setembro 13, 2014

Feitas as contas

Do alto da minha pouca sabedoria, concluo que o CDS-PP convidou Jaime Gama do PS para fazer, aquilo a que Gama chamou uma “auditoria externa”, este fim-de-semana na Universidade de verão que se realizou em Peniche
O socialista Jaime Gama, acredita que o PS não vai conseguir uma maioria absoluta sozinho. Nem com Costa nem com Seguro.
E avisa, que não há espaço para Governos de minoria.
Ora se Gama diz que o PS não chega lá sozinho, e Marcelo Rebelo de Sousa prevê o mesmo para o PSD
Isto só significa que Gama e Marcelo são a favor um de um futuro entendimento pré eleitoral PS/CDS e o outro de uma nova coligação PSD/CDS para 2015.

Feitas as contas quem ficará sempre a ganhar é o CDS

julho 31, 2014

FESTIVAL BOMBARRAL PEAR ALIVE

A nossa terra tem que caminhar, caminhando para o futuro a criar condições para movimentar cada vez mais gentes e a criar condições para ajudar o crescimento económico do tecido empresarial bombarralense e da qualidade de vida dos seus habitantes.
Assim, acho que já é tempo do Bombarral e das entidades oficiais locais pensarem seriamente em organizar e realizar uma grande primeira edição do Festival de Verão – BOMBARRAL PEAR ALIVE – um festival que deve apostar na música portuguesa, na promoção dos produtos rurais e artesanais de produção local, nos ranchos folclóricos da terra e no circo, com um cartaz 100% nacional, durante uma semana em que se aposte na música no artesanato, nas tradições e na ruralidade do nosso concelho.
O certame deve ser dividido em áreas distintas que envolvam toda a vila, como a Praça do Município com feira de promoção e venda de produtos de fabrico local, vinhos, licores, doces e mel, etc… o Largo da Igreja com feira de promoção e venda de produtos de artesanato local e alguns convidados no Largo dos Aviadores, musica, com a atuação dos Ranchos Folclóricos e outras atividades culturais e grupos musicais também locais (sendo estes espaços diurnos e noturnos com acesso gratuito), já o Campo de jogos do SCEB, será um espaço noturno com acesso pago, o recinto principal, onde será instalado um palco e diariamente devem ter lugar espetáculos musicais com artistas a solo ou bandas musicais unicamente portuguesas, será ainda montado na Av. Dr. Joaquim de Albuquerque um Circo também nacional.
Assim serão, portanto, promovidas, além dos concertos, diversas atividades paralelas de índole local e atividades dirigidas a toda a família.
A promoção deste festival deverá ser feita a nível nacional e internacional de forma a atingir um público variado quer no gosto quer na idade.
Na zona de comércio e serviços devem ser criadas condições para o estacionamento e permanência de auto caravanas e na mata municipal a possibilidade de instalação de tendas individuais.
As iniciativas promocionais e eventos locais devem abrir às 10h00 e encerrar sempre depois do final dos concertos que devem ser agendados a partir das 20h00.
Ao comércio local deve ser facultado um horário totalmente flexível funcionando o comércio no mínimo até ao fecho dos eventos.  
É a minha perspetiva de uma forma diferente de lançamento do concelho do Bombarral, proponho a discussão e dou a palavra aos bombarralenses e aos eleitos que devem, na minha opinião, entender a sua eleição e pautar a sua atuação com espirito de missão devendo rodear-se de pessoas com iniciativa, conhecimentos e vontade de fazer.

Depois digam que eu não avisei

junho 22, 2014

Afinal no Bombarral há o quê?

Eles não sabem nem sonham, que o sonho comanda a vida, e que sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos duma criança. (…..)
Só entendemos este como o pensar um autarca, de um autarca preocupado com a sua terra e as suas gentes, não sendo assim é por isso eles não sabem o significado da frase:- no Bombarral nada acontece.
Depois vêm em tom provocatório responder do alto da sua ignorância que no Bombarral afinal há. Mas afinal no Bombarral há, o quê?
Tão curta e tão míope que é a visão de quem acha suficiente que uma festa de coletividade ou reabertura de uma sala de museu ou mesmo um baile noturno com uma banda da região são eventos que atraiam alguém para além das nossas gentes.
Quem vira de fora do Bombarral para assistir á reabertura de uma sala do Museu do Bombarral? Só nós os que cá estamos e mesmo esses serão muito poucos.
Quem visitará o Bombarral, neste ano de comemoração (?) dos 100 anos de fundação do concelho com este tipo de atividades? Logicamente que estas atividades devem e têm que acontecer durante todo o ano mas, pede-se e exige-se que num ano histórico da vivência deste concelho haja mais, haja mesmo muito mais do que uns bailinhos de província.
Esperava-se que num ano histórico em vez de se cair no ridículo de atribuir medalhas a tudo e a todos se tivessem eventos que obrigassem, jornais e televisões a falar da nossa terra. Podem vir, demagogicamente, dizer que a RTP vai fazer um programa aqui na vila – o verão total – mas esse também já estava prometido desde o ano passado.
Esperava-se mais, muito mais, esperava-se principalmente que a câmara tivesse autarcas e pessoas empenhadas em promover o que há de bom no concelho do Bombarral, esperava-se que os responsáveis tivessem capacidade para juntar e unir as pessoas e as diversas competências e que tivesse ao longo do passado ano criado condições e um programa que estivesse à altura da história do concelho, pelo menos até 1980.
É tempo de alguns dos que se julgam donos da nossa terra entenderem que a história do Bombarral se iniciou há muitos anos, muito antes de 1914 e não quando o PSD ganhou as eleições autárquicas no Bombarral.
Este programa das comemorações dos 100 anos do concelho do Bombarral devia, isso sim, ser um programa de comemorações, tipo, dos últimos 20 anos do concelho do Bombarral e ai sim estaria o programa que apresentam e têm vindo a alterar ao nível da história do concelho dos últimos 20 anos, adiado.
Esperava-se que a câmara tivesse preparado um programa de inaugurações de obras de mostras do tecido económico do Bombarral de mostras de artesanato local de atividades lúdicas cativantes, de povo exterior ao concelho, tipo reconstituição de momentos e batalhas medievais, reconstituição de rua de atividades locais antigas, da realização de uma rota eclesiástica em vez de demagogicamente colocar as procissões anuais neste programa, da realização de um mostra de doçaria local, etc..
Nós, principalmente esperávamos que tivessem tido a visão e o engenho de trazer à vila e ao concelho pessoas, muitas pessoas pois só com pessoas externas é possível crescer e ajudar o tecido económico-social.
Quando afirmamos que no Bombarral não acontece nada, referimo-nos sempre e logicamente á falta de atividades com visão no exterior, ou os senhores acham que o Bombarral não merece mais do que um Festival da “pera bêbada”?
É preciso fazer é preciso criar a habituação nas pessoas para que as atividades se imponham e enraízem ao longo dos anos, agora não fazendo é que nunca sairemos deste marasmo. É preciso promover o Palácio Gorjão e o Palácio Camilo noutros locais e criar atividades nos mesmos que cativem visitantes.
Enquanto os políticos do Bombarral não souberem lidar com a crítica e não descerem do pedestal dourado em que se colocaram e trabalharem ombro a ombro com os munícipes o Bombarral continuará a caminha para um definhar que nos colocará no fim da cauda do Oeste.

Depois digam que eu não avisei.

abril 27, 2014

Ò gente da minha "aldeia"...

Ò gente da minha aldeia…
Nunca é tarde para obter perdão, porém, no meu caso, não sei.
Não sei se mil pai-nossos ou até mil ave-marias serão suficientes para obter o perdão pelo arrependimento que sinto ao ter votado no candidato do PSD para presidente da Câmara Municipal do Bombarral.
Ò gente da minha “aldeia”, já alguém perguntou a esta gente o que fazem durante um dia inteiro de “trabalho” tantos vereadores, assessores e secretários de uma Câmara Municipal que é de todas a mais cara politicamente de sempre.
A Câmara Municipal não tem quaisquer obras a decorrer, nem tem em mãos a preparação de qualquer atividade cultural, social ou desportiva de relevo.
A Câmara Municipal não tem nada. Não tem alcatrão, não tem tintas, não tem gasóleo, não tem parafusos, não tem lixa, não tem papel higiénico, não tem nada.
Repito a Câmara Municipal do Bombarral não tem nada para gerir ou fazer neste momento.
Então porquê 4 vereadores a trabalharem diariamente no município?
Alguém sabe o que faz esta gente toda numa Câmara que não tem trabalho?
Nunca uma Câmara Municipal da nossa “aldeia” fez tão pouco e tentou tão pouco como a atual Câmara Municipal que como as dos últimos 20 anos é governada pela gestão do PSD, só que desta vez tem o apoio do CDS, como outrora teve o apoio da CDU.
Que razões levam estes políticos, para além do vencimento mensal, a continuar a ignorar a situação em que a Câmara se encontra e a continuarem a ignorar as propostas dos munícipes?
Que Câmara é esta que sendo o maior empregador do concelho do Bombarral e não tendo trabalho para os seus empregados ainda cria mais cargos políticos para gerir.
Mas para gerir o quê?
Duas décadas de maioria PSD deviam estar nos antípodas do desenvolvimento económico e social e da democracia no concelho do Bombarral. Mas, infelizmente, estas duas décadas ensinaram muito pouco aos bombarralenses, que cegamente têm votado no PSD e, que ainda não perceberam o que é preciso fazer para o concelho avançar.
As maiorias desta gestão nos últimos 20 anos não funcionaram, foram como um guarda-chuva que não deixou o desenvolvimento molhar as terras das gentes da minha “aldeia” foram e são fartas em discriminação e intolerância, e minaram e minam o desenvolvimento local ao representarem uma visão reducionista e excludente do concelho.
Evidentemente desprezo todas as teses de que a oposição só sabe falar mal e criticar o trabalho, pela simples razão de que não há trabalho.
Aliás é preciso admitir o incômodo despertado na gestão maioritária pelas declarações que lhe não são favoráveis. Para alguns, é até tentador desejar silenciar vozes contrárias, mas a falta de qualquer obra é demais evidente e desgastante, quer para os munícipes quer até para os funcionários, sempre acusados de nada fazerem, quando se o quiserem fazer não o podem fazer por falta de matéria-prima.
O senhor presidente da câmara, e não é um pequeno ônus, não tem capacidade politica para gerir o concelho do Bombarral e sabedores disso no seu próprio partido já se prepara a sua substituição pelo seu numero dois e atual vice-presidente que assumido uma estratégia anteriormente delineada, por outros, se limita a ver passar o tempo sem fazer ondas ou apresentar opiniões.
Enquanto isto e mais uma vez a interesse de terceiros o Concelho do Bombarral vai definhando e perdendo o seu comércio, os seus serviços e os seus habitantes.
Não percebo o que faz a oposição, se não tem uma atitude de força que permita acordar as gentes da minha “aldeia”

abril 09, 2014

Antonio Malta

Fui no facebook e sou por ai, por alguns mais inseguros, acusado de ser o pai da nova figura crítica do Bombarral, o já famoso António Malta.
Já o desmenti e volto a desmentir, não para me justificar perante alguém mas para não ter que me chatear com ninguém, não sou o António Malta.
Tenho acompanhado esta figura que com um olhar critico, tem desvendado notícias de há muito conhecidas mas não comentadas, começa a incomodar alguns políticos mais vulneráveis e irritáveis facilmente por não saberem coabitar com a crítica.
Aliás, sei de alguns políticos que quando se levantam vão logo ver se o "António Malta" disse e publicou alguma coisa sobre eles. Parece utópico mas é verdade.
O ser politico ou ser gestor publico, o ser figura conhecida publicamente obriga a desenvolver defesas e não levar demasiado a sério muitas das críticas que nos são feitas. É imperioso que quem está na ribalta tenha “fair play” suficiente para ouvir e saber responder.
Quando isso não acontece, logo, todos começam a comentar que: quem cala consente e está na hora de dar um passo adiante.
António Malta, Maria Malta. 
Mas, como saber se ele é um ele (ou ela), ou muitos eles e elas? Para alguns esta questão é muito importante, para mim e para a grande maioria silenciosa é a que menos importa. Os grandes processos judicias nacionais nasceram todos de denuncias anonimas, caminharam estão em curso e algumas até deram em condenações mais ou menos mediáticas. O que importa é tornar publico o que está mal de forma a que os visados se manifestem em sua defesa ou se demitam.
Interessa pois é saber se o que ele(a) “António Malta” escreve é verdade ou é mentira. 
A verdade é que não vi ainda nenhum dos visados pronunciar-se sobre as noticias que os visaram. É por isso assim que vem o povo o diz: quem cala consente.
Pessoalmente custa-me a acreditar em muitas das coisas que vão sendo publicadas mas a verdade é que elas são acompanhadas de elementos visuais que até hoje não vi ninguém contestar ou desmentir.
Podemos contestar a questão da objetividade da ética ou os mais célticos até sentirem-se pouco atraídos pela ideia de que a moralidade das publicações não é mais do que um conjunto de convenções antissociais. Aliás depois de passar em revista as crenças morais e culturais da nossa terra, conclui-se que "O costume predomina sobre todas as coisas," e alguém que pense o contrário é simplesmente ou ingénuo ou um mal formado sem "abrigo"
O bem e o mal são invenções dos mais fortes que os ajudam a dominar os mais fracos. Na nossa terra todos vimos, todos ouvimos e uma grande parte sabe que não há nada de mentira no que o famoso “António Malta” tem escrito e publicado, porém o medo da exposição e das retaliações públicas leva muitos de nós a não concordar e na maioria das vezes a negar o que sabemos ser verdade.
É o saber viver hipocritamente entre políticos e outros seres hipócritas, é o saber viver num concelho que pouco ou nada tem para dar a quem cá trabalha ou depende das empresas públicas, locais, onde trabalha, como a Câmara Municipal, a Santa Casa, o Centro de Saúde, a Segurança Social, o Tribunal, as Finanças e as Escolas que são os principais empregadores do concelho que é mais importante manter o sustento do que pôr os pontos nos is.
Pena que não tenha havido mais, ou que este António Malta não tenha aparecido há mais anos.
Porventura muitas coisas se teriam sabido mais cedo e muitos munícipes poderiam ter votado em anteriores eleições de forma diferente.


E como diz o famoso "António Malta" - beijos e abraços. Será que ele é dos Maltas da Delgada ?

março 26, 2014

100 anos do concelho do Bombarral

Pobre, muito pobre mesmo o programa daquele que deveria ser um ano rei, um ano de festividades culturais. lúdicas e sociais sobre os 100 anos da criação do concelho do Bombarral.
100 Anos é muito tempo para tão pouca coisa, arrisco mesmo a dizer para nada, num concelho com tanta história e que caminha para um abismo cada vez mais sem retorno.

Numa conferência de imprensa onde os presentes tiveram oportunidade de desfrutar de um jantar com vários pratos típicos da região, de onde fizeram parte do menu o tradicional (?) Sarrabulho, a Carne Frita, os Jaquinzinhos (?), os Ovos Mexidos com Alheira (?), a Tarte de Pêra Rocha, os Gorjões do Palácio e os Crepes com doce de Pêra Rocha, era de esperar que a organização municipal apresenta-se um programa farto de atividades em todo o concelho.

Mas não.
A organização optou por juntar as atividades normais das coletividades como o círculo de cultura musical, os bombeiros, os lendários, os alunos da escola Fernão do Pó, o bombarralense, o cicloturismo de Famões, o amigo fiel, o rotary clube e as irmandades religiosas do Carvalhal e chama-las de comemorações dos 100 anos do concelho.
Pasme-se, até o corso do festival do vinho é uma atividade dos festejos. Normalmente para se fazer um programa é necessário haver conhecimento da matéria. Ninguém põe jogadores de bridge numa seleção de futebol, então para quê pedir a pessoas não preparadas nem renumeradas a organizar a principal Festa do Bombarral dos últimos 100 anos ?
Depois de diversos comentários nas redes sociais e nos cafés da nossa Vila sobre a divulgação, mais uma vez, tardia das comemorações o Sr. Presidente da câmara mais uma vez - em vez de ser um homem de ação, foi um homem de reação – e reagiu com a publicação de um cartaz referente às comemorações que se iniciam no próximo fim-de-semana. Como de costume publicidade para consumo interno, tarde e a más horas.
Como já vai sendo hábito e nos vamos acostumando tudo o que se organiza nesta terra é para consumo interno, para contentamento das hostes partidárias e para uns quantos possam mostrar-se ao partido.
Para que um executivo com 3 vereadores permanentes, 3 secretários e 1 chefe de gabinete, para além do Presidente e que continua a desleixar a informação publica externa ao concelho e às hostes partidárias.
Que comemorações são estas que se passam só na Vila para além de considerar a procissão e a feira do Carvalhal como um evento comemorativo dos 100 anos do concelho, quando foram esquecidas dos políticos durantes pelo menos os últimos 40 anos?
Que comemorações são estas que decidem aproveitar um livro que devia ter sido lançado em 2011 pelo bombarralense, como parte integrantes das comemorações dos 100 anos do concelho.
O livro vem com 3 anos de atraso e o concelho nos seus 100 anos não está com 3 anos de atraso mas já vai a caminho dos 20 anos de atraso comparado com as cidades que nos rodeiam, outrora aldeias quando nós eramos Vila e hoje caminhamos para aldeia.
Dizia “Óscar Wilde” – uma ideia que não é perigosa não merece ser chamada de ideia – e estas comemorações não trazem uma única ideia nova para cativar alguém a vir do exterior ao Bombarral para conhecer a nossa história e o que este concelho tenha para oferecer a quem nos possa visitar.
Como diz uma amiga minha bombarralense, para estes governantes concelhios turismo é quando os mesmos vão para fora e nunca quando os de fora visitam ou possam vir a visitar o Bombarral.
Quando o ponto alto das comemorações deveria ser no mês de maior movimentação de naturais, emigrantes, é mesmo nesse mês de agosto que nada acontece, como de costume, os políticos vão fazer turismo lá fora.
É um lamento que a Câmara Municipal no ano em que se comemoram 100 anos da criação deste concelho não faça uma única atividade que mostre aos mais novos e que possa ser mediatizada o que foi e qual a história deste concelho e dos grandes homens que lutaram pela sua criação e dos grandes homens da cultura, dos negócios e mesmo da política que nasceram, viveram e morreram para defender os interesses do Bombarral.
Estes e outros políticos recentes que agora governam, a história se encarregarão de os julgar pela sua ignorância e pelo desconhecimento do que verdadeiramente é servirem a causa pública.

Muito cresceu o Bombarral quando os políticos eram voluntários. 
E hoje … ?

dezembro 01, 2013

Há um tempo

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.
Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte.

Tenho saudades de ser forte e de ser feliz.

novembro 01, 2013

Morreu o Zé da Guiné

Há alguns anos que não estava com ele.
Morreu na sexta-feira o Zé da Guiné, o Zé foi o noctívago mais marcante da vida nocturna e cultural de Lisboa nos anos 1980 e com ele a minha geração. Morreu durante a noite, aos 54 anos.
O Zé da Guiné era um artista que criou ambientes e alterou mentalidades nocturnas. O Zé abriu caminhos a diversões, numa noite de Lisboa que nos anos setenta era fechada, triste e quase clandestina antes do Zé da Guiné e do próprio Manuel Reis, do Frágil e do Lux.
Contra todos os pessimistas estes dois artistas da noite conseguiram abri-la e alegrá-la trazendo-a até aos dias de hoje.
Natural da Guiné-Bissau chegou a Lisboa nos anos 70, depois do 25 de Abril, como eu, o Zé foi um dos primeiros a aventurar-se numa zona de prostitutas e de má fama o Bairro Alto, abriu o Souk, mais tarde o Rock House, que foi depois Juke Box, assumindo várias funções, entre elas a de porteiro.
Com a morte do Zé da Guiné morre a noite de uma geração que veio de Africa e alimentou a noite lisboeta durante duas décadas como ninguém.
O Zé era conhecido de todos, desde clientes a artistas e músicos. Diria mesmo que o Zé foi um símbolo da noite de Lisboa. Era um apaixonado que deixou as suas marcas nas Noites Longas, em Santos, no local onde veio depois a ser instalado o B. Leza e que hoje está fechado, a sua reabertura seria a maior homenagem ao Zé da Guiné. Descansa em paz. 

outubro 20, 2013

Ora vamos lá falar de votos

O PS ganhou as eleições autárquicas e toda a oposição com acento parlamentar teve mais 212.328 votos que nas eleições legislativas. Já os partidos do governo perderam 1.073.671 de votos tendo em conta também os votos das legislativas de 2011.
Numa primeira analise e se considerarmos os 340.769 votos brancos e nulos e os 344.802 dos independentes podemos sempre perguntar:
O PS ri de quê?
O PS festeja o quê?

São mais os votos brancos e nulos obtidos nestas eleições do que aqueles que a oposição ganhou. Temos 685.571 votos entre os não validos e os independentes. Se consideramos que os candidatos independentes vieram da esfera política do PSD, podemos concluir que os partidos do governo perderam em conjunto 728.869 votos mais os dos independentes como é lógico.

Assim o grande vencedor não é o PS nem a oposição mas o povo português que foi unânime em penalizar o governo e perentório ao dizer que não quer o PS para governar.
Se os portugueses quisessem o PS a governar o país teriam dado à oposição o milhão de votos com que penalizou o governo e, isso não aconteceu.

Por isso o PS ri, mais ri de quê?

Cá na minha terra a oposição se por um lado perdeu as eleições autárquicas pelo outro ganhou as “legislativas”. Os partidos do governo tiveram mais votos autárquicos do que a oposição mas tiveram menos 763 votos do que nas legislativas de 2011, sendo que a oposição teve mais 350 votos em relação a essas eleições.
Fica pois aqui no Bombarral uma vitória moral para a oposição ao governo, porque o grande vencedor foram os 55.29% que não votaram em nenhum dos partidos concorrentes a estas eleições e se no Bombarral foi assim, a nível nacional não foi muito melhor pois mais de metade dos eleitores 51.01% não compareceram nem votaram em nenhum dos candidatos a sufrágio. E estes sim foram os que mostraram o quanto é desinteressante a política nacional.


Volto por isso a perguntar? O PS ri, mas ri de quê?

outubro 03, 2013

Silvino Silvério Marques, Gen


Um dia, que esperamos a justiça dos homens não faça esperar muito, será classificado o que se passou no Ultramar Português, e especialmente em Angola, no que se refere à chamada «Descolonização». Nessa altura haverá revelações que multo surpreenderão o nosso povo.

PALAVRAS DO GENERAL SILVINO SILVÉRIO MARQUES, antigo governador de Angola, antes e depois do 25 de Abril, e também ex-governador de Cabo Verde, morreu ontem terça-feira, sem qualquer referência nas nossas televisões, públicas ou privadas.

O General que tinha 95 anos, foi também administrador da Siderurgia Nacional e vogal do Conselho Superior Ultramarino.

Era irmão de Jaime Silvério Marques, um dos membros da Junta de Salvação Nacional, falecido em 1986.

RIP

Bloco de Esquerda

Grande lata. 
O BE Bloco Esquerda perdeu a única câmara que detinha e não conseguiu eleger os seus dirigentes nestas autárquicas. Mas vem a público defender uma vitória contra o governo em vez de se demitirem e fecharem a porta.

setembro 28, 2013

Voto consciente É melhor

Hoje é dia de muito e véspera de pouco.
Dia de muito porque é o dia antes de todas as desilusões e véspera de pouco, porque é sempre pouco o que muda no dia seguinte a uma votação.
Durante as últimas semanas ouvimos, uns mais e outros menos, uma desgarrada de promessas, muitas vãs e mirabolantes, e outras boas de ouvir e acreditar. Porém assistimos ao gastar de dinheiros públicos, sim públicos porque todos os partidos, coligações ou listas independentes que elejam candidatos serão ressarcidos, se não na totalidade, em grande parte das suas despesas pelo erário publico, ou seja por todos nós.
Ouvimos nestas semanas com maior ou menor intensidade de voz um rol de promessas, é tão fácil prometer, e tão difícil o cumprir, mas todos os protagonistas desta campanha procuraram a melhor maneira de cativar o voto para conseguirem alcançar as suas aspirações pessoais, governar o erário publico e governar a sua terra ou a terra emprestada em nome de um bem maior o desenvolvimento.
E nós acreditamos ou não. Eleições como estas são as que mais importam para todos nós, porque são as que nos tocam diariamente á nossa porta, são as eleições que mexem com a nossa terra com as nossas famílias com a nossa gente. Alguns políticos tentaram fazer passar a ideia de que estas eleições eram contra o governo e que era necessário dar um voto contra o governo e, é bem possível que com esta conversa consigam enganar alguns eleitores mais ingénuos ou mais politizados, mas estas não são eleições para eleger ou votar contra o governo, estas são as eleições do futuro da nossa terra é por isso importante que neste dia de reflexão nos lembremos que votar contra o governo pode ser votar num candidato ou candidata que não tem preparação nem conhecimentos para governar uma câmara municipal e os seus conterrâneos durante 4 anos, porque depois da votação não há maneira de dar a volta, quem for eleito é o para 4 anos.
Importante é que neste dia todos possamos refletir no que ouvimos, separando o real do irreal e pensemos em quem tem mais capacidade para gerir os destinos da nossa terra, independentemente do partido a que pertença ou represente.
Não importa a cor política que nos corre no “sangue” importa sim votar com a consciência de amanhã não ter vergonha de dizer sim, sim eu votei neste presidente.

Bom dia

setembro 15, 2013

Um recado! Para ser candidato …

Ser gestor honesto. Por aí começam as características básicas que são imprescindíveis para um candidato a presidente da câmara que resulte num administrador eficaz numa futura gestão municipal.

Além de honestidade, muitas outras características devem ser consideradas.
Em tempo de escolha de futuros autarcas seria bom que o eleitorado começasse a prestar atenção para que a vida pública no futuro não fracasse.
As características de bom candidato a presidente de câmara coincidem em muito com a forma como o cidadão administra também a sua vida pessoal.
Claro que pode ser diferente!
Alguém pode ter administrado bem a sua vida pessoal e fracassar na vida pública. Mas se não se saiu bem na sua gestão pessoal, fica difícil acreditar que será eficaz para tratar da gestão do interesse colectivo.

Um bom candidato a presidente de câmara é também aquele que procura ser auxiliado por pessoas de bem e capazes.
A estrutura administrativa de uma câmara é grande, por isso sozinho não saberá informar-se sobre tudo. Se for mal assessorado, antes como candidato e depois como presidente, com secretários mal-intencionados ou sem qualificação para cada área, a gestão ou a candidatura estará fadada ao fracasso.

No item da composição de gabinetes quer de apoio, á candidatura, quer á presidência muitos fracassam por razões de fator político. É que ao invés de procurar na comunidade local as pessoas mais qualificadas para cada cargo, acabam a satisfazer compromissos com companheiros políticos.
Em razão disso nomeiam pessoas que, em muitas vezes, deixam a desejar.
Um perfil técnico para secretário ou assessor é muito importante para a solução dos problemas de uma candidatura e da autarquia.
E destes nomeados é preciso que o candidato ou o presidente cobre sempre resultados.

Outra característica imprescindível para um candidato a presidente da câmara é que tenha sintonia com a legislação autárquica vigente, hoje muito ampla e exigente. Sem esse zelo e sem estar bem assessorado é difícil fazer cumprir as leis e irá ter grandes problemas, podendo nem terminar o mandato, conforme a gravidade dos erros cometidos.
Candidatos ou presidentes que, diante de situações complexas, tomam decisões precipitadas, às vezes  até no meio da rua, podem ter problemas na sua gestão.
Ter força de vontade e conhecer bem.
Conhecer bem os problemas do seu município, conhecer os problemas económicos, os problemas sociais, os problemas habitacionais, os problemas ambientais, os problemas de emprego e das empresas. Conhecer os seus munícipes e as suas aspirações.
Isso é muito importante para o êxito de uma candidatura e de um mandato.

Um bom candidato, e os seus auxiliares precisam de dedicação exclusiva á candidatura. E se não houver o empenho, muito empenho, muito dificilmente se chegará a um bom resultado. E há exemplos disso.
Um candidato precisa de ter espírito público. Isto é, precisa de ter uma conduta de estar sempre sensível para os clamores da comunidade.
A sensibilidade e o senso de humanidade de um candidato vão fazer com que estabeleça as suas prioridades. Nem tudo será possível fazer ou prometer, daí vem o uso da sensibilidade para enumerar o que é mais urgente para divulgar numa campanha ou na aplicação dos recursos existentes que são sempre insuficientes para tantas necessidades.


Um candidato é alguém com perfil positivo para ser um futuro presidente de câmara e é democrático. Isto significa ouvir as pessoas, assessores, lideranças da comunidade, segmentos sociais, juventude, etc... e as criticas, e compartilhar as decisões, fazendo prevalecer as questões técnicas de cada caso e enquadrando-as de forma a executá-las. 
O planeamento é algo importante tanto para a vida pessoal como para a gestão de uma candidatura. 
Sem planeamento não se consegue bons resultados. Em qualquer início de candidatura é preciso um planeamento estratégico e uma definição de quem usa a palavra como arma de arremesso politico, isto é de quem fala e de quem se cala.
Este planeamento terá de levar em conta as prioridades e a estabelecerem-se cronogramas. Levando-se em conta o volume de propostas e quem as foca para os resultados possíveis.
No ato de contar com mais recursos vale muito a habilidade do candidato em ter expressivos apoios, internos ou externos, que possam angariar popularidade por meio da sua presença.
Todos sabemos que a falta de representatividade política pesa negativamente numa candidatura, por isso é conveniente falar do fracasso de uma gestão municipal que tem início muitas vezes numa campanha eleitoral quando o candidato vende ilusões a respeito do que faria.

Um candidato deve estar sempre bem informado e ter na “mesa-de-cabeceira” as promessas eleitorais feitas por anteriores candidatos quer do seu partido quer dos opositores. Assim lembra o que não foi cumprido e promete o que poderá cumprir.
Um candidato, honesto, nunca esquece o que promete porque depois de empossado, chegam as cobranças e o desgaste.

Para ser um bom candidato as recomendações são muitas. Impossível descrevê-las num só artigo.
Mas, um candidato não questiona, afirma! Um candidato não pergunta, propõe.

setembro 06, 2013

É esta a politica e os políticos que temos ....

Regressámos esta quinta-feira a uma Assembleia Municipal do Bombarral, depois de a termos deixado enquanto membros em 2005.

E regressámos porque pensávamos ser esta, por ser a última, uma das mais importantes e mais eloquentes assembleias dos últimos 65 anos.

E ao dizermos dos últimos 65 anos é porque desde 1948 esta foi a última assembleia municipal onde a Freguesia do Vale Covo esteve presente e representada enquanto freguesia única e autónoma.

Pensámos que íamos ouvir um leque de intervenções politicas sobre o tema, quer por parte das bancadas representadas quer por parte de representantes partidários e candidatos às eleições autárquicas.
Porém nada disto aconteceu. Aconteceu mais uma assembleia com os ataques do costume a lengalenga enfadonha também do costume, mais uma assembleia onde nada se passa e sem qualquer proveito para o concelho e para os munícipes.

E esta é a política e os políticos que temos e que queremos continuar a ter no concelho do Bombarral ?

Desde 1758 que existem referências ao “Vale Covo” enquanto Casais do Vale Covo e essas referências foram-se enraizando até á criação da freguesia, que agora acabou, em 1948.
Esta assembleia deveria ter sido, na nossa opinião, a assembleia da elevação do Vale Covo e das suas gentes, esta assembleia deveria ter proposto e aprovado um voto de louvor á população da freguesia nas pessoas do seu último executivo.
E principalmente deveria ter aprovado e recomendado a este executivo e todos os próximos a lutar pela refundação da freguesia do Vale Covo.

É importante que os munícipes compreendam a razão das assembleias municipais se perderem e se continuarão a perder em discussões estéreis.

Se fizermos uma pequena reflexão sobre as pessoas que têm constituído as assembleias municipais nos últimos 20 anos verificamos, não só na assembleia como na câmara mas é da assembleia que agora falamos, que são sempre as mesmas, salvo raras exceções,
Vejamos ora agora um é o segundo e outro terceiro, ora agora trocam e um é terceiro e outro segundo, acontecendo até algumas transferências entre partidos mas sempre os mesmos.

Como pode uma assembleia funcionar de acordo com os interesses do concelho se as pessoas são as mesmas e de mandato em mandato nada acontece.

Recordamos o prazer de trabalharmos em três assembleias de mandatos e presidentes quer da assembleia quer do município diferentes e é com orgulho que recordamos as críticas que ouvimos, muitas vezes do próprio partido, pela quantidade de propostas de recomendação importantes apresentadas e aprovadas em benefício do concelho.

É o que se espera de uma assembleia municipal, e dos seus membros, que trabalhe em prol dos munícipes propondo e recomendando o que ache de melhor para servir o interesse da população concelhia, independentemente da força politica que representa. O que se espera é que os eleitos hajam como eleitos pelos munícipes para trabalhar para o Bombarral e não para os seus partidos perdendo-se em discussões que em nada beneficiam nem o concelho nem os munícipes que neles votaram.
Uma assembleia não se quer para aprovar cegamente tudo e que emana da câmara municipal mas, uma câmara municipal também não se quer sem ouvir e compreender o que emana da assembleia municipal, o confronto é bom mas a aplicação das melhores soluções encontradas em comum é melhor. O Bombarral agradece e a democracia reconhece.

Muitas vezes damos por nós a pensar por que razão os eleitos, com ou sem maioria, no concelho do Bombarral se dispersam tanto em coisas estéreis e sem qualquer utilidade em vez de se unirem em prol do Bombarral e aplicarem as ideias emanadas de cidadãos e munícipes do Bombarral sem olhar a cores, credos ou partidos.

Fica a esperança de que uma nova geração, quiçá mais evoluída intelectualmente e com maior formação social venha a aproveitar as sinergias geradas por qualquer um dos munícipes deste concelho e as aplique em prol do bem comum, em prol de um concelho melhor e mais solidário.

Quem sabe se os políticos da nossa terra um dia se começam mais a importar com os outros do que com eles próprios.

A política é uma causa pública e quem está numa causa pública tem que ter e manter uma mente aberta á crítica e à proposta apresentada entendendo-a e aplicando-a em benefício dos seus conterrâneos e não a deixando cair só porque não vem do seu lado politico.

Como esta assembleia e os seus membros não o fizeram nós propomos publicamente a atribuição de um voto de louvor a todos os órgãos da junta de freguesia do Vale Covo, agora extinta, nas pessoas do seu último executivo, assim o desejamos, assim o povo o queira.


Passam agora as povoações de Vale Covo, Gamelas, Casal do Urmal, Casal das Pegas, Casal da Cotovia, Casal de Oliveirinha, Casal da Salgueirinha, Casal da Lagoa e Vale Pato a integrar a nova união das freguesias de Bombarral e Vale Covo.

Depois digam que somos má língua ...

setembro 02, 2013

Resposta ao ilustre cidadão bombarralense José Pires Brasão

Caro, José Pires Brazão, apesar de ser da discussão que nascem as ideias e de qualquer um destes “nós” ser livre de discutir e não aceitar imposições de terceiros, vamos, nós se nos permitir, encerrar este assunto.

Os números que publica, na sua resposta, há muito que os conhecemos, assim como, feliz ou infelizmente, a muitas das pessoas que o acompanham nessa candidatura.
E repetimos, não lhes conhecemos qualquer ideia, ou qualquer proposta para o Bombarral, nem sequer lealdade para com o partido que já lhes deu muito.

Há nessa candidatura pessoas que após a reforma de José Guilherme, só apareceram e foram aceites á custa da cara de outros porque sós nunca tiveram essa coragem ou engenho.

Muitos, dos que por ai hoje pululam, foram e são os responsáveis dos números do CDS que o José apresenta na sua carta como justificativo de maus resultados.
È verdade o CDS tem sempre nas suas candidaturas apresentado programas de governo autárquico, bem elaborados, realistas e que apontam metas a atingir de forma sustentada e empenhada. O CDS sempre apresentou propostas delineadas para o desenvolvimento do concelho quer economicamente quer socialmente com propostas sustentadas para o desenvolvimento global em todas as suas vertentes.
O CDS, desde JMRG que tem apresentado programas de governo concelhio, aliás elogiados pelos próprios opositores.

É verdade que se os programas foram de grande qualidade os mesmos não se converteram em votos mas também é verdade que alguns dos que agora o acompanham depois de eleitos se recusaram a defender esses programas, preferindo juntar-se ao poder maioritariamente eleito. E também é verdade que ao longo dos últimos anos, desde o tempo do ex. presidente AAA muitos dos que hoje se apresentam como rostos dessa candidatura estiveram sempre contra as candidaturas do CDS apoiando candidatos de outros partidos, também isso contribuindo para os números que apresenta.

Nessa candidatura justiça seja feita á candidata á união de freguesias Bombarral/Vale Covo que sempre lutou contra a maré apresentado programas bem elaborados e conseguindo sempre ser eleita perdendo, infelizmente, 2 eleições por meia dúzia de votos, tendo no entanto sempre influenciado os destinos de gestão da sua freguesia, diria mesmo que a Dra. Mariana Costa é uma das, senão a mais confiável e respeitável dos candidatos apresentados, sem melindre para ninguém.

Quanto ao problema do trânsito que suscitou a nossa curiosidade, percebemos na sua resposta que no vosso programa de prioridades o mesmo não se refere aos problemas do concelho mas sim aos problemas da Vila, assim consideramos os seus considerandos completamente justificáveis. No entanto não podemos deixar de referir que os principais culpados pelo atual estado do sentido do trânsito são os comerciantes e os munícipes do Bombarral que nada fazem para mudar as situações. Estamos a recordar-nos, sem sermos defensores de ninguém, que quando o antigo presidente Albuquerque Álvaro quis empedrar a pequena rua Joaquim Henriques Furtada, aliás o que na minha opinião só tinha embelezado a zona, os comerciantes levantaram-se e alguns até para a tentativa de agressão partiram.
Caso comerciantes e munícipes e mesmo partidos políticos fizessem chegar propostas á comissão de trânsito, com certeza que muitas delas eram equacionadas e os proponentes ouvidos.

Agora para terminar, gostamos das suas palavras finais: propor a lua não nos daria nenhuma credibilidade.

Mas também pensamos que se durante os últimos 4 anos, as oposições, tivessem iniciado a construção de uma escada através da apresentação de propostas realistas, com credibilidade que os munícipes entendessem como propostas que a ser implementadas melhorariam a sua qualidade de vida social e económica, hoje seria mais fácil acreditar numa mudança e subir os restantes degraus até há lua.

Sem esse trabalho qual é a mudança proposta? Se ninguém conhece uma ideia, uma proposta ou um qualquer trabalho em benefício do bem comum dos principais candidatos que se querem afirmar como mudança uma candidatura não é o 1º é a equipe um homem ou mulher só não dá garantias a quem vota.

Afirmamos mais uma vez que não queremos qualquer mal á sua candidatura, nem a qualquer outras, pois julgamos ser o cidadão mais qualificado para presidir á Assembleia Municipal mas nem sempre o melhor ganha mesmo depois dos arranjos pós eleições.


Felicidades José