agosto 22, 2015

Novo Hospital do Oeste, deve ser no Bombarral

Há muitos anos que o Bombarral anda arredado da história do oeste, eu diria mesmo que há anos foge dessa história como se dela tivesse medo e com ela se quizesse finar. Há alguns anos um grupo de cidadãos, lidrados por mim, prepararam uma proposta de candidatura que apresentaram ao, então, Ministro do Turismo da altura, para tentar que o mesmo decidisse instalar a escola de hotelaria e turismo do oeste no Bombarral mas, não fomos acompanhados nessa pretenção pelos dirigentes autárquicos da altura que não manifestaram qualquer intenção de candidatura junto do Ministro, sendo por isso ele obrigado a tomar a decisão de a instalar em Óbidos em detrimento do Bombarral e das Caldas da Rainha que no entanto conseguiu instalar um polo dessa mesma escola na sua capital. Mas o Bombarral é assim ? Não o Bombarral não é assim. As pessoas é que são assim. Há autarcas "ignorantes" tomados por uma importância que não se lhes reconheçe porque também não têm obra que lhes seja reconhecida e julgam-se acima de tudo e de todos deixando ao longo dos anos fugirem oportunidades e ideias, só porque não são da sua lavra ideológica nem da sua sapiência. E quem perde é o Bombarral e os bombarralenses. Hoje a construção de uma nova unidade hospitalar da zona Oeste, como refer um estudo a pedido do Ministério da Saúde, para além de uma necessidade cada dia é mais uma realidade. Porém varios locais têm sido alvitrados para essa construção mas todos eles sem as condições ideais para essa edificação. É aqui que mais uma vez o Bombarral pode e deve voltar á história. Os actuais hospitais de Caldas da Rainha e Torres Vedras já não garantem condições de crescimento, estando por isso fora de contexto a sua utilização até porque estão a fechar diariamente algumas valências. Todos os projectos elaborados pelo Ministério para construir, hoje têm previstos espaços para o crescimento no futuro, sendo por isso instalados em areas com essa previsão de crescimento. Se por um lado Torres Vedras pende para que a construção seja na zona da Lourinhã, por outro lado as Caldas da Rainha querem a sua construção na zona das Gaeiras, Óbidos. Ora não é necessário nenhum estudo especial da matéria para que se reconheça que na area de serviço do novo hospital na zona compreendida entre Alcobaça, Torres Vedras e Mafra o Bombarral está no centro da zona oeste a quem serve este novo hóspital. Temos defendido á já algum tempo, publicamente, que o Bombarral devia abandonar a ideia do utópico parque temático e preparar a propriedade do Falcão, isso sim, para a disponibilizar à construção do novo Centro Hospitalar do Oeste. Centro Hóspitalar do Oeste que de imediato terá 600 camas e criará 3000 empregos. Esta localização,Bombarral, tem tudo o que é necessário de imediato e no futuro, espaço para a construção inicial e espaço para a sua ampliação futura, garantindo sempre o espaço necessário para parques de estacionamento, aliás area maior do que a da construção do edificio hospitalar. Servido que é pela auto estrada, pela CP e pela Rodoviária, o Bombarral será sempre o local de melhor acesso para quem dos serviços hospitalares necessitar. Infelizmente o representante dos Bombarralenses na Oeste-Cim é presidente da câmara que já demonstrou várias vezes que tem vistas curtas pelo que não conseguirá vislubrar que o crescimento económico do Bombarral, será um crescimento real e sustentado se os responsavéis se decidirem pela instalação da nova unidade hospitalar no concelho do Bombarral. Mas, para que isso aconteça é necessário que o municipio apresente uma proposta e defenda o Bombarral como central e, o melhor local para a construção deste hospital. É nestas ocasiões que sei que se pode fazer mais, muito mais e melhor pelo concelho do Bombarral e pelos bombarralenses. Serão capazes de ficar na história por lutarem por uma obra emblematica para todo o oeste ou em alternativa vão manter a mesquinhês histórica olhando para os seus próprios umbigos? Acreditem é possivém fazer mais, muito mais pelo Bombarral e pelos bombarralenses e há quem queira.
«in Noticias do Bombarral»

julho 31, 2015

BOMBARRAL(ense). Que futuro?

Dois acontecimentos sociais importantes ocorreram durante este mês na nossa pacata vila do Bombarral. Primeiro a Assembleia Geral Electiva do velhinho SCEB-Sport Clube Escolar Bombarral, longe vão os tempos de assembleias concorridas onde os sócios se preocupavam com os destinos desta associação. Hoje há meia dúzia de “carolas” que ainda se apresentam nas assembleias de forma a dar algum ânimo aos que têm a coragem de se candidatarem a gerir o desporto no Bombarral.
Sendo uma obrigação da autarquia apoiar as associações desportivas e culturais do seu espaço territorial, infelizmente no Bombarral há diversos anos que não há apoios autárquicos que facilitem as actividades desportivas.
Passados os anos em que se gastavam milhares de contos no futebol, quase profissional, do SCEB, hoje luta-se com grandes dificuldades para manter esse futebol como amador e garantir que as outras modalidades que outrora foram grandes e bastante representativas do clube e do concelho também sobrevivam com o impulso de outros carolas, pais dos atletas, que se vão mantendo enquanto os seus filhos por lá praticam um desporto, que devia ser apoiado pela autarquia, dado ser um desporto para todos.
O SCEB-Sport Clube Escolar Bombarralense tem graves problemas e os seus dirigentes precisam de ajuda, não falo em problemas de gestão do dia-a-dia, pois com credibilidade e sacrifício têm as mais recentes direcções conseguido manter a tesouraria em ordem e aniquilado problemas do passado.
Falo do seu património que se vai degradando, sede social e campo de jogos, por falta de verbas necessárias para fazer a sua manutenção e, era nesta área que muito se devia esperar da autarquia que está completamente alheia a este problema.
Noutros tempos podia o SCEB-Sport Clube Escolar Bombarralense recorrer a patrocínios das empresas e do comércio local mas, e esse foi o segundo acontecimento social importante que ocorreu, numa organização da Associação Bombarral Sustentável, um colóquio sobre o futuro do comércio local no Bombarral. Dos testemunhos dos comerciantes, muito poucos, presentes neste colóquio, conclui-se entre outras coisas que que o estado do comércio local é de tal forma frágil e com problemas muito idênticos, pelo que hoje ao contrário de outros tempos não consegue apoiar o SCEB-Sport Clube Escolar Bombarralense.
A principal realidade foi, que quer na Assembleia Geral do SCEB, quer no colóquio, a ausência de qualquer representante da autarquia o que foi muito notado e criticado. É sem dúvida bem demonstrativo de que os estes dois problemas locais não são um assunto de importância para quem devia estar sempre preocupado a arranjar soluções para o desenvolvimento desportivo e do comércio local.
Porque se um torna a mente e o corpo são, o outro enche os bolsos á Autarquia através do pagamento de impostos.
Pelo que aconteceu nestes dois eventos também se pode concluir que cada vez mais as pessoas estão arredadas dos problemas globais concelhios e do interesse geral, fechando-se cada um na sua “quintinha” com medo de que a do vizinho seja maior do que a dele.
O Bombarralense e o Comércio local do Bombarral têm falta e pessoas e, sem pessoas nada pode funcionar.
É importante que os sócios do SCEB por um lado e os comerciantes locais pelo outro se unam de forma a reforçarem o espirito de cooperação entre pares, e que procurem e criem soluções próprias para os seus problemas de forma a não definharem.
Quer uns quer os outros dependem muito deles próprios e da sua capacidade de mobilização de pessoas mas, é muito importante que a autarquia assuma o seu papel protector e patrocinador de forma a ajudar ambos a voltarem a encontrar o seu lugar na nova textura desportiva e económica do concelho do Bombarral.
Assim, uns e outros queiram e com diálogo e partilha de responsabilidades será possível levar o SCEB e o comércio local outra vez a bom porto... Faço votos que sim.
 
«In Jornal Noticias do Bombarral»

julho 25, 2015

Comércio Local do Bombarral, desafios e soluções

Não que eu acredite que ele exista, mas teria sido interessante ouvir o Sr. Presidente da câmara dar a conhecer o projecto estratégico do município para o futuro do comércio do Bombarral, como não foi possível, …
E foi pena porque assim não sabemos se das muitas ideias que diz ter trazido das viagens recentes a diversos países não vinha dai a solução para o nosso comércio local. Fica para outra ocasião.
Tenho feito várias buscas de ideias e opiniões na tentativa de conhecer e encontrar algumas soluções para os problemas que se abatem sobre o comércio local, principalmente no Bombarral, e é um pouco desse trabalho e da minha opinião que gostava de partilhar aqui convosco. Pessoalmente é minha opinião que a Bombarral Sustentável (actual associação comercial cá da terra) em conjunto com os comerciantes e a autarquia devia analisar e retirar ensinamentos de experiências internacionais em matéria de revitalização comercial; e depois recomendar acções específicas para a promoção e gestão da área comercial do Bombarral.
É PRECISO UM NOVO ROSTO PARA O COMÉRCIO
Por isso tem que se fazer uma análise da oferta e da procura
É IMPORTANTE QUE RÁPIDAMENTE SE FAÇA UMA ANÁLISE DO COMÉRCIO LOCAL, PORQUE SE PERGUNTAR AQUI QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DO COMÉRCIO LOCAL DO BOMBARRAL NESTE MOMENTO: Por ramo de actividade mais representativo ou pela forma jurídica dominante:
Ninguém me sabe responder correctamente.
Pessoalmente numa visualização mental vejo que hoje o comércio mais representativo do Bombarral serão as lojas chinesas, os cabeleireiros, as churrasqueiras e os cafés.
Será?
É TAMBÉM MUITO IMPORTANTE CONHECER O PERFIL DO EMPRESÁRIO:
Saber qual a faixa etária predominante; o local de residência; o nível de escolaridade; se possui ou não formação profissional e se manifesta interesse em frequentar cursos de formação na área da sua actividade
É PRECISO TAMBÉM CONHEÇER A ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS
Se as lojas possuem funcionários, á quantos anos exploram a actividade e a que Serviços externos recorrem para além da Contabilidade
DEPOIS É NECESSÁRIO TAMBEM CONHECER A POLÍTICA COMERCIAL:
Saber a frequência de renovação da montra, se renova 1 vez por semana; 1 vez por mês Saber os pontos fortes da política comercial: Atendimento, Qualidade e Preços
Saber dos Dias de encerramento do estabelecimento: e porquê?
Saber do horário: e porquê?
Disto para além de se saber também quais os Dias de maior e menor afluência:
SABER QUAIS AS PERSPECTIVAS FUTURAS
Isto é, quais os entraves ao desenvolvimento do comércio: O estacionamento; A desertificação do coração da vila; O poder de compra existente; A concorrência
E MUITO IMPORTANTE saber quando efectuou o último investimento se há mais de 3 anos, se tem projectos para os próximos 12 meses; e quais as medidas para melhorar a gestão do estabelecimento:
É IMPORTANTE SABER A CARACTERIZAÇÃO DOS CLIENTES: Se tem base de dados de cliente Se possui cartão de cliente e qual a caracterização dos seus clientes: Se pagam a pronto pagamento, se são Fiéis ou se são Exigentes
NOVO ROSTO PARA O COMÉRCIO
Estudos INDICAM do que mais agrada/desagrada no comércio local:
AGRADA:
Qualidade Proximidade da residência/ emprego Atendimento
DESAGRADA:
Estacionamento Falta de acessibilidade; Preços praticados; Horários de funcionamento Pouca variedade da oferta;
O que mais agrada/desagrada nas grandes superfícies:
AGRADA. Variedade da oferta Facilidade de aceder em automóvel Estacionar gratuitamente Preços praticados Qualidade da oferta Atendimento personalizado.
DESAGRADA:  Distância da residência/ emprego Acesso em automóvel
O NOVO DESAFIO É DAR UM NOVO ROSTO AO COMÉRCIO DO BOMBARRAL
De encontro ao consumidor desafios e soluções
A actividade comercial instalada no Bombarral tem sofrido nos últimos anos profundas transformações: 
Novos formatos de comércio; 
Abandono do centro da Vila; 
Desertificação ao fim da tarde e ao fim-de-semana; 
Perda da atractividade do centro; 
Degradação do tecido urbano e comercial; 
Novos hábitos de compra (interligação entre a actividade de compra e o lazer); 
Novas exigências dos consumidores;
Os centros comerciais e os hipermercados existem e não vão deixar de existir no futuro próximo!
Comércio local: que futuro?
Os centros urbanos têm vindo a perder força e protagonismo, devido à crise do tecido comercial que tem revelado falta de capacidade de adaptação.
Assim, é importante sabermos da autarquia:
Que futuro para o comércio local?
Que futuro para a Vila do Bombarral?
QUAIS SÃO OS DESAFIOS:
Modernizar e adaptar o comércio às mudanças: o comércio não se pode isolar das tendências da modernidade;
Preservar e dinamizar o comércio, não permitindo que a vila se transforme em dormitório, sem vida comercial.
Encarar esta problemática como um novo desafio e apostar na inovação, qualidade e diferenciação do serviço prestado
SOLUÇÕES:
Retirar ensinamentos da existência dos centros comerciais e forma de funcionamento de modo a que o pequeno e o grande comércio possam coexistir em situação de complementaridade e não de conflito;
Retirar ensinamentos das intervenções de requalificação dos centros das cidades e das vilas iniciadas na Europa ocidental.
A partir de 1980 por toda a europa ocidental há um interesse no centro das vilas e das cidades, é por isso necessário que a autarquia implemente políticas no sentido de intervir no centro da vila e nas áreas mais comercial:
REVITALIZAÇÃO URBANA.
PODEMOS, POR EXEMPLO SEGUIR O QUE FOI UTILIZADO NOS ESTADOS UNIDOS cujo declínio económico do comercio local conduziu à criação das: (Áreas de Desenvolvimento Económico) – chamadas BID’s nos EUA: isto são organizações semiprivadas sem fins lucrativos, por exemplo a Bombarral Sustentável, devidamente legitimada para definir e cobrar uma taxa aos proprietários de imóveis comerciais de uma determinada área, com o propósito de prestar, em contrapartida, um conjunto de serviços adicionais àqueles que já são ou deviam ser assegurados pela AUTARQUIA.
Os Principais benefícios dos BID’s: são a limpeza e manutenção; publicidade conjunta; tomada de posições colectivas; programas de desenvolvimento económico; mobiliário urbano; iluminação; estacionamento, etc… visando a criação de espaços agradáveis e atractivos que estimulem os visitantes a voltarem, recorrendo a diversas formas e meios de fomentar a compra, o lazer e a permanência, usufruindo do espaço e das condições que o mesmo tem para oferecer; através de actividades temáticas, exposições de rua e interior das lojas locais, etc..
Por exemplo no caso Britânico Os “Town Centre Management” (TMC) – “Gestão do Centro da vila ou da Cidade” baseiam-se na filosofia da gestão comercial centralizada. Assume modalidade de parceria público-privada, incumbida de tarefas no âmbito da melhoria geral dos locais de comércio, do marketing local e organização e campanhas de promoção desse comércio;
A actuação é delineada no sentido de complementar os serviços das autoridades locais, (o que no nosso caso não se conhece qualquer actividade) de regenerar e reabilitar a área comercial para aumentar a sua vitalidade comercial;
O sucesso da revitalização comercial BRITANICA baseia-se na Matriz dos 4 A’s: Acessibilidade, Atracção, Animação e Acção.
Só para que tenhamos uma ideia
Vários países têm-se envolvido em actividades de revitalização do comércio local, e tentam encontrar activamente soluções que previnam o declínio económico do seu comércio tradicional e local: Espanha, Bélgica (Bruxelas tem 12 gerências de comercio local), França (Bordéus, Marselha, Lille, Le Havre), Áustria (60 unidades de gestão), Alemanha (cerca de 250 cidades contam com unidades de gestão do comercio local), Suécia (dezenas de cidades), Canadá (em + de 80 municípios e bairros do Quebec), África do Sul (em Joanesburgo).
A nossa vizinha Espanha:
Tem várias experiências pioneiras ao nível da gestão de comércio local, aliás tem mesmo a Confederación Nacional de Asociaciones de Comerciantes locales de España: constituída na cidade de Madrid e dela fazem parte várias cidades como Ciudad Real; Alicante; Ávila; Bilbao; Burgos; Las Palmas; Gijón; Granada; Logroño; Málaga; Panplona; Pontevedra; Palencia; Segovia; Santander; Santiago de Compostela; Teruel; Valencia; Valladolid; Madrid, etc.
A CCP (Confederação Comércio e Serviços Portugal) e a DGAE, (Direcção Geral Actividades Económicas) com a participação do CECOA (Centro Formação Profissional Comércio e Afins) estabeleceram uma parceria tendente a desenhar um modelo de intervenção e revitalização de espaços comerciais dos centros das vilas e das cidades;
O QUE É QUE JÁ FOI FEITO NO BOMBARRAL NESSE SENTIDO?
UNIDADES DE GESTÃO DO COMÉRCIO LOCAL
O que são?
Nada mais do que o resultado de uma parceria entre as Câmaras Municipais e as associações de comércio e serviços;
Tiveram a sua génese nos projectos PROCOM e URBCOM;
Que objectivos prosseguem?
Estratégico: tornar mais competitivo e dinâmico o comércio e serviços locais;
Complementar: requalificar e reanimar as áreas comerciais tornando-as lugares com reforçado poder de atractividade fazendo emergir uma imagem diferenciadora assente na cultura identitária própria.
Que trabalho desenvolvem?
Acções que contribuam para atrair mais pessoas para as áreas comerciais combatendo a perda de centralidade (Ex.: acções promocionais e de animação de rua);
Acções que ajudem o comércio local a melhorar os serviços e conhecer melhor o mercado potencial;
Acções que fomentem a melhoria do ambiente urbano tornando-o mais aprazível.
O QUE É QUE JÁ FOI FEITO NO BOMBARRAL?
NA MINHA OPINIÃO TEMOS QUE CAMINHAR NO SENTIDO de uma oferta global do comércio local, mediante:
Prestação comum de serviços;
Cumprimento diferenciado dum horário por actividade;
USO de um logótipo; Prestação conjunta e integrada de actividades de ócio/lazer e animação comercial, etc… Reforçar o espírito de cooperação entre os comerciantes;
Envolver a autarquia e a associação empresarial; Melhoria na utilização do estacionamento; Reforço das zonas pedonais cuidadosamente arranjadas;
Criação de zonas de ócio (esplanadas, zonas verdes, parques infantis, praças públicas, etc.);
Melhoria das condições de limpeza e higiene e todas as medidas que pretendem dar corpo a duas ideias fundamentais: recuperar a clientela perdida e reforçar a influência do comércio local.
O COMÉRCIO LOCAL ESTÁ DEPENDENTE DE UMA GESTÃO RACIONAL E EQUILIBRADA DEVE POR ISSO, NÃO HAVENDO UMA ESTRATÉGIA AUTÁRQUICA PARA O COMÉRCIO LOCAL, SER UM NOVO DESAFIO CONCELHIO: ajudar o comércio local a encontrar o seu lugar na nova textura económica, com imaginação, ousadia e sentido de oportunidade
A SOLUÇÃO: Passa por renovar a imagem e dar um novo rosto ao Comércio LOCAL mas,
É PRECISO QUE O COMÉRCIO LOCAL SE LEMBRE QUE TEM QUE TER HORÁRIOS COMPATIVÉIS COM OS DIVERSOS OUTROS SECTORES DE ACTIVIDADE LOCAL.
É PRECISO QUE A AUTARQUIA FAÇA ALGO PARA FIXAR PESSOAS, QUE CRIE OPORTUNIDADES DE FORMA A CHAMAR PESSOAS.
É MAIS FACIL UM COMERCIANTE NO BOMBARRAL, COMPAR UM CARRO NOVO DO QUE REMODELAR O SEU ESTABLECIMENTO.
É PRECISO QUE TODOS QUEIRAM, PROPRIETÁRIOS DE LOJAS ABERTAS E DE LOJAS FECHADAS, (QUE TEM QUE DECIDIR SE AS QUEREM MANTER FECHADAS A DEGRADAR OU ABERTAS A REVITALIZAR COM RENDAS SUPORTAVEIS) OS COMERCIANTES, A AUTARQUIA, E AS ASSOCIAÇÕES DO SECTOR
MAS, ACIMA DE TUDO É PRECISO PESSOAS.
UM PRIMEIRO PASSO PASSA PELA ISÊNÇÃO DE HÓRARIOS JÁ DURANTE O FESTIVAL DO VINHO E DA PÊRA ROCHA.
 
«intervenção feita durante o colóquio, (o comércio no Bombarral que futuro?), organizado pela Associação Bombarral Sustentável, auditório municipal, 24 de julho de 2015»

junho 25, 2015

Agora, é um Museu Automovél

Não sei se já ouviram falar, mas acho que todos sabem, a Câmara do Bombarral não tem dinheiro. Não tem dinheiro para fazer obras, não tem dinheiro para arranjar estradas, não tem dinheiro para comprar materiais. Não tem dinheiro para nada….
Porém, na sessão de câmara do passado dia 20 de maio, com a aprovação de todos, PS, CDU, CDS e PSD vai contrair um empréstimo de 370.000€, trezentos e setenta mil euros, para comprar as antigas instalações do IVV, aliás instalações que foram construídas com o dinheiro dos vinicultores á época. A actual câmara vai endividar-se ainda mais e vai comprometer o futuro de próximas câmaras com encargos e mais um empréstimo.
E para porquê? Pergunto eu.
Dizem os donos do palácio camilo que ao vão comprar o IVV para juntar as oficinas camarárias actuais existentes quer na zona industrial quer junto á “antiga fonte velha”, que já não existe (mais uma bela obra que a câmara destruiu), ficando assim tudo no mesmo edifício. Mas como o terreno tem 4 hectares ainda segundo os donos do palácio camilo querem vir a instalar um museu automóvel e um pavilhão multiusos.
Depois do que vos escrevo podem, eles, vir dizer que vendem as instalações antigas existentes para amortizar este empréstimo. Tretas, tretas e mais tretas são o que nos têm dito ao longo destes últimos 10 anos em que não fizeram uma única obra em benefício dos bombarralenses.
Pergunto se numa câmara que ao longo dos tempos tem herdado tantos terrenos e tem tanto terreno há a necessidade de comprar as instalações do IVV para fazer armazéns camarários?
Tem, ou não tem o município terreno, por exemplo na zona do falcão, onde pode construir esses armazéns sem ter que comprar terrenos privados?
Qual a necessidade de endividamento nesta compra?
Que interesses servem este negócio?
Não seria melhor negócio e de interesse municipal a câmara procurar um investidor privado para comprar e investir nesses terrenos? E a câmara construir em terrenos próprios, investindo nessa construção parte da mais-valia obtida com a venda das actuais duas instalações existentes?
E quanto se vai gastar para além da compra das instalações do IVV em infra-estruturas novas e no desmantelar do todo ou em parte dessas instalações?
Com tanta viagem ao exterior, Itália, Brasil, Escócia, Inglaterra não resultou nenhum contacto com possíveis interessados em investir no Bombarral?
Não estou a levantar qualquer suspeita mas quem vai ganhar com todos estes negócios, imobiliários? Os bombarralenses...? O concelho do Bombarral…? Quem…?
Se temos uma zona de comércio e serviços que não se vende porque a câmara quer 45€ por metro quadrado.
E que interesse terá para o Bombarral um museu automóvel, quando o museu automóvel do Caramulo luta com grandes dificuldades para não fechar.
Há tantos anos que necessitamos de obras de readaptação e restauro do mercado municipal e não há dinheiro sem se faz um empréstimo para esse fim e agora vem-se megalomanamente falar na construção de um pavilhão multiusos.
Que mal fez o Bombarral a esta gente para que nada aconteça de bom nesta terra. Estou farto de tanta incompetência e não estou sozinho!
Gostava, acho mesmo que gostávamos todos que o município tivesse projectos, mas projectos credíveis possíveis de executar e de criar mais-valias económicas e sociais para os munícipes deste concelho.
Mas não, agora mais um projecto para juntar ao já tão famoso e esquecido por muitos, parque temático do Bombarral.
Oxalá eu me engane…
(in jornal Noticias do Bombarral)

maio 27, 2015

Tenho saudades do futuro

Todos sabemos que normalmente após uma coligação governativa é sempre o partido mais pequeno o mais penalizado nas eleições seguintes.
Paulo Portas é demasiado inteligente.
Por isso tudo fez para ir, ás urnas nestas legislativas, coligado com o PSD. A distribuição de lugares nas listas terá em conta principalmente os resultados das últimas eleições legislativas garantindo assim o CDS que as suas perdas, a acontecerem, serão mínimas.
Agora se bem conheço, e conheço, o partido onde militei durante tantos anos Paulo Portas com esta coligação resolveu os problemas de falta de pessoas do CDS para fazerem campanha, deixando-a na sua maioria para o PSD e para os dirigentes nacionais e garante que no caso da coligação não ganhar as eleições o CDS terá deputados suficientes para, em alternativa, se coligar com o PS no caso deste ganhar e garantir assim uma maioria absoluta.
Como gosta de dizer Paulo Portas e eu também - tenho saudades do futuro.
Pensem nesta analise e depois das eleições falamos.

Pimentorium in anus outrem refrescus est.

Estou cansado de tanta incompetência, tanta falta de seriedade e tanta miséria intelectual na politica deste concelho.
Depois das últimas eleições, sem maiorias, esperava-spae que os temas do momento deveriam ser a definição e a aplicação de uma estratégia ra o concelho do Bombarral e que deveríam os politicos responder, ás perguntas de como arranjar soluções, enquanto eleitos para gerir a coisa pública, para:
- Como fazer crescer a Economia local?
- Como reduzir o Desemprego local?
- Como desenvolver e certificar as actividades e o turismo local?
- Como desenvolver a sociedade local?
- Como criar infraestruturas para a implantação empresarial?
- Como colocar o Bombarral no mapa nacional e internacional?
A verdade é que não planearam não têm estratégia nem estão a discutir nada disso.
Ao contrário, os agentes políticos resolvem trocar os serviços públicos pela requalificação do mercado municipal. Continuando a viver num mundo isolado da realidade. Não percebem nada do que se passa à sua volta nem dos anseios dos bombarralenses. Nem compreendem que ao acabar com estes serviços ou mesmo reuni-los numa tal loja de cidadão, irá reduzir o numero de pessoas empregadas nesses serviços e por consequência o numero de pessoas e familias a habitar no concelho do Bombarral.
Pior, é que os que percebem fingem que não percebem.
É tempo dos donos do palácio camilo perceberem que apesar do Bombarral estar no centro da maior região produtora de pêra rocha de excelência do mundo isso por si não é atractivo nem qualquer valia turistica.
Ninguém vem ao bombarral para ver pomares de pêra rocha. Mais, ninguém vem ao Bombarral porque não há nada para visitar ou para comprar.
Salvo o Budha Eden Park, e talvez os vinhos da Companhia Agricola do Sanguinhal, nada mais está no mapa nacional de visita para qualquer agência de viagens ou promotor turistico.
Será que alguém no seu perfeito juizo acha que as nossas igrejas ou ermidas as grutas ou outros monumentos sem a criação de rotas ou roteiros de visita com uma componente gastronómica farão alguém passar pela nossa terra.
Só no palácio Camilo é que são iluminados ao ponto de julgarem ser possivél alguém deslocar-se ao Bombarral para visitar o Museu Municipal.
Vocês vinham cá? Para vêr o quê? Para vêr que obras? Para fazer o quê?
Nestes tempos em que por todo o país se realizam e inventam, durante o ano e em particular no verão, eventos históricos, eventos gastronómicos, eventos, eventos, eventos. Nesta terra todos os politicos vão de férias, turismo para eles é quando vão de férias... Antes e logo a seguir ao festival do vinho que não passa de mais um evento"zinho" para servir e juntar as hostes politicas locais onde os eleitos se pavoneiam como se um trabalho muito importante tivessem realizado ao longo do ano.
Ser eleito local devia ser uma honra e a obrigação de realizar obra para o desenvolvimento da terra dos concidadãos que o elegeram. Infelizmente nesta terra não há honra em ser autarca, só conta o fim-do-mês, a obra é só para ser promessas eleitorais.
Lembram-se da anunciada criação, com pompa e circunstância, do Gabinete de apoio ao agricultor? Pois já se passaram 7 meses. E o parque temático? Já passaram quantos anos?
Enquanto outros concelhos vão criando, vão fazendo, vão promovendo. Nós fazemos o quê?
 
(in Jornal Noticias do Bombarral)

 

setembro 13, 2014

Feitas as contas

Do alto da minha pouca sabedoria, concluo que o CDS-PP convidou Jaime Gama do PS para fazer, aquilo a que Gama chamou uma “auditoria externa”, este fim-de-semana na Universidade de verão que se realizou em Peniche
O socialista Jaime Gama, acredita que o PS não vai conseguir uma maioria absoluta sozinho. Nem com Costa nem com Seguro.
E avisa, que não há espaço para Governos de minoria.
Ora se Gama diz que o PS não chega lá sozinho, e Marcelo Rebelo de Sousa prevê o mesmo para o PSD
Isto só significa que Gama e Marcelo são a favor um de um futuro entendimento pré eleitoral PS/CDS e o outro de uma nova coligação PSD/CDS para 2015.

Feitas as contas quem ficará sempre a ganhar é o CDS

julho 31, 2014

FESTIVAL BOMBARRAL PEAR ALIVE

A nossa terra tem que caminhar, caminhando para o futuro a criar condições para movimentar cada vez mais gentes e a criar condições para ajudar o crescimento económico do tecido empresarial bombarralense e da qualidade de vida dos seus habitantes.
Assim, acho que já é tempo do Bombarral e das entidades oficiais locais pensarem seriamente em organizar e realizar uma grande primeira edição do Festival de Verão – BOMBARRAL PEAR ALIVE – um festival que deve apostar na música portuguesa, na promoção dos produtos rurais e artesanais de produção local, nos ranchos folclóricos da terra e no circo, com um cartaz 100% nacional, durante uma semana em que se aposte na música no artesanato, nas tradições e na ruralidade do nosso concelho.
O certame deve ser dividido em áreas distintas que envolvam toda a vila, como a Praça do Município com feira de promoção e venda de produtos de fabrico local, vinhos, licores, doces e mel, etc… o Largo da Igreja com feira de promoção e venda de produtos de artesanato local e alguns convidados no Largo dos Aviadores, musica, com a atuação dos Ranchos Folclóricos e outras atividades culturais e grupos musicais também locais (sendo estes espaços diurnos e noturnos com acesso gratuito), já o Campo de jogos do SCEB, será um espaço noturno com acesso pago, o recinto principal, onde será instalado um palco e diariamente devem ter lugar espetáculos musicais com artistas a solo ou bandas musicais unicamente portuguesas, será ainda montado na Av. Dr. Joaquim de Albuquerque um Circo também nacional.
Assim serão, portanto, promovidas, além dos concertos, diversas atividades paralelas de índole local e atividades dirigidas a toda a família.
A promoção deste festival deverá ser feita a nível nacional e internacional de forma a atingir um público variado quer no gosto quer na idade.
Na zona de comércio e serviços devem ser criadas condições para o estacionamento e permanência de auto caravanas e na mata municipal a possibilidade de instalação de tendas individuais.
As iniciativas promocionais e eventos locais devem abrir às 10h00 e encerrar sempre depois do final dos concertos que devem ser agendados a partir das 20h00.
Ao comércio local deve ser facultado um horário totalmente flexível funcionando o comércio no mínimo até ao fecho dos eventos.  
É a minha perspetiva de uma forma diferente de lançamento do concelho do Bombarral, proponho a discussão e dou a palavra aos bombarralenses e aos eleitos que devem, na minha opinião, entender a sua eleição e pautar a sua atuação com espirito de missão devendo rodear-se de pessoas com iniciativa, conhecimentos e vontade de fazer.

Depois digam que eu não avisei

junho 22, 2014

Afinal no Bombarral há o quê?

Eles não sabem nem sonham, que o sonho comanda a vida, e que sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos duma criança. (…..)
Só entendemos este como o pensar um autarca, de um autarca preocupado com a sua terra e as suas gentes, não sendo assim é por isso eles não sabem o significado da frase:- no Bombarral nada acontece.
Depois vêm em tom provocatório responder do alto da sua ignorância que no Bombarral afinal há. Mas afinal no Bombarral há, o quê?
Tão curta e tão míope que é a visão de quem acha suficiente que uma festa de coletividade ou reabertura de uma sala de museu ou mesmo um baile noturno com uma banda da região são eventos que atraiam alguém para além das nossas gentes.
Quem vira de fora do Bombarral para assistir á reabertura de uma sala do Museu do Bombarral? Só nós os que cá estamos e mesmo esses serão muito poucos.
Quem visitará o Bombarral, neste ano de comemoração (?) dos 100 anos de fundação do concelho com este tipo de atividades? Logicamente que estas atividades devem e têm que acontecer durante todo o ano mas, pede-se e exige-se que num ano histórico da vivência deste concelho haja mais, haja mesmo muito mais do que uns bailinhos de província.
Esperava-se que num ano histórico em vez de se cair no ridículo de atribuir medalhas a tudo e a todos se tivessem eventos que obrigassem, jornais e televisões a falar da nossa terra. Podem vir, demagogicamente, dizer que a RTP vai fazer um programa aqui na vila – o verão total – mas esse também já estava prometido desde o ano passado.
Esperava-se mais, muito mais, esperava-se principalmente que a câmara tivesse autarcas e pessoas empenhadas em promover o que há de bom no concelho do Bombarral, esperava-se que os responsáveis tivessem capacidade para juntar e unir as pessoas e as diversas competências e que tivesse ao longo do passado ano criado condições e um programa que estivesse à altura da história do concelho, pelo menos até 1980.
É tempo de alguns dos que se julgam donos da nossa terra entenderem que a história do Bombarral se iniciou há muitos anos, muito antes de 1914 e não quando o PSD ganhou as eleições autárquicas no Bombarral.
Este programa das comemorações dos 100 anos do concelho do Bombarral devia, isso sim, ser um programa de comemorações, tipo, dos últimos 20 anos do concelho do Bombarral e ai sim estaria o programa que apresentam e têm vindo a alterar ao nível da história do concelho dos últimos 20 anos, adiado.
Esperava-se que a câmara tivesse preparado um programa de inaugurações de obras de mostras do tecido económico do Bombarral de mostras de artesanato local de atividades lúdicas cativantes, de povo exterior ao concelho, tipo reconstituição de momentos e batalhas medievais, reconstituição de rua de atividades locais antigas, da realização de uma rota eclesiástica em vez de demagogicamente colocar as procissões anuais neste programa, da realização de um mostra de doçaria local, etc..
Nós, principalmente esperávamos que tivessem tido a visão e o engenho de trazer à vila e ao concelho pessoas, muitas pessoas pois só com pessoas externas é possível crescer e ajudar o tecido económico-social.
Quando afirmamos que no Bombarral não acontece nada, referimo-nos sempre e logicamente á falta de atividades com visão no exterior, ou os senhores acham que o Bombarral não merece mais do que um Festival da “pera bêbada”?
É preciso fazer é preciso criar a habituação nas pessoas para que as atividades se imponham e enraízem ao longo dos anos, agora não fazendo é que nunca sairemos deste marasmo. É preciso promover o Palácio Gorjão e o Palácio Camilo noutros locais e criar atividades nos mesmos que cativem visitantes.
Enquanto os políticos do Bombarral não souberem lidar com a crítica e não descerem do pedestal dourado em que se colocaram e trabalharem ombro a ombro com os munícipes o Bombarral continuará a caminha para um definhar que nos colocará no fim da cauda do Oeste.

Depois digam que eu não avisei.

abril 27, 2014

Ò gente da minha "aldeia"...

Ò gente da minha aldeia…
Nunca é tarde para obter perdão, porém, no meu caso, não sei.
Não sei se mil pai-nossos ou até mil ave-marias serão suficientes para obter o perdão pelo arrependimento que sinto ao ter votado no candidato do PSD para presidente da Câmara Municipal do Bombarral.
Ò gente da minha “aldeia”, já alguém perguntou a esta gente o que fazem durante um dia inteiro de “trabalho” tantos vereadores, assessores e secretários de uma Câmara Municipal que é de todas a mais cara politicamente de sempre.
A Câmara Municipal não tem quaisquer obras a decorrer, nem tem em mãos a preparação de qualquer atividade cultural, social ou desportiva de relevo.
A Câmara Municipal não tem nada. Não tem alcatrão, não tem tintas, não tem gasóleo, não tem parafusos, não tem lixa, não tem papel higiénico, não tem nada.
Repito a Câmara Municipal do Bombarral não tem nada para gerir ou fazer neste momento.
Então porquê 4 vereadores a trabalharem diariamente no município?
Alguém sabe o que faz esta gente toda numa Câmara que não tem trabalho?
Nunca uma Câmara Municipal da nossa “aldeia” fez tão pouco e tentou tão pouco como a atual Câmara Municipal que como as dos últimos 20 anos é governada pela gestão do PSD, só que desta vez tem o apoio do CDS, como outrora teve o apoio da CDU.
Que razões levam estes políticos, para além do vencimento mensal, a continuar a ignorar a situação em que a Câmara se encontra e a continuarem a ignorar as propostas dos munícipes?
Que Câmara é esta que sendo o maior empregador do concelho do Bombarral e não tendo trabalho para os seus empregados ainda cria mais cargos políticos para gerir.
Mas para gerir o quê?
Duas décadas de maioria PSD deviam estar nos antípodas do desenvolvimento económico e social e da democracia no concelho do Bombarral. Mas, infelizmente, estas duas décadas ensinaram muito pouco aos bombarralenses, que cegamente têm votado no PSD e, que ainda não perceberam o que é preciso fazer para o concelho avançar.
As maiorias desta gestão nos últimos 20 anos não funcionaram, foram como um guarda-chuva que não deixou o desenvolvimento molhar as terras das gentes da minha “aldeia” foram e são fartas em discriminação e intolerância, e minaram e minam o desenvolvimento local ao representarem uma visão reducionista e excludente do concelho.
Evidentemente desprezo todas as teses de que a oposição só sabe falar mal e criticar o trabalho, pela simples razão de que não há trabalho.
Aliás é preciso admitir o incômodo despertado na gestão maioritária pelas declarações que lhe não são favoráveis. Para alguns, é até tentador desejar silenciar vozes contrárias, mas a falta de qualquer obra é demais evidente e desgastante, quer para os munícipes quer até para os funcionários, sempre acusados de nada fazerem, quando se o quiserem fazer não o podem fazer por falta de matéria-prima.
O senhor presidente da câmara, e não é um pequeno ônus, não tem capacidade politica para gerir o concelho do Bombarral e sabedores disso no seu próprio partido já se prepara a sua substituição pelo seu numero dois e atual vice-presidente que assumido uma estratégia anteriormente delineada, por outros, se limita a ver passar o tempo sem fazer ondas ou apresentar opiniões.
Enquanto isto e mais uma vez a interesse de terceiros o Concelho do Bombarral vai definhando e perdendo o seu comércio, os seus serviços e os seus habitantes.
Não percebo o que faz a oposição, se não tem uma atitude de força que permita acordar as gentes da minha “aldeia”

abril 09, 2014

Antonio Malta

Fui no facebook e sou por ai, por alguns mais inseguros, acusado de ser o pai da nova figura crítica do Bombarral, o já famoso António Malta.
Já o desmenti e volto a desmentir, não para me justificar perante alguém mas para não ter que me chatear com ninguém, não sou o António Malta.
Tenho acompanhado esta figura que com um olhar critico, tem desvendado notícias de há muito conhecidas mas não comentadas, começa a incomodar alguns políticos mais vulneráveis e irritáveis facilmente por não saberem coabitar com a crítica.
Aliás, sei de alguns políticos que quando se levantam vão logo ver se o "António Malta" disse e publicou alguma coisa sobre eles. Parece utópico mas é verdade.
O ser politico ou ser gestor publico, o ser figura conhecida publicamente obriga a desenvolver defesas e não levar demasiado a sério muitas das críticas que nos são feitas. É imperioso que quem está na ribalta tenha “fair play” suficiente para ouvir e saber responder.
Quando isso não acontece, logo, todos começam a comentar que: quem cala consente e está na hora de dar um passo adiante.
António Malta, Maria Malta. 
Mas, como saber se ele é um ele (ou ela), ou muitos eles e elas? Para alguns esta questão é muito importante, para mim e para a grande maioria silenciosa é a que menos importa. Os grandes processos judicias nacionais nasceram todos de denuncias anonimas, caminharam estão em curso e algumas até deram em condenações mais ou menos mediáticas. O que importa é tornar publico o que está mal de forma a que os visados se manifestem em sua defesa ou se demitam.
Interessa pois é saber se o que ele(a) “António Malta” escreve é verdade ou é mentira. 
A verdade é que não vi ainda nenhum dos visados pronunciar-se sobre as noticias que os visaram. É por isso assim que vem o povo o diz: quem cala consente.
Pessoalmente custa-me a acreditar em muitas das coisas que vão sendo publicadas mas a verdade é que elas são acompanhadas de elementos visuais que até hoje não vi ninguém contestar ou desmentir.
Podemos contestar a questão da objetividade da ética ou os mais célticos até sentirem-se pouco atraídos pela ideia de que a moralidade das publicações não é mais do que um conjunto de convenções antissociais. Aliás depois de passar em revista as crenças morais e culturais da nossa terra, conclui-se que "O costume predomina sobre todas as coisas," e alguém que pense o contrário é simplesmente ou ingénuo ou um mal formado sem "abrigo"
O bem e o mal são invenções dos mais fortes que os ajudam a dominar os mais fracos. Na nossa terra todos vimos, todos ouvimos e uma grande parte sabe que não há nada de mentira no que o famoso “António Malta” tem escrito e publicado, porém o medo da exposição e das retaliações públicas leva muitos de nós a não concordar e na maioria das vezes a negar o que sabemos ser verdade.
É o saber viver hipocritamente entre políticos e outros seres hipócritas, é o saber viver num concelho que pouco ou nada tem para dar a quem cá trabalha ou depende das empresas públicas, locais, onde trabalha, como a Câmara Municipal, a Santa Casa, o Centro de Saúde, a Segurança Social, o Tribunal, as Finanças e as Escolas que são os principais empregadores do concelho que é mais importante manter o sustento do que pôr os pontos nos is.
Pena que não tenha havido mais, ou que este António Malta não tenha aparecido há mais anos.
Porventura muitas coisas se teriam sabido mais cedo e muitos munícipes poderiam ter votado em anteriores eleições de forma diferente.


E como diz o famoso "António Malta" - beijos e abraços. Será que ele é dos Maltas da Delgada ?

março 26, 2014

100 anos do concelho do Bombarral

Pobre, muito pobre mesmo o programa daquele que deveria ser um ano rei, um ano de festividades culturais. lúdicas e sociais sobre os 100 anos da criação do concelho do Bombarral.
100 Anos é muito tempo para tão pouca coisa, arrisco mesmo a dizer para nada, num concelho com tanta história e que caminha para um abismo cada vez mais sem retorno.

Numa conferência de imprensa onde os presentes tiveram oportunidade de desfrutar de um jantar com vários pratos típicos da região, de onde fizeram parte do menu o tradicional (?) Sarrabulho, a Carne Frita, os Jaquinzinhos (?), os Ovos Mexidos com Alheira (?), a Tarte de Pêra Rocha, os Gorjões do Palácio e os Crepes com doce de Pêra Rocha, era de esperar que a organização municipal apresenta-se um programa farto de atividades em todo o concelho.

Mas não.
A organização optou por juntar as atividades normais das coletividades como o círculo de cultura musical, os bombeiros, os lendários, os alunos da escola Fernão do Pó, o bombarralense, o cicloturismo de Famões, o amigo fiel, o rotary clube e as irmandades religiosas do Carvalhal e chama-las de comemorações dos 100 anos do concelho.
Pasme-se, até o corso do festival do vinho é uma atividade dos festejos. Normalmente para se fazer um programa é necessário haver conhecimento da matéria. Ninguém põe jogadores de bridge numa seleção de futebol, então para quê pedir a pessoas não preparadas nem renumeradas a organizar a principal Festa do Bombarral dos últimos 100 anos ?
Depois de diversos comentários nas redes sociais e nos cafés da nossa Vila sobre a divulgação, mais uma vez, tardia das comemorações o Sr. Presidente da câmara mais uma vez - em vez de ser um homem de ação, foi um homem de reação – e reagiu com a publicação de um cartaz referente às comemorações que se iniciam no próximo fim-de-semana. Como de costume publicidade para consumo interno, tarde e a más horas.
Como já vai sendo hábito e nos vamos acostumando tudo o que se organiza nesta terra é para consumo interno, para contentamento das hostes partidárias e para uns quantos possam mostrar-se ao partido.
Para que um executivo com 3 vereadores permanentes, 3 secretários e 1 chefe de gabinete, para além do Presidente e que continua a desleixar a informação publica externa ao concelho e às hostes partidárias.
Que comemorações são estas que se passam só na Vila para além de considerar a procissão e a feira do Carvalhal como um evento comemorativo dos 100 anos do concelho, quando foram esquecidas dos políticos durantes pelo menos os últimos 40 anos?
Que comemorações são estas que decidem aproveitar um livro que devia ter sido lançado em 2011 pelo bombarralense, como parte integrantes das comemorações dos 100 anos do concelho.
O livro vem com 3 anos de atraso e o concelho nos seus 100 anos não está com 3 anos de atraso mas já vai a caminho dos 20 anos de atraso comparado com as cidades que nos rodeiam, outrora aldeias quando nós eramos Vila e hoje caminhamos para aldeia.
Dizia “Óscar Wilde” – uma ideia que não é perigosa não merece ser chamada de ideia – e estas comemorações não trazem uma única ideia nova para cativar alguém a vir do exterior ao Bombarral para conhecer a nossa história e o que este concelho tenha para oferecer a quem nos possa visitar.
Como diz uma amiga minha bombarralense, para estes governantes concelhios turismo é quando os mesmos vão para fora e nunca quando os de fora visitam ou possam vir a visitar o Bombarral.
Quando o ponto alto das comemorações deveria ser no mês de maior movimentação de naturais, emigrantes, é mesmo nesse mês de agosto que nada acontece, como de costume, os políticos vão fazer turismo lá fora.
É um lamento que a Câmara Municipal no ano em que se comemoram 100 anos da criação deste concelho não faça uma única atividade que mostre aos mais novos e que possa ser mediatizada o que foi e qual a história deste concelho e dos grandes homens que lutaram pela sua criação e dos grandes homens da cultura, dos negócios e mesmo da política que nasceram, viveram e morreram para defender os interesses do Bombarral.
Estes e outros políticos recentes que agora governam, a história se encarregarão de os julgar pela sua ignorância e pelo desconhecimento do que verdadeiramente é servirem a causa pública.

Muito cresceu o Bombarral quando os políticos eram voluntários. 
E hoje … ?