dezembro 24, 2011

Descansa em paz

Faz hoje 3 anos que partiste, deixas-te o teu perfume e a saudade em quem te conheceu e contigo privou. Descança em paz.

dezembro 20, 2011

Querem acabar com futebol

Lamentável. Querem acabar com o futebol do Sport Clube Escolar Bombarralense, se fosse só isso. O problema é mais, parece-nos que não é só com o futebol que querem acabar mas sim com o próprio Clube, com o SCEB. Temos assistido nestas últimas semanas a uma debandada quase total dos atletas seniores do Bombarralense, o que levou á falta de condições para que o treinador se mantivesse em funções acabando também ele por sair. O que logicamente levou á queda do Director de Futebol que abandonou a direcção. Não acreditamos que um atraso de 10 dias no pagamento dos ordenados seja motivo suficiente e pretexto para esta debandada de atletas, amadores e, até alguns deles filhos do Bombarral sem que para isto não haja por aqui o dedo ou mesmo a mão de alguém. Esta atitude parece-nos uma atitude premeditada e ensaiada. Esperamos e aconselhamos mesmo os actuais dirigentes do futebol e em particular o presidente da direcção a que tome uma atitude firme e de acordo com os pergaminhos do clube a que preside e que não abra mão das contrapartidas justas para que os passes dos que desertaram sejam assinados, isto é, que exija que a totalidade dos custos que o clube teve, inscrições, seguros e ordenados, sejam pagos integralmente. O SCEB é um clube de bem. E os seus dirigentes não podem deixar passar em branco esta “pulhice” os interesses do SCEB estão acima dos interesses dos que partiram e não podem deixar que esta seja uma “jogada” que fique impune. Recordamo-nos que desde a jornada de Peniche que se fala em acabar com o futebol sénior. Lamentamos que alguma da razão que move aqueles que hoje como em outras ocasiões não conseguiram cumprir com as suas obrigações enquanto dirigentes e, mais, até em parte responsáveis pela difícil situação em que o SCEB se encontra, venham agora como “cordeiros” - mas - arautos da desgraça pé ante pé a rir como hienas quando auguram que o futebol caia em desgraça. Somos de opinião que a direcção foi eleita e cabe-lhe resolver as situações existentes e levar o seu mandato até ao fim, mas também aos sócios cabe em Assembleia Geral decidir o destino que querem para o Clube e deve o presidente dessa mesma Assembleia estar atento aos sinais exteriores de forma a esclarecer os sócios e quiçá ajudar a direcção a ultrapassar dificuldades, a exemplo de anteriores presidentes. Infelizmente, talvez por imposição de outros cargos, isto não está a acontecer, e os sócios querem ser esclarecidos da actual situação do Clube quanto às contas, que vão ficando no esquecimento, e qual quanto ao futuro do clube e do futebol sénior em particular. É importante que os sócios e os pais dos jovens atletas saibam também as razões porque a autarquia deixou de apoiar nos transportes ao desporto amador de um clube com utilidade pública e que neste capítulo do desporto amador, substitui o papel da própria câmara municipal. Acreditamos e acreditem que o que se prepara de seguida será a obrigação de pagamentos de utilização do estádio e do pavilhão municipal. Nunca devia o SCEB ter aceitado sair do seu estádio no centro da vila para umas instalações que não são suas. È muito importante criar laços com a sociedade e a saída dos jogos para fora da vila fez com que muitos sócios se desassociassem da vida futebolística do SCEB. Estes laços têm que se reatados de forma a fazer renascer a alma do SCEB. O SCEB tem que se auto-sustentar, somos de opinião que o futebol sénior deve militar na divisão distrital de honra, aliás de onde nunca deveria ter saído, e tem que promover e cativar todos, e são muitos, os jogadores filhos da terra para vestirem as cores do SCEB e fazerem renascer a esperança de levar muitas famílias até ao seu velhinho estádio. Isto é possivél e esta é a solução! Digam o que disserem se o SCEB não seguir este caminho o SCEB não acaba com o futebol, o SCEB acaba consigo próprio! Sabemos que há neste momento quem esfregue as mãos de contente pela situação actual do SCEB. Nós não! Nós lamentamos que o clube esteja a passar por estas vicissitudes e como já referimos a direcção foi eleita para gerir e deve gerir até ao fim do seu mandato, só é pena que não haja da parte de alguns dos dirigentes a clarividência e a modéstia de tomarem a atitude que pode salvar os destinos do SCEB. Isso sim seria servir o Clube. O molde actual do Bombarralense só interessa a quem gosta de navegar na indefinição onde ninguém assume responsabilidades e a culpa morre sempre solteira. Voltámos a pedir uma Assembleia para apresentação e discussão de uma proposta de alteração dos Estatutos, que ajudem a modernizar o SCEB. Continuamos a não ser atendidos. Iremos seguir por outro caminho. Caros bombarralense, acreditem que se as modalidades que existem no SCEB para além do Futebol acabarem o SCEB não acaba mas, já o contrário será a extinção total deste grande clube que se continua a adiar para interesse pessoal de meia dúzia de dirigentes que de gestão desportiva não vêem “um palmo á frente do nariz”. O tempo é de responsabilidade e a breve tentativa de acabar com o futebol é de uma irresponsabilidade total. O Bombarralense não é o Futebol de salão, Ginástica, Patinagem ou outras modalidades, o Bombarralense nasceu para o ciclismo e para o futebol, tudo o mais são rêmoras que nadam por perto.

dezembro 08, 2011

Temporada Boba (continuação)

Está de parabéns a direcção do SCEB pela organização do jantar de aniversário dos 100 anos do clube, pois contrariamente a todas as expectativas mais optimistas conseguiu juntar certa de 250 pessoas num jantar diferente dos habituais jantares.

E digo diferente não por ser o jantar dos 100 anos mas por ser um jantar onde ficámos a saber, publicamente, que o presidente da Associação de Futebol de Leiria é do mesmo partido politico que o presidente da Câmara do Bombarral.

Não compreendemos se esta foi a forma que encontrou para pedir desculpa aos sócios do Bombarralense que estiveram duas horas á espera dele ou se foi para se desculpar perante os seus signatários políticos.

E assim entre um bocado de pão e vinho e mais esta e aquela história iniciou-se o jantar do centenário onde porém não marcaram presença os que diariamente seguem o SCEB nas actividades e nas assembleias, quiçá pelo elevado custo do jantar.

Pese embora haver alturas durante o jantar em que o mesmo mais parecia um jantar do PSD, temos que nos orgulhar por tanta gente ter aderido a esta comemoração onde na nossa opinião aconteceram coisas que marcarão alguns dos presentes e o clube para sempre.

Se mais não houvera pelo menos neste jantar, chegou-se á brilhante conclusão pela palavra do representante do futebol distrital que 1911 foi antes de 1914, e que o SCEB clube de futebol foi criado mesmo antes da Federação Portuguesa de Futebol, isto porque desconhecimento que o SCEB quando foi criado era um clube de ciclismo e não de futebol.
Se por um lado damos os parabéns á direcção por outro lado parece-nos continuar a inevitável “silly season” do Sport Clube Escolar Bombarralense à qual vai ser impossível escapar, já á algumas edições anteriores deste jornal se anunciava a exposição pública das contas das actividades culturais, aliás há meses pedidas por diversos associados. Porém continuamos na mesma pois a sua fixação foi adiada, disseram-nos por medo das finanças, que mais desculpas se irão arranjar para a não apresentação de contas?

Será que não há ninguém em algum órgão social que ponha razão nesta razão?

Um clube de utilidade pública como o Sport Clube Escolar Bombarralense é obrigado a prestar contas, aos sócios, às entidades previstas na lei e diz o bom senso ao público em geral, contendo o máximo de informação possível e cumprindo os estatutos que obrigam qualquer direcção a fixar publicamente a conta corrente mensalmente.

Os estatutos do SCEB são violados e manietados pelas necessidades de cada director ou órgão social, e a violação dos estatutos parece-nos que já passou a ser lei. Todos sabemos que há sócios que só se fizeram sócios depois de eleitos e há sócios, dirigentes, que endividam o SCEB, através dos bancos sem que alguma vez tenham solicitado á respectiva Assembleia Geral a autorização estatutária para isso.

Nós próprios, desde o dia 8 de Setembro, fizemos presente ao Sr. Presidente da mesa, aliás também Presidente da câmara, uma proposta de alteração dos estatutos do SCEB, proposta essa que acreditamos ir de encontro às necessidades estatutárias de que o clube carece. Os actuais estatutos estão desfasados da realidade desportiva e da realidade de gestão empresarial necessária para tirar o clube da situação caótica em que se encontra e em que se afunda mais com o passar do tempo.

Temos, ultimamente, escrito e alertado para situações menos esclarecidas que só servem aqueles que querem esconder a incompetência de actos anteriormente realizados.

Já passaram e foram ultrapassados todos os prazos para apresentação das contas do mandato anterior e, já foram ultrapassados todos os prazos para apresentar em Assembleia o plano de actividades e orçamento, conforme está previsto nos “tais” estatutos.

Isto dá força á ideia, que temos defendido desde inicio, que a actual direcção não tinha qualquer projecto para o clube nem tem qualquer plano de actividades e orçamento para a época desportiva e cultural, unicamente estava na candidatura continuar a esconder. E perguntamos mesmo a esconder o quê?

Vamos continuar a ver o clube gerido ao sabor do vento e sem qualquer planificação financeira e desportiva. Ma que mais podemos esperar de uma direcção que tomou uma posse, na nossa opinião, pouco digna pois estiverem ausentes quer o anterior quer o actual presidente da Assembleia na passagem de testemunho que foi feita por “segundas” directivas.

Lamentamos que ao fim de 100 anos este clube ainda não seja dirigido com fins desportivos, sociais e económicos bem definidos e que não haja a visão e o engenho para aproximar os sócios e o tecido empresarial do Bombarral em volta de um projecto que promova o Sport Clube Escolar Bombarralense e por consequência o concelho do Bombarral.

O SCEB tem a 2ª melhor sala de espectáculos do concelho.

Porventura também de entre todas as outras a mais suja do concelho, onde atletas jovens convivem diariamente, com o lixo que se vai acumulando nuns balneários que o deixaram de ser para mais parecerem uma lixeira, onde sócios mais idosos convivem numa sala onde se acumula o lixo e o verdete em sofás bolorentos e rasgados, uma sala onde por cada canto, ou atrás de cada porta existe uma cadeira ou uma mesa partida e amontoada.

A sede do Bombarralense precisa de manutenção, urgente, chove na sala onde se pratica desporto, chove dentro dos quadros eléctricos, chove por todo o lado, por baixo e por cima… E não vimos nem as direcções nem as modalidades instaladas a fazerem o que quer que seja para inverter este cenário.

É mais fácil, dizer que não há dinheiro e que por isso nada se pode fazer, no SCEB como no País é mais fácil pôr a culpa em outrem pelos nossos erros e problemas do que assumir a nossa inabilidade para os resolver. Estas situações só serão revertidas quando, como no passado, os dirigentes o forem porque acreditam numa causa e porque tem um projecto que pode ser pequeno e modesto mas sem ele nada acontece.

Conhecemos a realidade do SCEB e o modo de pensar de cada dirigente/seccionista que acaba sempre na “mesma conversa”: o dinheiro que entra no clube é só para o futebol mas, esquecem-se dos milhares de euros que entram para as secções que nada fazem para melhorar as condições da sala/sede que utilizam.

Temos dito e afirmamos que existem vários clubes dentro do clube e essa é uma verdade inegável, pelo que nunca percebemos porque é que desde a nossa direcção as modalidades que utilizam a sede deixaram de comparticipar nas despesas da luz, da água e da limpeza da sede. Nesse mandato para além da modalidade de ciclo-turismo, iniciaram-se também e evoluíam na sede as modalidades de patinagem, hóquei em patins, bilhar e ballet para além das outras já existentes como a ginástica e o ténis de mesa e os torneios de futebol de salão, todas elas participavam nas despesas de forma para que a gestão e a limpeza do espaço fosse feita indo de encontro às necessidades de cada modalidade e para que a sede tivesse os funcionários necessários para que sócio ou não, tivesse o apoio que necessitava, aliás situação que agora parece-me que não acontece, e digo-o porque nós próprios durante este último mês fomos á sede por quatro vezes para tratar de assuntos de secretaria e com muito azar nosso nunca encontrámos a mesma aberta no horário fixado.

È importante refundar o Sport Clube Escolar Bombarralense no ano 100. O clube necessita de organizar uma grande Assembleia magna, quiçá um Congresso que junte sócios, atletas e dirigentes, actuais e antigos mesmo que não sócios, para que todos em conjunto com as entidades desportivas e culturais e até com os cidadãos interessados no associativismo possa ser discutida a utilidade do SCEB e para que sejam encontradas soluções e linhas de orientação que permitam que o Bombarralense cumpra o seu papel de utilidade pública.

Aprendemos ao longo dos nossos 52 anos que devemos sempre tentar beber onde o “vinho” é bom, assim copiar os bons exemplos não tem mal nenhum e temos pelo país os mais diversos exemplos de trabalho associativo e público com frutos para a população onde estão inseridos.

E não é esse o estatuto de utilidade pública?

Mas, infelizmente há muitos dirigentes e entidades locais que ainda não compreenderam o que é esse estatuto nem o querem compreender e aceitar.

Nesta terra onde habitamos, uns por nascimento outros por opção é tempo de deixar de ter medo do protagonismo dos outros em detrimento do nosso. Um clube bem gerido e cumpridor da sua utilidade pública é um clube que serve os seus associados e a população em geral e que pode substituir as entidades oficiais em actos para que não estão preparadas, recebendo dai as contrapartidas necessárias.

Nos antípodas do desinibido tom crítico mas não destrutivo que utilizamos, reavivou-se-nos a memória da velha máxima nacional que diz que: "Desgraça de pote é caminho de riacho."

Temos a dizer que por este caminho e no meio de tanto mercantilismo, a direcção não persegue um ideal por isso o melhor seria procurar uma viúva sem dificuldades financeiras, ou então apresentarem um plano de actividades que congregue os sócios de forma para que o clube não caia numa situação ainda mais insustentável, mesmo antes de faltar o dinheiro para o tão “culpado” futebol sénior, também este com “sócios” e funcionários do clube que julgam que ao ameaçar e ofender árbitros e equipes adversárias em campo é a melhor forma de corrigir os erros tácticos da equipe mas que fogem às responsabilidades quando o clube é castigado e multado pelas suas atitudes.

Neste ano 100 a direcção decidiu, homenagear 3 empresas bombarralenses que ajudaram o Bombarralense, sem qualquer margem para dúvidas merecedoras destas distinções mas, e as outras que ao longo destes 100 anos tem ajudado e fizeram com que o SCEB tenha chegado aos dias de hoje não podem ser esquecidas?

Porque não se iniciou esta distinção pelo passado de forma a chegar-se ao presente? Esperamos sinceramente que esta homenagem, não tenha sido o inicio de mais um ciclo de dificuldades do SCEB, o associativismo não é cego mas tem que ser imparcial.

setembro 18, 2011

"Silly season" do Bombarralense

Bem a propósito da inevitável “silly season” do Sport Clube Escolar Bombarralense à qual é impossível escapar, tropecei numa página da última edição deste jornal onde se anunciava a exposição pública das contas das actividades culturais, aliás á meses pedidas por diversos associados. Porém ainda não as vi porque não foram afixadas.

Um clube de utilidade pública como o Sport Clube Escolar Bombarralense é obrigado a prestar contas, aos sócios, às entidades previstas na lei e diz o bom senso ao público em geral, contendo o máximo de informação possível e cumprindo os estatutos que obrigam qualquer direcção a fixar publicamente a conta corrente mensalmente.

Os estatutos não podem servir unicamente para aplicar quando interessa aos valores instalados ou quando algum sócio se quer candidatar e não o pode fazer porque não cumpriu o período de nojo previsto nos mesmos, é necessário e credível cumprir sempre com os estatutos.

Os estatutos do SCEB são violados e manietados pelas necessidades de cada director ou órgão social, e a violação dos estatutos parece-nos que já passou a ser lei. Todos sabemos que há sócios que só se fizeram sócios depois de eleitos e há sócios, dirigentes, que endividam o SCEB, através dos bancos sem que alguma vez tenham solicitado á respectiva Assembleia Geral a autorização estatutária para isso.

Eu próprio, no decorrer da semana passada, fiz presente ao Sr. Presidente da mesa, aliás também Presidente da câmara, uma proposta de alteração dos estatutos do SCEB, proposta essa que acreditamos estar e vir de encontro às necessidades estatutárias de que o clube carece. Os actuais estatutos estão desfasados da realidade desportiva e da realidade de gestão empresarial necessária para tirar o clube da situação caótica em que se encontra e em que se afunda mais com o passar do actual mandato.

Tenho, ultimamente, escrito algumas linhas sobre o SCEB mas, também tenho em conversas, alertado para as situações menos esclarecidas que só servem aqueles que querem esconder a incompetência de actos anteriormente realizados.

Dediquei-me com afinco à análise de diversos conteúdos que giram á volta do SCEB e tirei várias conclusões. Os actuais corpos “dirigentes” para além de não apresentarem as contas do mandato da direcção anterior, já ultrapassaram, eles mesmos, todos os prazos para apresentarem em Assembleia o seu plano de actividades e orçamento, conforme está previsto nos “tais” estatutos.

Isto dá força á ideia, que tenho defendido desde inicio, que a actual direcção quando se candidatou, através de uma lista feita á pressa como todos sabemos, não tinha qualquer projecto para o clube nem tem qualquer plano de actividades e orçamento para a época, vamos por isso continuar a ver gerir o clube ao sabor do vento e indo de encontro às necessidades instaladas. (Desculpem se me engano, mas esta é a realidade do momento.)

A saber também, está o ambiente vivido em torno do inicio da época do futebol juvenil, onde vários pais levaram os filhos a trocar de clube por não acreditarem em quem o dirige. O que já levou a direcção a pedir á velha guarda que o dirija, o que para já não sabemos mas parece-nos que não foi aceite, a proposta.

Situações destas só acontecem e serão frequentes durante a época porque quando se avança sem projecto e sem pessoas para os cargos não se pode querer que os problemas sejam resolvidos.

Disse-o e assim farei, quer os que estão comigo quer eu próprio não sou nem seremos uma força destabilizadora ou um entrave ao que de bom se possa realizar no Bombarralense.

Lamento que ao fim de 100 anos este clube ainda não seja dirigido com fins desportivos, sociais e económicos bem definidos e que não haja a visão e o engenho para aproximar os sócios e o tecido empresarial do Bombarral em volta de um projecto que promova o Sport Clube Escolar Bombarralense e por consequência o concelho do Bombarral.

O SCEB tem a 2ª melhor sala de espectáculos do concelho.

Porventura também de entre todas as outras a mais suja do concelho, onde atletas jovens convivem diariamente, com o lixo que se vai acumulando nuns balneários que o deixaram de ser para mais parecerem uma lixeira, onde sócios mais idosos convivem numa sala onde se acumula o lixo, o verdete e sofás bolorentos e rasgados, uma sala onde por cada canto, ou atrás de cada porta existe uma cadeira ou uma mesa partida e amontoada, uma sala que não vê água nem cera á “séculos”.

A sede do Bombarralense precisa de manutenção, urgente, chove na sala onde se pratica desporto, chove dentro dos quadros eléctricos, chove por todo o lado, por baixo e por cima… E não vejo nem as direcções nem as modalidades instaladas a fazerem o que quer que seja para inverter este cenário.

É mais fácil, as direcções dizerem que não há dinheiro e que por isso não nada se pode fazer, no SCEB como no País é mais fácil pôr a culpa em outrem pelos nossos erros e problemas do que assumir a nossa inabilidade para os resolver. Estas situações só serão revertidas quando, como no passado, os dirigentes o forem porque acreditam numa causa e porque tem um projecto. Pode ser pequeno e modesto mas sem ele nada acontece.

Conheço a realidade do SCEB e o modo de pensar de cada dirigente/seccionista que acaba sempre na “mesma conversa”: o dinheiro que entra no clube é só para o futebol mas, esquecem-se dos milhares de euros que entram para as secções que nada fazem para melhorar as condições da sala/sede que utilizam.

Tenho dito e afirmo que existem vários clubes dentro do clube e essa é uma verdade inegável, pelo que nunca percebi porque é que desde a direcção de 94/95 as modalidades que utilizam a sede deixaram de comparticipar nas despesas da luz, da água e da limpeza da sede. Nesse mandato de 94/95 para além da modalidade de ciclo-turismo, iniciaram-se também e evoluíam na sede as modalidades de patinagem, hóquei em patins, bilhar e ballet para além das outras já existentes como a ginástica e o ténis de mesa e os torneios de futebol de salão, todas elas participavam nas despesas de forma para que gestão e a limpeza do espaço fosse feita indo de encontro às necessidades de cada modalidade e para que a sede tivesse os funcionários necessários para que sócio ou não, tivesse o apoio que necessitava, aliás situação que agora parece-me que não acontece, e digo-o porque eu próprio durante estes últimos quinze dias fui á sede por quatro vezes para tratar de um assunto de secretaria e com muito azar meu nunca encontrei a mesma aberta no horário fixado.

È importante refundar o Sport Clube Escolar Bombarralense e este era o ano ideal para o fazer, o ano 100.

O clube necessita de organizar uma grande Assembleia magna, quiçá um Congresso que junte sócios, atletas e dirigentes, actuais e antigos mesmo que não sócios, para que todos em conjunto com as entidades desportivas e culturais e até com os cidadãos interessados no associativismo possa ser discutida a utilidade do SCEB e para que sejam encontradas soluções e linhas de orientação que permitam que o Bombarralense cumpra o seu papel de utilidade pública.

Aprendi ao longo dos meus 52 anos que devemos sempre tentar beber onde o “vinho” é bom, assim copiar os bons exemplos não tem mal nenhum e temos pelo país os mais diversos exemplos de trabalho associativo e público com frutos para a população onde estão inseridos. E não é esse o estatuto de utilidade pública?

Mas, infelizmente há muitos dirigentes e entidades locais que ainda não compreenderam o que é esse estatuto nem o querem compreender e aceitar.

Nesta terra onde habitamos, uns por nascimento outros por opção, é tempo de deixar o medo do protagonismo dos outros em detrimento do nosso. Um clube bem gerido e cumpridor da sua utilidade pública é um clube que serve os seus associados e a população em geral e que pode substituir as entidades oficiais em actos para que não estão preparadas, recebendo dai as contrapartidas necessárias.

Este é o clube que protagonizamos hoje e, quem sabe, numa próxima candidatura.

Vamos, “tal patetas”, mais uma vez e desta vez em ano de centenário e com uma comissão composta de “ilustres” bombarralense, realizar um almoço ou um jantar de aniversário sem que se tenha durante o ano feito qualquer evento ou evocação destes 100 anos, num clube que até tem a única Taça de Portugal, atribuída em ciclismo, é muito pouco, diria mesmo não é nada porque aniversário faz-se todos os anos, agora 100 anos só se faz uma vez, e este ano somos nós e Vitória Futebol Clube, mais conhecido por Vitória de Setúbal.

Nos antípodas do desinibido tom crítico mas não destrutivo que utilizo, reavivou-se-me a memória da velha máxima nacional que diz que: "Desgraça de pote é caminho de riacho."

Caros Senhores Directores: tenho a dizer-lhes que por este caminho e no meio de tanto mercantilismo, os senhores não perseguem um ideal, o melhor seria procurar uma viúva sem dificuldades financeiras, ou então apresentarem um plano de actividades que congregue os sócios de forma para que o clube não caia numa situação ainda mais insustentável, mesmo antes de faltar o dinheiro para o tão “culpado” futebol sénior.

Nota: “Silly Season” tradução á letra: “Temporada boba”

setembro 01, 2011

Antes burro que me carregue do que cavalo que me derrube

No rescaldo do Festival do Vinho, e que antes de qualquer crítica, julgo mesmo ter sido um dos mais visitados dos últimos anos e um dos mais fracos em termos de programação cultural, fica-nos por isso no ar a pergunta: porquê razão um Festival chamado de nacional e realizado em pleno mês de Agosto só tem a duração de 5 dias?
Aliás, convém mesmo não esquecer que 5 dias é o tempo de duração de qualquer festa de aldeia pequena do concelho, porque as grandes aldeias e as vilas da região realizam festas de mais de 8 dias com programas culturais de inveja.
Não quero com isto dizer que o Bombarral é uma vila pequena, mas não é maior do que algumas dessas aldeias, hoje o Bombarral não passa de uma aldeia grande sem qualquer interesse económico para investir e sem objectivos definidos para o seu crescimento económico.
Podem os responsáveis pela organização do evento vir dizer e confirmar as palavras de todos os presidentes de juntas de freguesia que não há dinheiro para nada, mas este dito já não serve para nada, aliás é uma música gasta que já vem do tempo da cassete.
Estamos em crer que os bombarralenses e o comércio em particular, não querem aceitar que se transforme um Festival de 12 dias e outro de 6 dias, anteriormente realizados entre Julho e Agosto, num único festival de 5 dias por falta de dinheiro.
Quem ouviu o comércio e as freguesias sobre estas alterações temporais dos certames do concelho? O anteriormente festival do vinho e feira da pêra rocha eram o balão de oxigénio que o comércio local esperava durante todo o ano era um prémio de verão que movimentava todo o comércio e a hotelaria em particular. A realização destes certames trazia diariamente á vila os fregueses que na sua maioria só cá vinham no dia da feira mensal ou quando necessitavam de vir ao banco ou á cooperativa.
Acredito que as finanças municipais não estão de boa saúde mas esta não pode ser a razão para tudo o que não se faz até porque as finanças do município já estão em mau estado há mais de uma década.
Mais nos parece que a falta de eventos de verão se deve ao facto dos políticos querem todos ir a banhos durante os meses de verão e por isso não quererem eventos no concelho que os obriguem a estar no concelho durante esses meses, aliás meses em que mais pessoas sempre visitaram e visitam o Bombarral, emigrantes que se habituaram a vir das freguesias com os seus familiares durante estes certames e visitantes que sempre vieram ao Bombarral durante os certames anteriores.
Isto para além da mais-valia, não utilizada, de hoje podermos também promover os certames junto do empreendimento Quinta dos Loridos, local visitado por milhares de pessoas diariamente.
Bem sabemos que a pouca publicidade, os poucos expositores temáticos e a pouca qualidade dos eventos culturais não são um atractivo que chame o público num período, nobre, em que se realizam diversos eventos e actividades culturais, bastante publicitadas, quer nos concelhos de Peniche da Lourinha e de Torres Vedras e quer principalmente em Óbidos.
Certames com estratégia são certames que são pensados de forma a não coincidirem com certames de outros concelhos com mais capacidade de captação de visitantes, como os casos de Óbidos e Peniche.
As populações criam hábitos ao longo dos anos e estes certames fazem parte desses hábitos que sempre fizeram aumentar o consumismo durante os meses de Julho e Agosto na Vila do Bombarral.
Quando é que as entidades oficiais fazem a simples conta de multiplicar de forma a saberem que se durante os 2 certames que eram feitos, anteriormente e em separado, se o Bombarral recebesse a visita de 50 mil pessoas e cá deixassem 5€ cada, deixariam no concelho no mínimo 250 mil euros, pensar e agir assim é pensar no Bombarral e no apoio á economia local e aos seus empresários e comércio em geral.
Todos nós nos recordamos de haver alguns políticos que faziam questão de referir que só o festival do vinho era visitado por cem mil pessoas todos os anos, agora façam as contas, mesmo sabendo que os números que eram citados eram demasiado empolados.
Não deixam porém os presidentes das juntas de freguesia do concelho de serem o espelho do descontentamento geral que se vive quer nas Freguesias em particular quer no Concelho no geral.
É importante reverter esta situação, e é importante que a “chamada” oposição política conjuntamente com a maioria responsável deixam dos seus pedestais e se unam de forma a tirar o Concelho do Bombarral do marasmo em que se encontra. A razão de ser de uma Câmara Municipal não é dar lucro, em “cash” como uma empresa é isso sim dar lucro em qualidade de vida e em apoio social e apoio empresarial e comercial aos seus munícipes.
E se há quem pense que uma câmara municipal fecharás as portas porque não tem dinheiro, desengane-se que isso nunca aconteceu nem irá acontecer, lógico que importante é não aumentar o endividamento existente mas não nos podemos esconder atrás desse endividamento para não fazer nada.
Estamos crentes de que o principal problema do município do Bombarral não é de pessoas é isso sim de falta de ideias e de imaginação para com pouco fazer muito e principalmente para se fazerem parcerias de desenvolvimento, realistas, com as juntas de freguesia e com entidades privadas, agora que ninguém tenha dúvidas que para se ter tem que se dar algo em troca e o Concelho do Bombarral tem muito para poder dar em troca.
Como diz o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, mas no Bombarral quem nos tem governado ao longo dos tempos prefere mais o ditado “antes burro que me carregue que cavalo que me derrube”.

agosto 17, 2011

A direcção conseguiu o rumo não acredito

É graças á eleição da nova direcção que vai dirigir os destinos do Sport Clube Escolar Bombarralense que estou refastelado ao sol, neste fim-de-semana prolongado, a escrever este artigo á beira de uma piscina, aqui para os lados de São Jorge.

Na falta de candidaturas para dirigir os destinos do SCEB, durante 5 dias a convite de alguns associados do SCEB contactei e elaborei, voluntariamente, uma lista que se destinava a apresentar a sufrágio, nesse período de contactos verifiquei existir uma quantidade avassaladora de pessoas que se alhearam do SCEB e mesmo algumas que deixaram de ser sócios por não quererem estar ligadas a determinadas “jogadas” que ao longo dos tempos tem acontecido no nosso SCEB.

Também nesse, curto, percurso verifiquei que os números referidos como divida do SCEB cerca de 30.000€, não são reais, julgo mesmo que a divida se aproxima muito perto do dobro do valor que é referido em Assembleias-gerais e pude também comprovar que o clube tem sido gerido como uma mercearia/cooperativa com muitos donos e uma escrita em papel de “embrulho” onde se vão organizando eventos e se movimentam alguns milhares de Euros sobre os quais ninguém sabe de contas de deve e haver.

Esta candidatura, a minha, apareceu como disse a convite de alguns sócios que acharam que eu como ex. presidente podia voltar a fazer um bom mandato mas, principalmente porque o SCEB estava num impasse sem direcção nem solução há vista.

Para que não fique nenhuma dúvida ao aceitar o desafio, pus como condições não haver mais nenhuma lista a sufrágio, estar o presidente da mesa da AG de acordo com a candidatura e ser eu a escolher a equipe.

Ora até 3 dias antes das eleições estavam reunidas todas estas condições, porém o aparecimento da minha candidatura e o contacto e a divulgação junto de diversas pessoas convidadas e ligadas á anterior direcção, do modelo de gestão que se iria implantar no clube, aliás modelo de gestão que é comungado por diversos gestores também sócios do clube, ou seja um clube único com um projecto de modernização e um crescimento sustentado através de um rumo em que tudo seja transparente e dentro das reais capacidades financeiras e sociais do bombarralense, foi o acordar e tocar a reunir de interesses implantados por alguns que estão e por outros que já passaram pelo clube como seccionistas ou como directores.

E foi o aparecimento desta lista feita á pressa, sem programa e sem objectivos definidos que me levaram a abandonar a candidatura que estava em constituição.

Acredito que o actual presidente do SCEB nada tem a ver com interesses instalados mas, também acredito que alguém se anda a servir ou serviu do Sport Clube Escolar Bombarralense em proveito próprio. Porque só assim compreendo o aparecimento de uma lista à última da hora, composta por sócios que foram convidados a faze-la em diversas assembleias e até em reuniões e contactos mais ou menos privados, e nunca se disponibilizaram para o fazer.

Na assembleia que elegeu a nova direcção quer eu, quer outros associados desejaram um bom mandato ao novo presidente, no entanto tenho para mim, mas não o desejo, que pouco mais se irá fazer senão adiar a morte lenta em que o SCEB se encontra por mais um ano.

Estou certo, até tendo em conta os “mentores” desta lista que a intenção não será mais do que ganharem tempo de forma a camuflarem o melhor possível, erros anteriores e “desvios direccionais” que tenham sido feitos.
Sinceramente. Desejo que o novo presidente da direcção, não mentor desta direcção, tenha a coragem de não se deixe ultrapassar por alguns directores e seccionistas que pensam que o SCEB é deles e que estão acima de todos os sócios.

Hoje estou convencido que o Sport Clube Escolar Bombarralense tem que cair mesmo no fundo para que de uma vez por todas, ou não, os sócios e principalmente alguns sócios percebam que não são donos do clube.

Foi referido e solicitado por diversos sócios, nesta assembleia, a apresentação de contas, aliás que nos parecem estar em falta devido a algumas secções não apresentarem os documentos contabilísticos necessários, isto até porque o anterior presidente da direcção referiu diversas em assembleia já ter entregado toda a documentação da sua gestão.

Esta eleição não contestada e eleita pela maioria dos sócios presentes dá-nos o direito de dentro de um ano serem todos muito mais exigentes nas perguntas e no exame do mandato.

O SCEB desde 1994 que não cumpre o que está estabelecido no estatuto de utilidade Pública – no que concerne á apresentação de contas, o actual presidente da mesa da assembleia-geral que não se pode desassociar do facto de ser presidente da câmara municipal, referiu ir estar atento ao problema e pugnar pelo cumprimento da lei.

Esperamos também que faça uso das suas faculdades para que o clube apresente as suas contas e possa responder às questões importantíssimas sobre o deve e haver das actividades lúdicas do Clube.

O SCEB faz este ano, em 5 de Outubro, 100 anos sobre a sua fundação.

Lamento profundamente que em “ano” de centenário quando se devia unificar os sócios e refundar um clube que foi criado para a prática do ciclismo e futebol se verifique que é precisamente esse futebol o ódio de todas as modalidades criadas nos últimos anos, modalidades essas que no tempo perdido a odiar o futebol não tiveram tempo para se prepararem e serem também elas a organizar e participar desportivamente nas comemorações deste centenário.

A verdade é que todos querem mandar e ser donos do clube, chegando-se ao cúmulo de se elegerem presidentes para as secções e pedindo-se contrapartidas para se ajudar nas organizações do clube, mas poucos são os que querem trabalhar para o clube na sua totalidade. Enquanto não se acabar com os “clubes” dentro do clube não teremos um bombarralense que pugne por todos os seus associados e atletas.

A direcção eleita está agora em estado de graça, mas este estado é de curta duração se não existirem rapidamente as mudanças que os pais dos atletas da formação querem, porque são estes pais que pagam para que os filhos pratiquem desporto que tem que ser ouvidos e chamados às decisões.

Acredito e acreditem que as direcções passam e o clube continuará, mesmo que moribundo e a sofrer às mãos de alguns incautos e à espera de quem o queira erguer para voltar à forma orgulhosa de outrora.

Por mim não serei oposição mas, por outros associados que comigo comungam de moldes de gestão modernos e transparentes que tragam realidade financeira ao SCEB não posso falar.
Tenho a convicção que o aparecimento da minha candidatura revitalizou o SCEB e agradeço o tempo dos que comigo colaboraram neste processo quer pela forma como se empenharam quer pela forma como aceitaram as razões de não nos candidatarmos.

Dizia o ex. presidente da mesa da assembleia-geral depois de três meses de contactos infrutíferos que queria uma direcção e um rumo para o SCEB. Digo eu que a “direcção” conseguiu mas o rumo não acredito.

Longa vida ao Sport Clube Escolar Bombarralense

agosto 01, 2011

100 Anos são muito tempo !


O Sport Clube Escolar Bombarralense faz 100 anos. E para os comemorar constituiu uma chamada comissão do centenário que, julga-se, estará a preparar uma data de actividades diferentes, para presentear os sócios no período das comemorações.

Aliás, sócios esses que devotaram o clube, centenário, ao abandono. Em ano de centenário que se espera um unir de esforços de forma a comemorar condignamente esta data, acontece que o Clube não tem direcção nem consegue constituir uma assembleia magna digna desse nome.

Numa recente assembleia, em ano de centenário, com pouco mais de 40 sócios e de entre os quais se encontravam 6 ex. presidentes, disse um desses ex presidentes, e com razão, que o Bombarralense é um clube que hostiliza todos os que por lá passam por uma direcção, sendo acusados, por alguns “críticos” que nada fazem, dos piores horrores enquanto dirigentes desportivos e pessoas.

Em ano de centenário o Bombarralense não tem direcção e não nos parece estar num horizonte próximo que qualquer sócio, livre e voluntáriamente, apresente uma candidatura nestes tempos mais próximos.

O Bombarralense, hoje, é um clube eclético, talvez demasiado eclético, e a verdade é que nunca foi discutido ao longo destes 100 anos se o clube tem condições para todo este ecletismo. Mas é verdade também que nunca os sócios do Bombarralense, nem os “críticos” deste clube, propuseram às direcções essa discussão, assim como o contrário também nunca aconteceu.

Hoje a realidade desportiva nacional e regional é bem diferente da de outros tempos e, facilmente verificamos que os chamados “grandes”, clubes nacionais, outrora bastantes eclécticos, tem vindo ao longo dos tempos a reduzir e fechar modalidades que pelo seu custo, promoção e prestigio não são compatíveis com uma gestão moderna e arrojada.

O Bombarralense sofre de um mal a que tomamos a liberdade de chamar de “umbiguite aguda”, isto é, todos os seccionistas e alguns directores, julgam-se acima das direcções e dos presidentes do clube, tomando a liberdade de gerir as secções desportiva e económicamente como se de outros clubes se tratassem. O Bombarralense, hoje, é um clube com vários clubes dentro das suas instalações aliás, alguns desses clubes até se esquecem de apresentar as contas das suas actividades.

100 Anos são muito tempo. O Bombarralense foi fundado no século passado e pessoas há que querem que o Bombarralense continue a ser gerido como se estivesse no século passado. Urge que o Bombarralense se modernize que crie mais valias para os sócios, que adira ás novas tecnologias e que crie um site oficial de forma a cativar a juventude e divulgar as suas actividades, as novas tecnologias são um dos grandes meios de crescimento e notariedade.

Numa análise breve e sem aprofundar os problemas crónicos do Bombarralense a verdade é que todos criticam mas ninguém quer fazer parte das soluções.

Em ano de centenário é obrigatório que o Bombarralense encontre urgentemente um Sócio que se disponibilize, voluntariamente, e que forme a Sua equipe e apresente um programa de actividades que leve o Bombarralense a trilhar num caminho de gestão empresarial com objectivos comerciais bem definidos. O Bombarralense só será viável se gerido como uma empresa e, essas têm como principal finalidade apresentar lucros de gestão de forma a reinvestir em infra-estruturas e formação.

O Bombarralense é um clube de utilidade pública e tem que retirar os proveitos deste estatuto de forma a rentabilizar, os seus activos e as suas instalações mas, temos para nós que o clube primeiro terá que encontrar uma direcção e iniciar a sua modernização, desde logo, procedendo a uma profunda alteração dos estatutos que na sua maioria estão obsoletos de soluções e omissos na forma de resolver e encontrar essas mesmas soluções.

Alguém, numa das últimas assembleias, alvitrou a possibilidade de acabar com o futebol sénior, atirando para cima desse futebol a culpa de todos os problemas do Bombarralense. Esta não é mais do que uma forma de lavar as mãos como “Pilatos”, o futebol sénior é o garante de que o Bombarralense ainda tem sócios, a assim não ser e os poucos sócios cerca de 950 depressa desapareceriam sem futebol. Também só se compreende que o Bombarralense tenha perdido tantos sócios nos últimos 15 anos pela falta de aposta das direcções e das secções neste campo. Em 1995 o Bombarralense tinha pelo menos 990 e nestes últimos anos não conseguiu aumentar o número de sócios, pelo contrário. Porquê?

O aumento de receitas também é feito pela adesão de sócios, todos sabemos que nos clubes “chamados” grandes ninguém pratica qualquer modalidade sem ser sócio do clube, mesmo que essa modalidade seja profissional, no Bombarralense isto não acontece. Porquê?

Este artigo não é mais do que um grito de revolta contra os “críticos”, até porque alguns deles julgam-se donos do clube, só porque alguma vez, á muitos anos, deram um donativo ou porque já foram atletas, seccionistas ou mesmo directores, e um lamento aos que nada fazem para fazer parte da solução.

E a solução tem que envolver todos, sem medo, com os defeitos e as virtudes mas, com um timoneiro a dirigir o barco num leme que leve a que todos remem no mesmo sentido para atingir o mesmo fim.

A verdade é que só quem nada faz é que não erra e desses livre, Deus, o Sport Clube Escolar Bombarralense neste centenário que se quer de Futuro.

ex. Presidente do SCEB 1994/1995)

junho 18, 2011

Vaidade é obrigação de politico

Nunca compreendi porque é que certos políticos fazem questão de dizer e dar a conhecer que outros foram segundas escolhas.
Vimos hoje aparecer na imprensa as mais diversas declarações deste e daquele politico a tirar mérito a alguns dos que agora vão ser empossados como ministros.
È o caso de Catroga, Bagão Félix; Vitor Bento, Sevinate Pinto e outros que em vez de fazerem a diferença optando pelo silêncio, pelo contrário querem marcar a agenda, que não é sua, afirmando que foram convidados para integrar o governo mas recusaram os convites.
Esta forma de estar na política não é mais do que um acirrar de vaidades de forma a desvalorizar o convite a outros, para que outros sintam que não foram os primeiros a ser escolhidos, para que os outros sintam que se foram escolhidos foi porque eles não quiseram aceitar o convite que anteriormente lhes foi dirigido.
É para mim, esta forma de estar na politica uma forma errada, todos são competentes, ou não, mas acima de tudo aqueles que divulgam os convites que receberam e declinaram por esta ou aquela razão, seriam muito mais políticos e úteis ao estado e á sociedade se ficassem calados e não viessem a público na tentativa de querer marcar uma agenda que não é a deles.
Tenho que este governo que agora vai ser empossado, é na sua maior parte um governo de segunda escolha mas, também não estarei errado se afirmar que este governo é um governo de primeira escolha, porque foram estes os homens e mulheres que aceitaram o fardo, pesado, de tentar tirar Portugal do abismo em que se encontra, ao contrário de outros que declinaram assumir este fardo, quem sabe até porque não acreditaram ter condições nem capacidade pessoal, para desempenhar as funções para que estavam a ser convidados.
Este é governo escolhido por Pedro Passos Coelho, não votei nele mas, este é o meu governo, um governo de técnicos para atacar a crise e o meu caminho de esperança para a resolução dos problemas nacionais. Este é o governo de Portugal, por isso este é o governo que devemos defender até ao fim da legislatura.

junho 17, 2011

Última esperança

Passos Coelho divulgou o elenco do novo governo mas, já ouvi e concordo, mais me parece uma “selecção á Carlos Queirós” do que uma “selecção á Paulo Bento”.
Se por um lado 11 ministros são um sinal de contenção, na despesa, por outro lado obriga a que os mesmos se tenham que suplantar para dirigir super ministérios, ou não, pois é um governo curto de ministros mas que irá ser comprido de secretários de estado.
Verdade que para se cumprir o acordo feito com a “troika” do FMI e da CE vai ser necessário muito trabalho, muita imaginação e muito jogo de cintura mas, pessoalmente, e espero estar enganado, pelo que conheço de alguns dos agora indigitados não lhes conheço capacidades de trabalho, não politicas, para desempenhar os cargos para que vão ser empossados.
O estado caótico em que se encontra Portugal, não vai permitir nem amadorismos nem segundas oportunidades e, parece-me que pela parte do CDS, se Paulo Portas é o homem certo no cargo certo, já Assunção Cristas e Pedro Mota Soares são, na minha opinião apostas menos boas.
A verdade é que esta é a minha opinião e não a de Paulo Portas por isso os convidou, no entanto formulo esta opinião pelo conhecimento, pessoal do passado, que tenho quer do CDS quer dos visados. São os visados sem dúvida, pessoas capazes, honestas e bons académicos mas nas áreas para que foram escolhidos já a história é diferente.
Assunção Cristas nada ou pouco sabe sobre: Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, no entanto se por um lado o desconhecimento da pasta ministeriável pode ser um “mau presságio”, por outro lado quem sabe se Assunção Crista não nos vai surpreender a todos, quem sabe se até a ela própria, e não virá a ser uma super ministra que dará volta á situação preocupante em que se encontra a agricultura e o mar nacionais.
Não nos podemos esquecer que Portugal neste momento, pouco produz e importa mais de 70% dos alimentos que consome e, uma das formas de combater a crise é inverter a situação de forma a importar menos e aumentar as exportações e isso será possivél desde que a agricultura e o mar nos ajudem a sair desta crise tornando Portugal outra vez num país com agricultores a produzirem e pescadores a pescarem.
Portugal tem bons agricultores e bons pescadores só não tem tido a sorte de ter bons Ministros da Agricultura, será desta que teremos UMA MINISTRA para pôr os “tomates” deste país no sítio que merecem.
Mas não é só na agricultura e pesca que se esperam novidades as áreas do ambiente e do ordenamento do território são áreas importantíssimas para o desenvolvimento de Portugal há muito a fazer nestas áreas se por um lado é importante cumprir as directrizes sobre o ambiente e melhorar a nossa qualidade de vida a reorganização da floresta e de todo o território nacional para que os empresários saibam o que fazer e onde fazer, são um marco importante para este ministério, assim há que esperar e dar tempo e o beneficio da dúvida a Assunção Cristas para que nos surpreenda a todos, mas principalmente que esse tempo seja de esperança para todos os que labutam nestas áreas imprescindíveis para que Portugal saia da crise.
Portugal merece e os homens da terra e do mar também.
Sobre Pedro Mota Soares, que conheço pessoalmente desde os tempos longínquos da JC reconheço-lhe capacidade organizativa e conhecimentos na área da legislação e do direito laborar mas a sua carreira é politica, pois não lhe são conhecidos feitos na área empresarial ou do mercado laboral, isto é, a sua experiência laboral é como politico e isso não é curriculum laboral aceite pelos portugueses, para um ministério como o dos Assuntos Sociais, se por um lado o curriculum politico é uma mais-valia para a negociação com as organizações sindicais, por outro lado o desconhecimento do trabalho “real” activo pode ser um facto negativo na auscultação e resolução dos problemas laborais de cada um dos portugueses, todos sabemos que o desemprego, actualmente superior a 11%, vai aumentar e não será o governo que vai criar empregos, essa é uma tarefa das empresas e dos empresários que, eles, também estão ciosos da necessidade de apoio social de forma a poderem investir mais e melhor. É o crescimento das pequenas e médias empresas e o que conseguem exportar que ajuda e ajudará Portugal a sair da crise.
O computador “Magalhães” é neste momento um dos principais produtos, senão o principal, que Portugal exporta e essas exportações terão que se manter e se possivél aumentar mas, para que as exportações aumentem e nossa balança seja equilibrada as empresas e os empresários necessitam de apoio á laboração, os encargos das empresas sobre os trabalhadores são insuportáveis e são um revés na ajuda á exportação. Pedro Mota Soares como Assunção Cristas são dois Ministro que nasceram com a democracia, nasceram com um país novo, por isso são uma esperança nesta “última” oportunidade que a Democracia portuguesa tem para que Portugal volte a aproximar-se do país que já foi, para que os portugueses de hoje possam vir sonhar como os portugueses que já viveram num passado recente. Bem.
Já Paulo Portas segue o sonho de uma vida, politica, o reconhecimento internacional e a possibilidade de acabar junto da Santa Sé. Os Negócios Estrangeiros, são um ministério com o homem certo, no lugar certo, resta-me aqui uma dúvida, será que vai ser Paulo Portas a calar e pôr fim á carreira de “diplomata” de Ana Gomes?
Depois da análise aos Ministros indicados pelo parceiro de coligação de Pedro Passos Coelho, pouco posso falar dos ministros indigitados quer da área do PSD quer dos independentes, no entanto nestes há pelo menos dois deles em que deposito muitas esperanças.
Em Nuno Crato como ministro da Educação, com varias obras publicadas nesta área, julgo que irá impor o seu cunho e a sua maneira de pensar, a educação sem facilidades, a educação onde os bons serão recompensados e os fracos e medíocres não.
Julgo que com Nuno Crato não haverá mais passagens de ano para alunos medíocres, só passarão os que sabem e que tenham notas positivas, julgo que Nuno Crato irá colocar a educação no lugar certo, quem sabe passa, quem não sabe chumba. E para os professores será, estou certo, uma verdadeira surpresa, saberá ouvir e saberá valorizar os que querem um ensino forte e bom, onde os bons possam passar a ser melhores e os maus passem a ser bons ou se retirem da carreira. Acredito que com Nuno Crato o mérito será reconhecido. A educação é um dos marcos mais importantes de um povo e da sua história, Portugal já deu ao mundo grandes educadores e prémios Nobel e, isso só é possivél com um ensino de alto nível e não com um ensino medíocre em que se passa para que as estatísticas sejam agradáveis e mostrem uma realidade que não existe.
Depois outra das ministeriáveis de quem muito se espera é Paula Teixeira da Cruz que vai liderar um dos ministérios onde serão exigidas profundas reformas, na sequência do memorando assinado com a ‘troika'. Paula Teixeira da Cruz é uma mulher muito combativa e com experiência na área judicial, Paula Teixeira da Cruz tem pela frente a liderança de um dos ministérios mais ‘problemáticos' e mediáticos, onde as várias classes que integram o sector têm tido nos últimos anos dificuldade em entender-se: o Ministério da Justiça. O memorando da ‘troika', obriga o Governo a várias reformas nesta área e os prazos são vistos pelo sector como apertados. Paula Teixeira da Cruz terá que avançar a passos largos com a reforma do Mapa Judiciário, fazer uma avaliação minuciosa às pendências e adoptar medidas que ponham fim aos processos parados e tentar cobrar os elevados montantes que estão em dívida nos processos executivos e fiscais. Mas acima de tudo terá que apaziguar um sector onde vários interesses se chocam.
Este governo tem duas mulheres mas, são duas mulheres oriundas de um País de lutadores, duas mulheres nascidas em Angola o que por si nos dá garantias de serem duas combatentes e não desistirem com facilidade de atingir os objectivos a que se propõem. Assim Passos Coelho e Paulo Portas possam ter nos seus ministro pessoas combativas e independentes na análise dos problemas e na resolução dos mesmos, Portugal merece e os portugueses assim o desejam, por isso votaram na mudança.

junho 09, 2011

Democracia

Porque será que sempre que a Direita governa a Esquerda diz que a Democracia está em risco ?

junho 01, 2011

Dia Mundial da Criança

Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança". Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeitos ao que podes fazer e ao que as pessoas responsáveis por ti devem fazer para que sejas feliz, saudável e te sintas seguro. (É claro que tu também tens responsabilidades para com as outras crianças e para com os adultos para que também eles gozem dos seus direitos.)

Vamos conhecer os 10 princípios da "Declaração..."?


Princípio 1º
Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

Princípio 2º
Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

Princípio 3º
Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

Princípio 4º
As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

Princípio 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

Princípio 6º
Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

Princípio 7º
Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades.
E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

Princípio 8º
Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

Princípio 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas).
Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

Princípio 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.

Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!

Pena que muitos destes direitos não saiam do papel

março 12, 2011

Geração á Rasca

Portugal não tem uma geração á rasca. Portugal é um País á rasca com 3 gerações á rasquinha.

janeiro 12, 2011

A caixa que adormeceu o mundo

Chama-se "Agora é que conta", passa na TVI" e é apresentado por Fátima Lopes.
O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis.
Os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do carro, contas da electricidade ou de telefone. A maioria dos concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira.
E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida.
"Nos tempos que correm", como diz a apresentadora - e "os tempos que correm" quer sempre dizer crise -, a coisa sabe bem.
No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre transvestido de boas intenções.
Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de ping-pong no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente novo são as contas por pagar transformadas num concurso "divertido".
Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a "beleza" do Capitalismo:
Tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende.
Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que os séculos de repressão nem sonharam:
Pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça.
E o canal ainda ganha uns cobres com isso.
Diz-se que esta caixa mudou o Mundo.
Sim: consegue pôr tudo a render. Até as consequências da maior crise em muitas décadas.
Entretanto a apresentadora recebe 40.000€ por mês.
Foi este o valor da transferência da SIC para a TVI. Uma proposta irrecusável segundo palavras da própria.
A pobre da Fátima Lopes só ganha 1290 euros por dia!!!.
Brincando com miséria dos outros, pobre povo português, sem alternativas, mas miseravelmente felizes.
Este artigo de Daniel Oliveira é sobre aquilo que nunca vi na TVI, mas que se visse reagiria, também, com indignação. É algo de escabroso que se houvesse um pouco de decência já não estaria a ser transmitido. Usar os desgraçados é um abuso intolerável, é brincar com as pessoas e a sua miséria.
PAGAR AS DÍVIDAS e fazer disso um espectáculo é obsceno.
A TVI torna-se, assim, uma obscenidade !…