele só ensinava isto.Era a sua máscara preferida. Era preferível à do autarca que nem ata nem desata. Sabia . Ele derreteu-se logo a pensar como ela ficaria bonita. Pensou em levá-la à discoteca.
Ao menos serviria para alguma coisa. Afinal era Carnaval e a vida são dois dias. Convidou também o advogado para ir à discoteca, entregar-lhe-ia lá o cheque. Ele precisa dele. Tem uns problemas por aí com uns clientes, os que reclamaram acerca dos produtos. O telemóvel não pára de tocar quando almoça ou janta. Que chatos. Tem que os acalmar com o advogado.
Tristezas. Estes gajos não percebem que ele tem pressa. Nada de aflições. Afivelou a máscara da calma. Afinal tinha recebido um novo subsídio. Afinal, tudo, o que de mal se tinha passado, está assim resolvido. O seu padrinho tinha resolvido tudo. É para isso que serve o poder.
Para mascarar as incompetências. Não é?
janeiro 03, 2004
O fascínio pelo poder
Objecto do desejo entre os seres da espécie animal, o poder entre os homens tem exercido um fascínio digno de investigação ontológica.
No seu ''discurso filosófico'' disse Voltaire: ''como um homem pode tornar-se senhor de outro e por que espécie de incompreensível magia pode se tornar senhor de muitos outros homens ? ''Ser senhor é um desejo oculto ou explícito dos humanos. Voltaire ainda faz a diferença: ''como se elabora o conceito e a necessidade de poder ?''
Da clava dos trogloditas às jogadas do marketing politico, têm evoluído naturalmente os meios para atingir o domínio de uns homens sobre os outros e, com o devido respeito, o Príncipe de Maquiavel tem-se transformado em "santo" pelos homens do poder de hoje, nomeadamente através da circulação de livros e opiniões sobre temas onde se recomenda aos ''poderosos'' a hipocrisia, a dissimulação, o culto à personalidade, de entre outros escrevendo-se verdadeiros ''tratados de velhacaria'', entre alguns dirigentes nacionais e alguns políticos locais.
Poder e liderança estão interligados, e há o momento certo de compartilhar, e dar espaços a novas lideranças.
O actual Presidente da Câmara do Bombarral é um exemplo de legítimo líder. Os anos em que tem sido maltratado e atacado pelo seu próprio partido á frente da autarquia permitem-lhe estar no poder de forma legítima - materializando assim o ideal personalizado.
Exemplo raro, pois é mais comum, nestas situações, vingarem os ''desesperados'' pelo poder, ávidos por holofotes e pelas homenagens, agarrando-se de forma predatória ao esmagamento de concorrentes.
Pobres de alguns dos que detêm o poder na autarquia. Ideais? Ignoram, as suas metas que são puramente fisiológicas e não sobrevivem ao mínimo de coerência que é a própria incoerência de quem governa.
Ser líder é pensar grande, agindo socialmente para construir um concelho melhor, preferindo o colectivo ao individual.
A crise de sucessão deverá perdurar, mesmo cientes de que "Deus" lhes concedeu o livre arbítrio. O poder entorpece os corações, mas o deste presidente não intorpeceu.
O maior líder não é o que está ao comando do mundo, mas o que governa e comanda o concelho do bombarral.
No seu ''discurso filosófico'' disse Voltaire: ''como um homem pode tornar-se senhor de outro e por que espécie de incompreensível magia pode se tornar senhor de muitos outros homens ? ''Ser senhor é um desejo oculto ou explícito dos humanos. Voltaire ainda faz a diferença: ''como se elabora o conceito e a necessidade de poder ?''
Da clava dos trogloditas às jogadas do marketing politico, têm evoluído naturalmente os meios para atingir o domínio de uns homens sobre os outros e, com o devido respeito, o Príncipe de Maquiavel tem-se transformado em "santo" pelos homens do poder de hoje, nomeadamente através da circulação de livros e opiniões sobre temas onde se recomenda aos ''poderosos'' a hipocrisia, a dissimulação, o culto à personalidade, de entre outros escrevendo-se verdadeiros ''tratados de velhacaria'', entre alguns dirigentes nacionais e alguns políticos locais.
Poder e liderança estão interligados, e há o momento certo de compartilhar, e dar espaços a novas lideranças.
O actual Presidente da Câmara do Bombarral é um exemplo de legítimo líder. Os anos em que tem sido maltratado e atacado pelo seu próprio partido á frente da autarquia permitem-lhe estar no poder de forma legítima - materializando assim o ideal personalizado.
Exemplo raro, pois é mais comum, nestas situações, vingarem os ''desesperados'' pelo poder, ávidos por holofotes e pelas homenagens, agarrando-se de forma predatória ao esmagamento de concorrentes.
Pobres de alguns dos que detêm o poder na autarquia. Ideais? Ignoram, as suas metas que são puramente fisiológicas e não sobrevivem ao mínimo de coerência que é a própria incoerência de quem governa.
Ser líder é pensar grande, agindo socialmente para construir um concelho melhor, preferindo o colectivo ao individual.
A crise de sucessão deverá perdurar, mesmo cientes de que "Deus" lhes concedeu o livre arbítrio. O poder entorpece os corações, mas o deste presidente não intorpeceu.
O maior líder não é o que está ao comando do mundo, mas o que governa e comanda o concelho do bombarral.
novembro 30, 2003
setembro 17, 2003
Lamentamos pelo Mundo e pelo Bombarral
Lamentamos pelos americanos e por todos os cidadãos do Mundo que morreram, no dia 11 de Setembro, no trágico acto terrorista ao WTC ao Pentágono ( alvo militar) e aos 4 aviões que se despenharam, este dia ficará na memória de todos como um dos dias mais negros da história da humanidade no século XXI.
Mas, por lamentarmos também não quer dizer que estejamos de acordo com a guerra que os americanos querem trazer para a Europa, porque será que eles nunca a fazem guerra no país deles ?
Hoje, vimos os americanos a pedir a solidariedade do Mundo e nós Portugueses fomos dos primeiros a manifestar o nosso apoio, mas onde estava a solidariedade dos americanos quando eram MASSACRADOS 200 mil Timorenses pelos governos Indonésios apoiados por estes mesmos americanos e onde estava a solidariedade dos mesmos nos massacres da Jugoslávia ?
Lamentamos, pelo mundo, o massacre de inocentes que aconteceu no WTC no Pentágono e nos 4 aviões despenhados, mas não queremos os americanos a guerrear na Europa, pois a crise económica que dessa guerra adevem seremos nós europeus e bombarralenses que a vamos pagar !
Não que nós no Bombarral não estejamos já habituados a crises, ele é a crise da pêra rocha a crise da batata, a crise da auto estrada a crise da rua do comércio a crise do presidente da câmara a crise dos vereadores a crise dos candidatos, ele são tantas crises que quase já não há crise que nos afecte ....
Mas não é verdade ele ainda há crises que nos afectam !
E as más decisões camarárias são sem duvida as crises que mais nos afectam no nosso dia a dia, senão vejamos, hoje, pago por nós todos, circula um edital nos jornais do nosso concelho onde se diz que há um vereador que, há 20 anos, não cumpriu um contrato de empreitada com a Câmara Municipal, (estará este vereador a pagar por algumas guerras, (de má fé ?), que iniciou contra um já falecido presidente de Câmara), mas se isto é grave, não é muito mais grave que o presidente da Câmara, fizesse eleger este vereador na sua lista, durante os seus mandatos, e mais grave que nos ande há 8 anos a fazer promessas que não cumpre, não é isto um desrespeito tão grande como o desrespeito que é dado aos símbolos nacionais, por estes políticos do Bombarral e por algumas varejeiras que militam perto deles em busca de uma glória que não tem nem nunca conseguirão alcançar.
Se por um lado vimos os americanos com rasgos do mais puro patriotismo, por outro lado vimos no Bombarral o único local onde a Bandeira Nacional ,não tem casa por isso, dorme na rua.
Já não bastava que o tribunal e o hotel, deixem a Bandeira Nacional a dormir na rua, para agora também, pela mão dos responsáveis municipais, termos a Bandeira Nacional eternamente no pórtico da feira da pêra, se as primeiras não são da responsabilidade política (?) camarária já a Segunda o é, mas, numa câmara onde ninguém se entende, só nos basta esperar por um milagre, que não vai acontecer, pois tudo indica, pelos candidatos anunciados, que nas próximas eleições tudo vai ficar na mesma, e o Bombarral, cada vez mais aldeia, vai durante mais 4 anos marcar passo deixar passar as oportunidades de investimento e ser ultrapassado por outros concelhos e vilas que á meia dúzia de anos não passavam de aldeias.
Lamentamos, ainda, que o pórtico da feira da pêra não tenha sido desmontado, mas compreendemos que com o desbaratar de dinheiro desta câmara não haverá depois dinheiro para o montar no próximo ano, por isso até propomos que seja repintado, iluminado e inaugurado como uma obra do regime laranja.
E assim já não lamentamos que não se retire a Bandeira Nacional, pois pode servir de "espantalho" para afastar algum "corvo" que por esses lados anda a esvoaçar ?
Um abraço até á próxima do vosso amigo Amâncio Malta
Mas, por lamentarmos também não quer dizer que estejamos de acordo com a guerra que os americanos querem trazer para a Europa, porque será que eles nunca a fazem guerra no país deles ?
Hoje, vimos os americanos a pedir a solidariedade do Mundo e nós Portugueses fomos dos primeiros a manifestar o nosso apoio, mas onde estava a solidariedade dos americanos quando eram MASSACRADOS 200 mil Timorenses pelos governos Indonésios apoiados por estes mesmos americanos e onde estava a solidariedade dos mesmos nos massacres da Jugoslávia ?
Lamentamos, pelo mundo, o massacre de inocentes que aconteceu no WTC no Pentágono e nos 4 aviões despenhados, mas não queremos os americanos a guerrear na Europa, pois a crise económica que dessa guerra adevem seremos nós europeus e bombarralenses que a vamos pagar !
Não que nós no Bombarral não estejamos já habituados a crises, ele é a crise da pêra rocha a crise da batata, a crise da auto estrada a crise da rua do comércio a crise do presidente da câmara a crise dos vereadores a crise dos candidatos, ele são tantas crises que quase já não há crise que nos afecte ....
Mas não é verdade ele ainda há crises que nos afectam !
E as más decisões camarárias são sem duvida as crises que mais nos afectam no nosso dia a dia, senão vejamos, hoje, pago por nós todos, circula um edital nos jornais do nosso concelho onde se diz que há um vereador que, há 20 anos, não cumpriu um contrato de empreitada com a Câmara Municipal, (estará este vereador a pagar por algumas guerras, (de má fé ?), que iniciou contra um já falecido presidente de Câmara), mas se isto é grave, não é muito mais grave que o presidente da Câmara, fizesse eleger este vereador na sua lista, durante os seus mandatos, e mais grave que nos ande há 8 anos a fazer promessas que não cumpre, não é isto um desrespeito tão grande como o desrespeito que é dado aos símbolos nacionais, por estes políticos do Bombarral e por algumas varejeiras que militam perto deles em busca de uma glória que não tem nem nunca conseguirão alcançar.
Se por um lado vimos os americanos com rasgos do mais puro patriotismo, por outro lado vimos no Bombarral o único local onde a Bandeira Nacional ,não tem casa por isso, dorme na rua.
Já não bastava que o tribunal e o hotel, deixem a Bandeira Nacional a dormir na rua, para agora também, pela mão dos responsáveis municipais, termos a Bandeira Nacional eternamente no pórtico da feira da pêra, se as primeiras não são da responsabilidade política (?) camarária já a Segunda o é, mas, numa câmara onde ninguém se entende, só nos basta esperar por um milagre, que não vai acontecer, pois tudo indica, pelos candidatos anunciados, que nas próximas eleições tudo vai ficar na mesma, e o Bombarral, cada vez mais aldeia, vai durante mais 4 anos marcar passo deixar passar as oportunidades de investimento e ser ultrapassado por outros concelhos e vilas que á meia dúzia de anos não passavam de aldeias.
Lamentamos, ainda, que o pórtico da feira da pêra não tenha sido desmontado, mas compreendemos que com o desbaratar de dinheiro desta câmara não haverá depois dinheiro para o montar no próximo ano, por isso até propomos que seja repintado, iluminado e inaugurado como uma obra do regime laranja.
E assim já não lamentamos que não se retire a Bandeira Nacional, pois pode servir de "espantalho" para afastar algum "corvo" que por esses lados anda a esvoaçar ?
Um abraço até á próxima do vosso amigo Amâncio Malta
junho 30, 2003
Hoje homenageámos um grande homem

Hoje homenageámos um grande homem. José Maria do Rosário Guilherme.
Sobre José Maria do Rosário Guilherme, 1º Presidente da Câmara Municipal do Bombarral eleito pelo CDS, desde 1976 a 1989.
Dizia em Agosto de 1982, a Revista Municipalismo: Sobre o seu impulso, o Bombarral alcançou um acentuado ritmo de desenvolvimento, traduzindo a sua maneira de ser dinâmica e empenhada, patenteada ao longo dos seus mandatos .
março 14, 2003
Santa aliança

A propósito de uma "Santa Aliança", diríamos que o inicio do conhecimento é a descoberta de algo que não entendemos
Por uma ironia do Destino, caprichoso e versátil em surpreender-nos nesta insondável coisa que é a vida, nesta semi democracia sui generis que nos permite viver, no Bombarral, eis que o PSD está todo junto outra vez, os bons filhos á casa tornam.
Nem sempre a analise da nossa existência política se fica a dever ao exclusivo uso da razão.
De forma intuitiva, por vezes em sentimentos inspirados pela capacidade exclusiva, de vira casacas, que alguns políticos trazem em si, desde o momento em que nasceram, se percebem os artistas, antes independentes, com as mutações evolutivas que sofrem com o passar do tempo, da mesma forma que um velho marinheiro pressente a tempestade que ainda está longe, este acordo e união entre o PSD e o Movimento Bombarral 1º, há muito que era aguardado.
Ou seja os independentes, (?), vêem o que é invisível ao comum dos mortais, vêem com os olhos da alma o que os outros partidos, não conseguem ver com os olhos do corpo.
Talvez para descermos à realidade do concreto me atreva a escrever o sacrilégio, numa crónica, de definir o Movimento O Bombarral 1º como o barómetro da política do concelho em que vive e em que está inserido.
Mas para além desta sensível percepção, que roça nos limites do pressentimento, para além desta dissecação espiritual da política em que o Movimento O Bombarral 1º vive e se insere e que é, por vezes, uma premunição em que as bases são alheias, se vêem os artistas obrigados por circunstancias ocasionais, ou talvez não, a usar os acordos como arma para atingir os fins a que sempre se propuseram, voltando, assim á casa de onde nunca quiseram sair, como paladinos da salvação dos superiores interesses do concelho do Bombarral.
Esta simplicidade, aparente e difícil, tem sido espelhada ao longo deste mandato autárquico, numa luta sem resistir á viabilização de todos os orçamentos que são apresentados ás Assembleias Municipais e renegando todas as ideias apresentadas.
Ao de cima vem, porém, " À flor do restolho, algo mais...."
O Movimento O Bombarral 1º , medita, agora, pelo céu lembrando o chão pisado nas correrias do passado e vê um, invisível, cordão umbilical que o liga a algo que foi o seu Paraíso Perdido e paira, bucólico, " No alto, ...", sem sincronismo no tempo esquecendo o vermelho recente do ódio, para renascer na realidade o verdadeiro Movimento O Bombarral 1º, mesmo que esta dádiva, de regresso á casa, não seja compreendida e aceite pelos que nele votaram, e dê ao Movimento O Bombarral 1º, o rosto do palhaço de quem o Povo ri.
O sentido do "ontem", o sentido do "agora", o sentido do "amanhã", entre o PSD e o Movimento O Bombarral 1º, separados por tão curto espaço de tempo, reflecte que nunca estiveram separados nem nas origens nem na política, são estas origens, que reflectem a sua dependência e não a sua independência e perdurarão através do resto deste mandato autárquico, sejam quais forem as vicissitudes em que mergulhe o Concelho do Bombarral contra a nossa vontade.
Quando, depois de patentearem a sua coragem e afirmarem-se independentes, para lutar contra o despotismo e a má gestão autárquica, o Movimento em que muitos se negaram a si mesmos para agradarem, servilmente, a quem muitas dessas culpas tinha, surgem agora tal salvadores juntos esquecendo o "agora" e lembrando o "ontem" outra vez.
No "agora" e no "amanhã" a luta pelo desenvolvimento do Concelho do Bombarral, e o direito a esse desenvolvimento, passam pela negação da cobardia na política, pela maturidade e pela estratégia.
Se todos os que votaram Bombarral 1º, levantarem a voz e repudiarem pactuar com a traição dos que querem, lugares de tempo inteiro, não precisarão que as gerações futuras perguntem por eles. Porque serão lembrados: Uns como gente de bem na política. Outros como réprobos e como traidores aos compromissos que assumiram com quem neles votou.
Temos um Concelho. E não uma coutada política onde uma minoria nos tutele numa menoridade mental que devemos repudiar.
Rio... dos Movimentos amorais;
Rio... por que há Vereadores desertores !
Rio... dos acordos nada laborais;
Rio... do meu Concelho que sofre horrores!
Por uma ironia do Destino, caprichoso e versátil em surpreender-nos nesta insondável coisa que é a vida, nesta semi democracia sui generis que nos permite viver, no Bombarral, eis que o PSD está todo junto outra vez, os bons filhos á casa tornam.
Nem sempre a analise da nossa existência política se fica a dever ao exclusivo uso da razão.
De forma intuitiva, por vezes em sentimentos inspirados pela capacidade exclusiva, de vira casacas, que alguns políticos trazem em si, desde o momento em que nasceram, se percebem os artistas, antes independentes, com as mutações evolutivas que sofrem com o passar do tempo, da mesma forma que um velho marinheiro pressente a tempestade que ainda está longe, este acordo e união entre o PSD e o Movimento Bombarral 1º, há muito que era aguardado.
Ou seja os independentes, (?), vêem o que é invisível ao comum dos mortais, vêem com os olhos da alma o que os outros partidos, não conseguem ver com os olhos do corpo.
Talvez para descermos à realidade do concreto me atreva a escrever o sacrilégio, numa crónica, de definir o Movimento O Bombarral 1º como o barómetro da política do concelho em que vive e em que está inserido.
Mas para além desta sensível percepção, que roça nos limites do pressentimento, para além desta dissecação espiritual da política em que o Movimento O Bombarral 1º vive e se insere e que é, por vezes, uma premunição em que as bases são alheias, se vêem os artistas obrigados por circunstancias ocasionais, ou talvez não, a usar os acordos como arma para atingir os fins a que sempre se propuseram, voltando, assim á casa de onde nunca quiseram sair, como paladinos da salvação dos superiores interesses do concelho do Bombarral.
Esta simplicidade, aparente e difícil, tem sido espelhada ao longo deste mandato autárquico, numa luta sem resistir á viabilização de todos os orçamentos que são apresentados ás Assembleias Municipais e renegando todas as ideias apresentadas.
Ao de cima vem, porém, " À flor do restolho, algo mais...."
O Movimento O Bombarral 1º , medita, agora, pelo céu lembrando o chão pisado nas correrias do passado e vê um, invisível, cordão umbilical que o liga a algo que foi o seu Paraíso Perdido e paira, bucólico, " No alto, ...", sem sincronismo no tempo esquecendo o vermelho recente do ódio, para renascer na realidade o verdadeiro Movimento O Bombarral 1º, mesmo que esta dádiva, de regresso á casa, não seja compreendida e aceite pelos que nele votaram, e dê ao Movimento O Bombarral 1º, o rosto do palhaço de quem o Povo ri.
O sentido do "ontem", o sentido do "agora", o sentido do "amanhã", entre o PSD e o Movimento O Bombarral 1º, separados por tão curto espaço de tempo, reflecte que nunca estiveram separados nem nas origens nem na política, são estas origens, que reflectem a sua dependência e não a sua independência e perdurarão através do resto deste mandato autárquico, sejam quais forem as vicissitudes em que mergulhe o Concelho do Bombarral contra a nossa vontade.
Quando, depois de patentearem a sua coragem e afirmarem-se independentes, para lutar contra o despotismo e a má gestão autárquica, o Movimento em que muitos se negaram a si mesmos para agradarem, servilmente, a quem muitas dessas culpas tinha, surgem agora tal salvadores juntos esquecendo o "agora" e lembrando o "ontem" outra vez.
No "agora" e no "amanhã" a luta pelo desenvolvimento do Concelho do Bombarral, e o direito a esse desenvolvimento, passam pela negação da cobardia na política, pela maturidade e pela estratégia.
Se todos os que votaram Bombarral 1º, levantarem a voz e repudiarem pactuar com a traição dos que querem, lugares de tempo inteiro, não precisarão que as gerações futuras perguntem por eles. Porque serão lembrados: Uns como gente de bem na política. Outros como réprobos e como traidores aos compromissos que assumiram com quem neles votou.
Temos um Concelho. E não uma coutada política onde uma minoria nos tutele numa menoridade mental que devemos repudiar.
Rio... dos Movimentos amorais;
Rio... por que há Vereadores desertores !
Rio... dos acordos nada laborais;
Rio... do meu Concelho que sofre horrores!
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