Aqui uma breve resenha da guerra colonial e dos seus bravos.
Entre 1961 e 1974, milhares de militares portugueses serviram nas então províncias ultramarinas de Angola, Guiné e Moçambique, cumprindo as missões que lhes foram atribuídas pelo Estado português.
Durante os 13 anos de conflito, perderam a vida cerca de 8.290 militares portugueses, desses também muitos naturais das províncias.
O maior número de mortos registou-se em Angola 3.258 dos quais em combate 1.306 e mortos em acidentes e doença 1.952.
Seguindo-se a Guiné com 2.070 mortos e Moçambique.
Em Angola verificou-se uma particularidade: morreram mais militares em acidentes, doença e outras causas não relacionadas diretamente com o combate do que em ações de combate, enquanto na Guiné e em Moçambique a maioria das baixas ocorreu em combate.
Independentemente das circunstâncias em que perderam a vida, todos estes militares prestaram serviço em condições extremamente difíceis e o seu sacrifício constitui uma parte marcante da história de Portugal, merecendo respeito e memória.
Uma morte só por si era má mas, afinal foi fora das matas e dos combates que mais militares morreram em Angola, para não falar dos cerca de 1.000 colonos civis que foram mortos pela UPA também em Angola.
